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Obama oferece US$ 4 bilhões para acelerar autônomos nos EUA

Pablo Martinez Monsivais/AP
Anthony Foxx, secretário de Transportes dos EUA e homem de confiança de Obama, anuncia plano que prevê para acelerar desenvolvimento de tecnologias e poupar vidas Imagem: Pablo Martinez Monsivais/AP

Eugênio Augusto Brito
André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP) e Detroit (EUA)

14/01/2016 18h58

O anúncio da Mercedes-Benz, no último domingo, de que já estaria apta a testar um modelo autônomo -- o novo Classe E -- dentro de um Estado norte-americano, acelerando em muito a corrida para se vender carros que andam sozinhos, parece ter mexido com o moral dos Estados Unidos, incluindo aí seus governantes.

Uli Deck/EFE/EPA
Executivo da Mercedes tirou onda em Detroit ao mostra placa com o código da nova geração do Classe E e afirmar: "Nosso carro está apto a testar em território americano" Imagem: Uli Deck/EFE/EPA
O presidente Barack Obama colocará US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 16 bilhões) dos cofres públicos para acelerar o desenvolvimento de pesquisas no país. O objetivo é acabar, também, com entraves burocráticos -- inclusive em termos de segurança -- para testes dos modelos no país.

Este anúncio de que a Casa Branca quer uma "via rápida" para o desenvolvimento de carros autônomos no país foi feito nesta quinta-feira (14) pelo secretário do Ministério dos Transportes dos EUA, Anthony Foxx, um dos homens de confiança de Obama, em Detroit. Segundo Foxx, o investimento estará na proposta de orçamento de Obama para 2017 e é parte "de um esforço para remover obstáculos colocados sobre regras de segurança para automóveis no país, muitas deles escritos há mais de 50 anos". 

Carro autônomo reduz mortes

Para Foxx, desenvolver o segmento de carros autônomos vai contribuir também para reduzir o total de acidentes e, por consequência, de mortes no trânsito. Em 2015, mais de 34 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito nos EUA. 

"Estamos vendo o surgimento de uma nova era na tecnologia automotiva, com enorme potencial para salvar vidas, reduzir a emissão de poluentes e transformar a mobilidade dos americanos", afirmou, Foxx. "As ações tomadas hoje e aquelas que perseguiremos nos próximos meses vão criar a base e abrir o caminho para que fabricantes, autoridades e consumidores possam se valer dessas tecnologias em todo seu potencial de segurança", concluiu. 

Burocracia atrasa EUA

De toda forma, o secretário de Transportes não esconde a intenção de permitir que marcas nacionais, como as tradicionais General Motors e Ford, mas também Google e até Apple, tenham mais condições de brigar contra os avanços das europeias Mercedes-Benz, Volvo, Audi e até BMW no campo dos carros que se locomovem sem ação dos motoristas.

Ele afirmou ainda que o NHTSA (órgão que regulamenta a segurança de carros vendidos no país, bem como de vias públicas, nos EUA) deve rever alguns de seus padrões para "descongestionar" o tráfego de carros autônomos em teste. Disse ainda que os fabricantes precisam procurar "brechas" nos regulamentos para testar suas tecnologias, algo que os europeus têm feito, nas palavras de Foxx.

Segundo Foxx, é preciso rever proibições de que autônomos operem sem motoristas e sem volantes e pedais fixos, por exemplo. Os protótipos iniciais desenvolvidos pelo Google, por exemplo, não previam o uso de volantes e pedais, mas foram proibidos pelo NHTSA. Por outro lado, a europeia Volvo mostrou na CES (feira de tecnologia), em Las Vegas, projeto de autônomo em que volante e pedais se recolhem para que os ocupantes tenham maior liberdade de movimentos e possam até assistir a filmes e seriados enquanto o carro cuida do trajeto.

Quanto a carros sem motorista, só agora Ford (Fusion e sistemas Sync 3 e FordPass) e GM (com os novos elétricos Volt e Bolt) começam a se movimentar. Mas a BMW já se prepara para vender o novo Série 7 nas Europa, EUA e até no Brasil com o sistema que permite que o motorista saia do carro, enquanto este estaciona por conta. Enquanto a BMW entrega algo real, a Ford só faz seus primeiros testes com a tecnologia... e isso na Europa. Segundo Foxx, são brechas exploradas pelos europeus.

Pesa contra o argumento da Casa Branca fato de que os testes com autônomos em território americano já causaram quase 3 mil acidentes em cerca de um ano e meio, inclusive com gente ferida.

Com informações da Automotive News

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