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Honda vai abrir fábrica de Itirapina e deixará de fazer carros em Sumaré

Divulgação
Fit será o primeiro modelo a sair da nova linha de montagem Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/04/2018 18h20

Unidade com capacidade produtiva de 120 mil carros está pronta desde 2016, mas nunca abriu as portas

A Honda anunciou nesta terça-feira (3) uma reestruturação na produção de automóveis no Brasil. A marca finalmente abrirá as portas da fábrica de Itirapina (SP) em 2019, transferindo toda a produção de veículos para lá.

Assim, a unidade de Sumaré (também no interior paulista) ficará responsável apenas pela produção de motores e componentes. A mudança será iniciada no ano que vem, mas deve ser concluída apenas em 2021.

Hoje, a Honda produz no Brasil os modelos FitCivicCityHR-V e WR-V. O Fit será o primeiro modelo cuja linha de montagem mudará de local.

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A montadora afirma que a decisão de transferir a linha de produção ocorreu porque o mercado ainda não apresentou a recuperação esperada, tornando inviável a operação em duas fábricas. Outro motivo seria a “tecnologia mais atualizada” da fábrica mais nova, o que melhoraria a produtividade da Honda.

Portas fechadas

A fábrica de Itirapina está pronta desde 2016, mas a crise vivida pela economia brasileira (que refletiu diretamente no setor automotivo) fez a empresa suspender os planos de inauguração, pelo menos até que o mercado desse sinais de recuperação. A capacidade produtiva do local é de 120 mil veículos por ano – justamente o mesmo volume da unidade de Sumaré.

Na época da construção da nova fábrica (erguida em um terreno de 5,8 milhões de m², mais do triplo do tamanho da unidade de Sumaré), a Honda pretendia dobrar a quantidade de carros fabricados no Brasil, atingindo o volume de 240 mil veículos anuais com as duas fábricas operando no limite de suas capacidades produtivas.

A empresa esperava chegar a quase 1 milhão de unidades produzidas a cada quatro anos, número que, segundo estimativas da época, seria suficiente para aumentar sua participação no mercado de 4% para mais de 5%.

A nova unidade teve um custo total estimado de R$ 1 bilhão e geraria dois mil empregos diretos quando iniciasse suas operações em 2015.

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