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Kwid tem todos os requisitos para ser best-seller; saiba como anda

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/08/2017 12h00

Com direção levinha, câmbio manual com engates precisos e preço atrativo, carrinho tem tudo para conquistar público de entrada no Brasil

Preços extremamente atraentes, pacote de equipamentos recheados desde a versão de entrada, planos de revisão com preços baixos e serviços de pós-venda e peças com valores acessíveis. Esta é a receita que o Renault Kwid preparou para se tornar o carro de entrada mais interessante do Brasil.

UOL Carros já confirmou que a fabricante vai manter as etiquetas do modelo conforme oferecidas em pré-venda: entre R$ 29.990 e R$ 39.990, mais R$ 1.400 por pintura metálica ou branco Marfim. Confira a lista atualizada de versões e equipamentos.

Todas elas são equipadas com o motor 1.0 SCe de três cilindros, que estreou na família Sandero/Logan. No Kwid, porém, ele foi recalibrado para render 66 cv e 9,4 kgfm com gasolina e 70 cv, 9,8 kgfm com etanol (números menores que nos ouros carros), a fim de alcançar dados de consumo ainda mais eficientes -- segundo a Renault, média de 15,2 km/l com gasolina ou 10,5 km/l com etanol.

A grande questão é: como conseguir fazer um carro com esses valores nos dias de hoje? Segundo executivos da empresa, o segredo foi "pensar em um projeto com custos menores desde o início". Para isso, a Renault requisitou de seus principais fornecedores -- que são os mesmos que municiam conteúdo para os outros modelos -- peças e equipamentos menores, mas em grande escala.

Com fila de espera que já chega a novembro, a meta do Kwid é clara: ser o carro mais vendido do país e colocar a marca em um patamar de onde jamais esteve. Ou seja, potencial ele tem... E de sobra. 

Divulgação
Esta é a versão de entrada Life, que sai de fábrica "peladinha", mas permite a inclusão de alguns opcionais Imagem: Divulgação

Como ele é

UOL Carros teve a oportunidade de experimentar as versões Zen e Intense do Kwid -- a Life, de entrada e que só oferece direção assistida e ar-condicionado como opcional, não estava disponível para avaliação.

Sim, o Kwid é surpreendente e tem tudo para agradar os antigos compradores de VW Gol G4, Fiat Uno Mille e Palio Fire, Chevrolet Celta, Ford Ka de geração anterior e do próprio Clio, que ficaram órfãos desde a aposentadoria desses modelos.

Espaçoso para quatro ocupantes (cinco vão com aperto), ele também tem um bom porta-malas -- são 290 litros, 5 litros a mais que o bagageiro de um VW Gol e 10 l a menos que o de um Fiat Argo.

Visualmente, é disparado o subcompacto mais bonitinho do mercado. A frente "invocadinha", como a de um "baby-Sandero", e a traseira bem resolvida fazem dele o citycar mais agradável da atualidade, na opinião de UOL Carros.

O nível do acabamento interno não é um primor. Você só encontra plástico duro em todos os lados. Mas também não tinha como ser diferente, afinal estamos falando de um carro que custa menos de R$ 40 mil em pleno 2017, ano em que qualquer compacto 1.0 tem custado de R$ 45 mil para cima.

Só um milagre faria o Kwid custar tão pouco e ainda oferecer algum esmero no revestimento interno. Na prática, isso quer dizer que o carrinho da Renault poderia ter custado R$ 19.990 (por que não?) se tivesse sido lançado em 2012... 

Divulgação
Por fora. versão intermediária Life perde faróis de neblina, bordas cromadas, adesivos laterais e pintura na cor da carroceria para maçanetas e capas dos retrovisores externos Imagem: Divulgação

Na rua

Rodar com o carrinho na cidade agrada. Devido às dimensões compactas (são 3,68 m de comprimento e 2,42 m de entre-eixos, com 1,58 m de largura e 1,47 m de altura) e ao vão vão livre do solo (18 cm), além dos ângulos de ataque e saída em ótimos 24 e 40 graus, respectivamente é moleza desviar de situações apertadas do trânsito e escapar por ruas alternativas graças ao pequeno porte.

Os três pedais são "molinhos", assim como a direção elétrica, leve e precisa. O câmbio manual, que não é o mesmo do Sandero (trata-se de uma nova caixa, que vem importada do Chile), tem engates precisos que auxiliam os motoristas que curtem uma direção mais ágil.

Acelerações e retomadas de velocidade não são vigorosas, mas também não te fazem passar vergonha -- o motor tricilíndrico tem bom torque (força nas arrancadas), mas potência (velocidade final) apenas razoável. Tudo isso fazendo uma média de 11,2 km/l, com etanol no tanque (fizemos um percurso predominantemente urbano e sempre com duas pessoas a bordo e ar-condicionado ligado).

Em resumo, o Kwid é mais bonito que Volkswagen up! e Fiat Mobi e tão econômico quanto estes dois, só que mais barato. Resta saber como ele vai se sair nas mãos do Latin NCAP -- mesmo com quatro airbags em todas as versões na versão brasileira, é válido lembrar que na Índia, país onde foi projetado, ele zerou o crash test realizado pelo Global NCAP, o órgão de segurança viária asiático.

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