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Quão mais seguros ficaram os carros nos últimos 20 anos? Assista e descubra

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/02/2017 13h27

Airbags frontais; laterais; de joelhos; de cortina; de pedestres. Cintos de segurança; com regulagem de altura; com pré-tensionadores; infláveis. Células de sobrevivência. Aços de alta resistência. Controle de estabilidade; de tração; antiderrapante. Freios com ABS; EBD; BAS; assistente de frenagem emergencial.

Embora nem sempre estejam entre as prioridades de quem compra um carro, essas são expressões cada vez mais usadas no universo automotivo. Por evolução tecnológica natural e, mais ainda, por pressão de legislações governamentais e órgãos independentes, as fabricantes têm de se desdobrar para entregar produtos cada vez mais seguros.

Se antes equipamentos assim eram considerados "artigos de luxo", hoje qualquer compacto lançado na Europa já tem de sair de fábrica com praticamente todos os itens listados acima, mais algumas assistências extras de condução semiautônoma, tais quais controle de cruzeiro adaptativo e auxílio de manutenção de faixa. 

Divulgação/Arte UOL Carros
Acima, o Honda Fit/Jazz continua firme; já o Rover 100, abaixo, é amassado como uma lata de refrigerante... Imagem: Divulgação/Arte UOL Carros

Evolução vista na prática

Mas o quanto a segurança melhorou, de fato, nas últimas duas décadas? É o que o Euro NCAP, instituto não-governamental para segurança viária da Europa, ilustra neste vídeo de comemoração a seus 20 anos de existência.

O grupo realizou um teste de colisão frontal a 64 km/h com um Rover 100 (também conhecido como Rover Metro), ano-modelo 1997, e outro com um Honda Jazz (nome usado pelo nosso Fit em outros mercados) linha 2015.

A diferença de resultados assusta. No caso do Fit/Jazz, o balanço dianteiro está projetado para absorver quase toda a energia. O habitáculo se sustenta praticamente intacto e airbags frontais, laterais e de cortina são deflagrados para proteger condutor e passageiros.

Já o Rover 100 fica mais parecendo uma lata de refrigerante retorcida: o primeiro volume é empurrado para dentro e leva consigo todo o trem-de-força, provocando a ruptura do painel. Com isso, a presença da bolsa inflável para o motorista acaba sendo inútil, pois o volante vai parar no meio da cabine.

Coluna A, para-brisa dianteiro e teto também ficam estraçalhados, e as quatro rodas chegam a sair do chão no efeito rebote da colisão. Ao final, o chassi vai parar alguns metros longe da barreira.

E a segurança dos brasileiros?

Todo esse avanço é lindo, mas precisamos deixar claro que estamos falando de Europa. Infelizmente a realidade é bem diferente nos chamados "mercados emergentes". Há muitos lugares que ainda liberam a fabricação de veículos de baixo custo desprovidos de qualquer dispositivo de segurança. Índia e países do Caribe são exemplos.

O Brasil está no meio-termo. Se nossos automóveis ainda não têm o mesmo padrão de segurança dos europeus, ao menos já demos os primeiros passos nesse sentido: há três anos tornamos obrigatórios os airbags frontais e ABS, e devemos finalmente padronizar a inclusão de controle de estabilidade em todos os veículos produzidos nacionalmente em 2022.

Além disso, aos poucos certas assistências eletrônicas começam a se tornar frequentes em modelos generalistas de porte médio e compacto.

Mas... Ainda vivemos situações em que carros globais perdem equipamentos ao ser lançados aqui -- o caso mais recente é o do controle de estabilidade do Chevrolet Tracker. Outros são construídos localmente com materiais mais baratos -- e menos eficientes -- na composição da carroceria, caso do Peugeot 208.

São deficiências que a divisão latino-americana do NCAP luta para dirimir, aos trancos e barrancos, desde 2011. Será que um dia alcançaremos o mesmo nível de excelência?

 

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