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CES 2018: Chefão da Ford fala "mal" do carro e muda estratégia da marca

Jae C. Hong/AP
Jim Hackett, CEO global da Ford, ao lado do Fusion autônomo que já roda sem motorista nos EUA Imagem: Jae C. Hong/AP

Ricardo Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Las Vegas (EUA)

12/01/2018 04h00

CEO global da empresa, Jim Hackett acaba de assumir o cargo e falou em palestra na CES: vai apostar na venda de serviços de mobilidade

O presidente mundial da Ford, Jim Hackett, liderou a apresentação da marca na abertura oficial da CES 2018, nesta semana. Na mais importante feira de tecnologia do mundo, no entanto, não é comum que o discurso seja feito por um CEO de uma montadora de automóveis -- normalmente, são os chefes de desenvolvimento de novas tecnologias das fabricantes os encarregados por esse tipo de apresentação.

Porém, a aparição de Hackett faz sentido, afinal cada vez mais montadoras estão presentes na feira de Las Vegas para mostrar quais são suas visões sobre o futuro da mobilidade.

O executivo explicou exatamente isso e revelou como a Ford planeja mudar radicalmente o seu negócio. "Queremos passar de vender carros aos consumidores para entregar serviços de mobilidade", resume.

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Um novo caminho

Esta é uma diretriz já apontada por outros fabricantes, como Mercedes-Benz e Toyota. No entanto, a Ford, longe da liderança de vendas nos principais mercados, parece agora querer apostar mais forte nessa estratégia.

Por conta disso, o executivo desafia sua própria indústria ao reconhecer que a evolução capitaneada por Henry Ford ofereceu liberdade, criando estradas, mas também comprometeu centros urbanos com congestionamentos e poluição, destacando os "malefícios" do automóvel. "Ao entregar um tipo de liberdade, nós restringimos outra", afirmou o CEO, enquanto era ouvido pelo bisneto do fundador da empresa, Bill Ford (presidente da Ford), que participou da sessão.

A ascensão de Hackett, que chefiava a área de mobilidade da marca, a presidente-executivo, no ano passado, é uma mensagem clara. Na CES, ele anunciou os passos para a construção de um "ecossistema de mobilidade" nos próximos anos para a criação do que chamou de "cidades conectadas". "A tecnologia se desenvolveu à custa de um senso compartilhado de pertencimento", explicou.

Tudo online

O primeiro passo é o desenvolvimento de uma “plataforma em nuvem” com a start-up "Autonomic", do Vale do Silício, para organizar sistema e infraestrutura de transporte, em código aberto de software e a entrada de outros parceiros que prestam serviços.

Na sequência, diz Hackett, estão avanços na comunicação entre veículos comuns e os carros autônomos. Programas pilotos com empresas de entrega já estão em andamento -- e alguns podem até ser vistos na CES.

As palavras de Hackett agradam a outros executivos da centenária Ford, uma das criadoras da estrutura que chamamos de indústria automotiva? Parece que sim. O vice-presidente da Ford, Jim Farley, também presente na feira, é até mais direto e menos poético.

"Sempre que você não está transportando bens ou pessoas neste negócio, você está perdendo dinheiro", completou Farley, também presente à CES.

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