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Quer viajar de moto? Veja qual o melhor modelo para cada tipo de aventura

Leo Lucarelli/Divulgação
Royal Enfield Bullet no Himalaia: para enfrentar as íngremes subidas da região, mais vale o torque que a potência Imagem: Leo Lucarelli/Divulgação

Arthur Caldeira

Da Infomoto, em colaboração para o UOL

19/12/2017 04h00

Em grupos do Facebook, blogs, fóruns de moto e até mesmo em rodinhas de conversa, sempre há uma pergunta em comum: qual é a melhor moto para fazer "aquela" viagem?

A dúvida não é simples de se resolver. Tudo depende: destino, estradas, do gosto do motociclista e da grana que você pretende gastar.

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Tiago Rocha Westphalen, 72, já percorreu centenas de milhares de quilômetros na América do Sul e no Brasil com sua Honda ML 125, de 1985 Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal

Por conta disso, Infomoto elaborou dicas para você escolher o modelo perfeito.

1. Antes de tudo, saiba que não existe moto certa

A primeira coisa a se dizer não é exatamente uma dica, mas uma máxima: não existe moto "certa" para viajar. A melhor moto vai ser aquela que está na sua garagem. Afinal, a maioria dos motociclistas faz grandes viagens com a própria moto, seja uma pequena de 125 cc ou qualquer custom pesadona.

Um exemplo personificado disso é o veterano motociclista Tiago Rocha Westphalen, 72 anos, de São Roque (SP). Conhecido como "Profeta, o 'vovô' da estrada", já percorreu centenas de milhares de quilômetros na América do Sul e no Brasil com sua Honda ML 125, de 1985. Recentemente, foi até a Serra do Rio do Rastro (SC) para dar uma "esticada" nas pernas e conhecer a ponte do rio Correntes, em Frei Rogério (SC).

Já a jovem Rebeca Bonel, 23 anos, fez uma grande aventura com sua Honda Biz 125 (2006, ainda carburada): rodou 8.000 km na Argentina e no Chile neste ano. Mais uma prova de que não existe moto certa. Para Rebeca, o mais difícil foi partir para pegar a estrada. Depois que saiu, só teve alegria.

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Rebeca Bonel, 23 anos, rodou 8.000 km na Argentina e no Chile este ano com sua Honda Biz 125 2006 Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal

2. Trajeto e piso

Caso você ainda não tenha a moto e pretende ir atrás de uma para viajar, o primeiro passo é levar em conta quais tipos de estradas e pisos que irá percorrer. Em uma aventura pelos alpes europeus e suas estradas sinuosas, por exemplo, uma sport-touring confortável e boa de curva é boa escolha.

Uma investida desértica, pelo Deserto do Atacama por exemplo, já combina melhor com uma bigtrail, que é versátil para enfrentar estradas de terra e oferece boa autonomia para longos trechos desse tipo de região. Agora, se a ideia for curtir a Rota 66 nos Estados Unidos, uma confortável Touring com sistema de som pode ser ideal para a aventura.

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Rodar no deserto combina com bigtrail, que é versátil e ainda oferece boa autonomia para longos trechos Imagem: Divulgação

3. Moto grande ou média?

Outro mito que existe é dizer que moto para viajar tem que ter motorzão. É sempre válido lembrar que em uma viagem ninguém aposta corrida -- o que conta é curtir a paisagem e aproveitar as atrações sem pressa.

Exemplo? Recentemente, Infomoto foi ao Hilamaia rodar com as novas Royal  Enfield  Bullet, de 500 cc. A moto tem apenas 27,5 cv, número que não faz dela uma velocista de números finais (sem contar que a velocidade máxima local era de 100 km/h), mas tem torque de sobra (4,2 kgfm a baixos 4.000 giros) para enfrentar as íngremes subidas de montanha da região.

Portanto, o ideal é sempre optar por modelos que tenham desempenho adequado para a viagem e seu nível de pilotagem. Leve sempre em consideração, ainda, o quanto de bagagem você irá carregar.

Divulgação
Para curtir estradas longas e cheias de grandes retas, como a Rota 66 nos EUA, uma confortável Touring com sistema de som pode ser ideal Imagem: Divulgação

4. Conheça a máquina

Mais importante do que viajar com um modelo de última geração é estar acostumado com a moto. Por exemplo, caso você esteja familiarizado com motos nakeds (ágeis e com assento baixo), é complicado sair para viajar com uma bigtrail sem antes se adaptar à moto -- que, geralmente, tem banco alto e arrancada mais amansada.

Também é aconselhável conhecer os macetes de cada moto. Aprenda também a verificar o nível de óleo (e a substituí-lo), atente-se à melhor maneira de estacionar (para poder sair com mais facilidade) e até de como subir na moto. Outra boa dica é conhecer os "problemas" crônicos de cada modelo, para que você saiba pelo menos como diagnosticá-lo. E nunca se esqueça do mantra dos aventureiros mais experientes: "a melhor moto para viajar é a sua".

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