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AMG GT é novo carros dos sonhos da Mercedes-Benz

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/09/2014 14h33Atualizada em 20/10/2015 19h31

A Mercedes-Benz tem tradição em apresentar, ao longo dos anos, modelos que se tornam ícones de estilo e esportividade. Citando só os mais recentes, tivemos o celebrado SLR McLaren (2003) e o performático SLS AMG (2009), com suas portas de abertura vertical (asa de gaivota) homenageando o clássico 300 SL Gullwing (1955). O projeto da vez, mostrado nesta terça-feira (9), substitui o SLS e também é conduzido pela AMG. O nome é básicão: GT.

GT vem de Gran Turismo e trata-se de uma sigla geralmente usada como sobrenome para versões mais exclusivas de modelos esportivos e com configurações mais próximas aos dos carros de competição. Por aqui, dá ideia do objetivo principal da Mercedes: torná-lo quase sinônimo de superesportivo, um carro dos sonhos de qualquer consumidor do segmento, independentemente de sua marca de preferência.

Nas lojas, porém, o AMG GT terá uma missão mais dura: encarar e vencer o também alemão Porsche 911. A tarefa é complicada e nunca foi cumprida pelo SLS, grande e caro demais. Além dele, Aston Martin V8 Vantage, Audi R8 e Jaguar F-Type podem entrar na alça de mira.

Como carro dos sonhos, será função do GT atrair pessoas às lojas da marca. Elas podem até não sair dirigindo um GT, que vai custar cerca e 115 mil euros (R$ 335 mil, sem impostos, taxas e afins), mas há uma chance maior de que adquiram alguns dos 17 modelos com a assinatura AMG. A divisão esportiva espera encerrar este ano com 23 mil unidades entregues. Para 2015, o "imã de gente" do GT deve ajuda a empresa a entregar quase o dobro: 40 mil unidades.

Ouça o ronco do novo V8 da AMG

TECNOLOGIA DE F1
Além do porte menor, o AMG GT também será mais leve que o SLS por conta do uso massivo de alumínio na carroceria. As linhas gerais são claramente evoluídas do estilo "charutão" do modelo anterior, ainda que adaptadas à atual linguagem visual da marca -- pela qual quase todos os modelos parecem o sedã de luxo Classe S.

Mas há alguma coisa própria... ou quase: a frente é uma versão invocada daquela vista no novíssimo Classe C, mas com faróis em forma de joia ainda mais destacados e tomadas tão grandes que chegam a "deformar" o para-choque dianteiro. Atrás, o choque: a traseira toma um ar de fastback (quase como uma peça só do vidro à tampa do porta-malas e é sublinhada por lanternas finíssimas e horizontalizadas. E elas lembram, veja só, as peças do grande rival, o 911.

Não há mais as portas com abertura vertical do SLS (que lhe renderam a alcunha de asa de gaivota) por questão de praticidade, conforto e preço.

O trem-de-força é novo e mais compacto que o anterior, para poupar peso e ganhar eficiência. Além disso, usa a tecnologia que deu vantagem competitiva à equipe Mercedes F1 -- como UOL Carros já mostrou -- e que foi desenvolvida pela AMG, diga-se de passagem.

Trata-se do motor M178, desenvolvido pela AMG como sucessor do V8 de 6,2 litros aspirado que equipava o SLS. Agora, temos um V8 de 4 litros biturbo, com injeção direta, sistema de cárter seco (que permite montagem mais baixa, melhor centro de gravidade e maior estabilidade do carro) e o trunfo vindo da Fórmula 1: o sistema de turbo foi "dividido", com compressor de ar na parte da frente do motor, enquanto as turbinas estão posicionadas no interior da área quente, logo após os cilindros.

O câmbio é uma evolução do sete-marchas de dupla embreagem do SLS AMG, posicionado entre-eixos na parte traseira do carro, bem como o sistema de tração que despeja as forças nas rodas traseiras e o diferencial com bloqueio eletrônico no eixo traseiro.

Na prática, o novo motor montado na posição frontal-central deve gerar até 514 cavalos de potência (6.250 rpm) na versão GT S, que parece uma perda grande em relação 571 cv do SLS original (ou, sobretudo, aos 622 cv da derradeira edição Black Series). O torque, porém, é maior: absurdos 66,28 kgfm (linear entre 1.750 e 4.750 giros) contra 65 kgfm (a 4.750 rpm) do antecessor. No GT S, a aceleração de 0 a 100 km/h pode ser cumprida em 3,8 segundos. A máxima é semelhante à do SLS: travada eletronicamente em 310 km/h.

Vale dizer, novamente, que o AMG GT é mais leve. O cupê superesportivo pesa pouco mais de 1.640 kg na configuração mais equipada, com 53% desse peso concentrado na traseira, enquanto o SLS beirava os 1.700 kg. No fim das contas, a relação peso/potência do AMG GT  chega aos 3,3 kg/cv.

É bom se acostumar com a novidade: a Mercedes confirma que o V8 de 4 litros da AMG deve substituir paulatinamente as aplicações do V8 de 6,3 litros, bem como dar origem aos novos V8 da linha "comum" da Mercedes. Tudo por conta da eficiência: com ele, o AMG GT promete consumo médio de 10,4 km/l e emissões dignas dos novos limites europeus, que só vigoram em 2016.

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