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Fiat Argo faz aniversário com elogios -- e recalls; leia opinião dos donos

Murilo Góes/UOL
Fiat Argo Drive 1.3 testado por UOL Carros (à esquerda) e Fiat Argo Drive 1.0 de William Mariano Imagem: Murilo Góes/UOL

Vitor Matsubara, Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

2018-07-16T04:00:00

16/07/2018 04h00

Hatch é elogiado por economia de combustível e design; atendimento da rede precisa melhorar

Argo está entre nós há um ano. O hatch estreou com a difícil missão de afirmar a “nova fase” da Fiat no país, inaugurada pela picape Toro.

Apostando em design, conteúdo e espaço interno, o hatch substituiu Palio e Punto de uma vez só.

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Doze meses depois, o Argo não cumpriu a promessa da Fiat de virar líder do segmento, embora esteja longe de ser um fracasso.

Até agora, o carro mantém a média de 4.600 carros emplacados mensalmente. Neste ano, o Argo vendeu 27.986 unidades no primeiro semestre. Mas nem sempre foi assim: os primeiros meses foram difíceis para o hatch, que vendeu apenas 1.643 unidades em junho de 2017.

Na ocasião, a Fiat "culpou" o feriado de Corpus Christi e o início tardio da campanha de lançamento nas mídias. Mas houve outro empecilho: na ânsia de se antecipar ao lançamento do Polo, a fabricante se apressou e faltaram carros para atender a demanda inicial. Apenas em julho é que o Argo cresceu, emplacando 3.235 veículos.

É justo frisar, porém, que o desempenho do Argo foi "atrapalhado" principalmente pela chegada do novo Volkswagen Polo, lançado apenas três meses depois a preços competitivos com o Argo em todas as versões.

Comparando os dois rivais (que reaqueceram o segmento de hatches compactos premium), o Polo levou clara vantagem neste ano. Foram 34.139 unidades para o VW contra 27.986 unidades do Fiat no semestre, segundo o ranking da Agência Autoinforme.

Além disso, até agora o Argo já passou por três recalls: o primeiro foi anunciado em dezembro e envolvia inspeção do chicote elétrico do volante, que poderia acionar o airbag  involuntariamente.

O segundo veio poucos dias depois e poderia interromper o funcionamento das luzes de seta. E o mais recente surgiu em junho: o mega recall de 223.034 carros por uma falha capaz de desligar o motor.

Mas quem comprou o Argo não se arrependeu -- muito pelo contrário. UOL Carros ouviu proprietários do hatch e constatou que há muito mais elogios do que críticas.

Caso de amor

Wiliam Mariano, de São Paulo (SP), já teve dois HB20 antes de comprar seu Argo Drive 1.0 em março deste ano. Até agora ele é só elogios.

“O Argo foi meu primeiro carro 0km, e estou completamente apaixonado por ele. Os números de consumo são incríveis. Faço pelo menos 10 km/l com etanol e entre 12 e 13 km/l com gasolina na cidade. Na estrada faço 14 km/l no álcool e 18,5 km/l na gasolina, sempre com carro cheio e ar-condicionado ligado. O desempenho é bom, inclusive em ultrapassagens".

Ele também garante que não liga para a quantidade de recalls anunciados nos últimos 12 meses.

"Até agora fiz o recall do relé da injeção (mega chamado que atinge mais de 223 mil carros, incluindo modelos como Toro e Mobi), os outros dois já haviam sido feitos na fábrica. Não vejo nenhum problema nisso (excesso de recalls), para mim é algo normal e mostra que a montadora identificou um erro e está disposta a corrigi-lo. Pior seria se eu precisasse arcar com os custos”.

Murilo Góes/UOL
Ex-dono de HB20, William acha o Argo muito melhor que seu antigo carro Imagem: Murilo Góes/UOL

Longe do posto

Outro dono de Argo 1.0 é o radialista Carlos Mattos, de São Bernardo do Campo (SP). Assim como William, ele também apontou a economia de combustível como uma das principais virtudes do veículo.

“Gosto muito do design e do acabamento do carro. Ele supre minha necessidade em todos os sentidos. Tem um bom espaço interno, leva quatro adultos e uma criança sem aperto, anda bem e é muito econômico. Andei com o carro inicialmente na gasolina e cheguei a fazer 16,3 km/l em trajeto urbano e absurdos 24,5 km/l na rodovia. No etanol, o carro faz na faixa de 10,5 km/l na cidade e 14 km/l na estrada”, declarou.

“Meu Argo já passou por dois recalls: um deles (chamado pela Fiat de campanha em vez de recall) na maçaneta da porta traseira esquerda e tampão do porta malas e o outro no chicote do airbag, que poderia ser rompido repentinamente. Meu carro estava entre as unidades chamadas, mas passou pela verificação e não havia problemas. E não foi incluído neste novo recall”.

Pau para toda obra

Bruno Marques escolheu o Argo 1.0 para trabalhar. Motorista de Uber nas ruas de Brasília (DF), ele também está satisfeito com seu carro.

“Rodei com o Argo do fim de dezembro até março e só tive alegrias em quase 40 mil km. O carro é bom de dirigir, confortável e econômico. O espaço interno também é muito bom e o sistema start-stop funciona normalmente. Não tive nenhum problema com ele e precisei fazer apenas as revisões periódicas. Deixei de usá-lo no Uber e hoje o dirijo para ir ao trabalho, e só penso em trocá-lo por um sedã seminovo, como um Mercedes-Benz Classe C ou um Fusion”, afirmou Marques, que diz não ter tido problemas com deterioração de peças de acabamento, algo recorrente em vários modelos em locais quentes como a capital federal.

Sou mais Volkswagen

Porém, nem tudo são flores. O engenheiro eletricista João Bonnet. de Curitiba (PR), trocou seu Renegade Longitude por um Argo HGT completo. Ficou muito satisfeito com o carro, mas não com o atendimento da rede Fiat.

“Paguei R$ 78 mil por um Argo HGT na cor Cinza Scandium. No dia da retirada houve uma pequena pane no relé do ar-condicionado, resolvida rapidamente. O carro é agradável de dirigir e tem excelentes funcionalidades, como central multimídia e chave presencial. É bom de usar na cidade e fantástico na estrada, com consumo urbano de 9 km/l e 14 km/l na estrada, ambos com gasolina. Entretanto, no segundo dia percebi que o sistema start-stop não estava funcionando”.

“Levei o carro três vezes na concessionária e o problema não foi solucionado. Na minha opinião, o atendimento da Fiat é burocrático e omisso. O Argo é um bom carro, mas não compraria outro. Pretendo trocá-lo por um Golf Highline daqui a um ano. Sempre fui cliente Volkswagen e confio mais nesta marca. A Fiat não conseguiu me seduzir”, concluiu.

Veja como é o Argo HGT:

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