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Mercado de motos em 2017 repete números de 2016, mas com três virtudes

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Segmento de scooters foi protagonista em 2017 e vem forte em 2018, junto com motos mais modernas Imagem: Divulgação
O Motociclista Roberto Agresti

Roberto Agresti, editor da Revista da Moto! desde 1994, volta a escrever para UOL Carros. Sua estreia na imprensa automotiva foi em 1984, com passagens pelas revistas Motoshow (atual Motor Show) e Motor 3. Atualmente, é comentarista da rádio CBN/CBN MOTO e colaborador do site AutoEntusiastas desde 2011.

Roberto Agresti

Colaboração para o UOL

27/12/2017 08h00

Balanço do ano mostra que 2018 deve ser ano de crescimento consistente nas vendas e de motos mais qualificadas nas lojas

Observando apenas números, 2017 praticamente repetiu 2016, com o mercado de motocicletas no Brasil na casa das 900 mil unidades, cifra bem distante do virtuoso ano de 2011, quando mais de dois milhões de motos zero km chegaram às ruas.

Neste brutal encolhimento de 55% do setor as motocicletas em si não tiveram culpa: elas continuam queridas, desejadas e necessárias. Isso é comprovado pelo sempre aquecido mercado de usadas, que comercializou 3,4 vezes mais motos que de zero km, segundo dados de janeiro a novembro.

O mercado mergulhou a um patamar de vendas de mais de uma década atrás por causa da crise econômica, que reduziu o poder de compra dos brasileiros, fazendo sumir crédito e, pior, empregos.

Com o cenário ruim, a saída foi trocar moto usada por outra seminova, solução que atendeu às necessidades de boa parcela de consumidores, gente que há cinco anos podia se permitir comprar uma moto zero, mas que hoje prioriza outras despesas -- mas que também não vê a hora de voltar aos bons tempos e realizar o sonho da motocicleta novinha em folha.

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Nova realidade

Estes anos difíceis deram uma cara nova ao segmento, que encerrou 2017 de maneira confiante, algo palpável especialmente no Salão das Duas Rodas, a mostra bienal do setor que foi avaliada como "muito positiva" por conta das novidades apresentadas e pela expectativa por um futuro melhor por parte de empresários e consumidores presentes.

Esta "nova cara" pode ser inclusive interpretada ao pé da letra, uma vez que nestes últimos dois anos houve uma saraivada de novidades. Muitos modelos 100% inéditos foram lançados, assim como uma febre de modernizações -- muitas vezes bem aprofundadas -- premiaram motos de "grande tiragem". 

Para esta coluna derradeira deste ano, em vez de uma lista de novidades e meias-novidades, escolhi três tópicos que foram relevantes e servem de bom retrato para este ano.

1. A hora e a vez dos scooters

Mais do que qualquer outro segmento, a turminha capitaneada pelo best-seller Honda PCX  caiu definitivamente no gosto dos brasileiros. Principalmente nas grandes e congestionadas metrópoles, são vistos cada vez mais PCX fazendo par com os mais antiguinhos Honda Lead e Suzuki Burgman. A prova da efervescência deste setor foi dada pela Yamaha, que com suas novidades Nmax e Neo voltou definitivamente ao segmento no qual foi pioneira com os jurássicos Jog e BW's. A Dafra e seus Citycom e Cityclass, os recém-chegados Haojue e Kymco e a nova família Honda SH definem a realidade do único segmento que bombou em 2017, superando com folga as vendas de 2016.

2. Freios combinados

Da mais essencial das Yamaha, a Factor, ao sucesso Honda Biz passando pela linha CG e Bros: todas estas motos ganharam este ano sistemas de frenagem combinada ou unificada, no qual o comando do freio traseiro também atua no freio dianteiro, aumentando de maneira significativa a eficácia da frenagem e, de quebra, corrigindo na marra o velho vício brasileiro de achar que acionar o freio dianteiro é perigoso e portanto deve ser deixado de lado. A tecnologia será obrigatória em 100% das motos vendidas e/ou fabricadas no Brasil em 2019 mas, felizmente, boa parcela dos modelos já fez a "lição de casa". Ponto para a segurança!

3. 250 - 300 cc, o 2º degrau

Não é mais segredo que motociclistas novatos que começam sua vida ao guidão com pequenas utilitárias de 100 a até 160 cc têm em mente saltar para uma das atraentes motos de 250-300 cc, cuja oferta nos últimos anos aumentou fortemente. Exemplos destes novos (e possíveis) sonhos de consumo são a recém-lançada Yamaha Fazer 250 2018, 100% reformulada no visual, chassi, suspensões e freios (dotados de ABS); as estreantes BMW G310 R e Kawasaki X-300  Versys, motos que vêm disputar clientes com as já bem conhecidas Z 300 e Ninja, Yamaha MT-03 e YZF R3, KTM DUKE 390 e 200 e a best-seller do setor, a Honda CB 250  Twister. A estas, outras motocicletas deste fértil segmento devem se juntar em 2018. Como se explica o "boom" desta faixa de preço? Simples: conciliam acessibilidade (preço/manutenção) com estilo que nada deve a motos maiores.

Resumo: o mercado de motos em 2018 promete crescimento consistente -- estimado em ao menos 5% -- e, principalmente, uma qualificação do parque circulante: motos melhores, mais seguras e modernas cada vez mais protagonistas quando o assunto é praticidade, economia e facilidade de uso.

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