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Fiat encolhe para lucrar mais: haverá apenas três novos modelos, todos SUVs

Divulgação
SUVs serão oferecidos apenas na América Latina -- Europa terá dois modelos elétricos Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

01/06/2018 14h15

Além dos utilitários (que serão vendidos no Brasil), marca terá apenas duas variações do 500

A Fiat vai reduzir drasticamente sua linha de produtos: serão apenas cinco novos modelos lançados até 2022. Para a América Latina e Brasil, serão só três modelos inéditos, todos SUVs. Esse plano foi revelado nesta sexta-feira, 1º de junho, e mostra que a marca principal do Grupo FCA vai encolher, enquanto a Jeep se amplia, tudo para buscar maior lucratividade num momento em que grandes nomes da indústria global miram na onda SUV.

Grosso da "limpeza de portfólio" será visto na Europa, mercado-sede  da Fiat: por lá, serão apenas duas novidades, ambas versões do 500, ambas movidas a eletricidade.

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Só SUV

Pelos planos da FCA exclusivos para a marca Fiat, haverá representantes dos segmentos "A" (onde também estará o "mini Jeep" confirmado nesta sexta-feira) e "B" (segmento no qual a FCA já compete com o próprio Renegade). Ou seja, a marca vai deixar de apostar em modelos médios para focar totalmente em um crossover urbano e um SUV compacto para chamar de seu.

Além destes, haverá representante no segmento "D inferior" para sete lugares -- leia-se um carro com porte pouco maior do que o Jeep Compass, mas com preço mais baixo para não causar concorrência interna.

Na soma global, estes três modelos da Fiat fazem parte de uma lista de 19 modelos pertencentes a segmentos nos quais as marcas da FCA ainda não atuam. A maioria deles será das marcas Jeep (seis novidades) e Alfa Romeo (outras seis). É com eles que o grupo pretende aumentar seu lucro líquido em 7% até 2022. E com o encolhimento da marca-chefe, que não vende bem ao redor do mundo, economizar 10 bilhões de euros (R$ 44 bilhões).

Resta a questão: sem novidades anunciadas para os segmentos de carros de passeio, seu nicho histórico, a marca vai sobreviver de forma relevante?

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