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Ford Fusion muda de cara e ganha sistema semi-autônomo no Salão de NY

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/03/2018 18h42Atualizada em 22/03/2018 12h42

Sedã ganha facelift que pode ser mostrado no Brasil no final do ano

Dois anos depois de apresentar o primeiro facelift da segunda geração do Fusion, no Salão de Detroit 2016, a Ford vai apresentar no Salão de Nova York deste ano a segunda reestilização do modelo, que ganha um leve tapa no desenho frontal e traseiro e inovações no sistema semi-autônomo.

Vale lembrar que o atual modelo, reestilizado no começo de 2016, chegou ao Brasil no final daquele mesmo ano, antes do Salão do Automóvel de São Paulo. Esta nova atualização, portanto, será revelada oficialmente nos próximos dias e pode ter chances de aparecer no salão paulistano, em novembro.

A Ford do Brasil não confirma e diz que "não comenta estratégias futuras".

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O que muda?

Repare que os faróis de neblina ganharam novo formato, com jeitão de bumerague, e que a grade frontal com traços horizontais deu lugar a uma nova em formato de colmeia -- inspirada nas versões mais caras do Mondeo europeu. Além disso, na traseira (ao menos em uma das versões Hybrid, a única mostrada até agora) as lanternas deixam de ser ligadas por um friso cromado -- que continua entre as peças, mas sem conectar uma a outra.

Ainda não foram reveladas imagens do interior, mas a marca anunciou que o Fusion passará a contar com o sistema "Co-Pilot360", que será utilizado globalmente pela empresa em seus carros mais caros e que tem como objetivo padronizar as tecnologias de assistência autônoma ao motorista. Ele será atualizável até o grau máximo de autonomia, a partir de 2021, segundo a marca.

As vendas do modelo no mercado norte-americano começam no "final do verão" daquele país, ou seja, entre julho e agosto próximos.

Divulgação
Ford Fusion 2019 será lançado nos EUA entre julho e agosto e pode pintar no Brasil no Salão de SP, em novembro Imagem: Divulgação

Tecnologias

Além do tapa no visual e da adoção do novo sistema de condução autônoma da marca, o novo Fusion vai receber novas tecnologias "desde as versões de entrada", explica o comunicado da Ford.

Essas novidades incluem um sistema automático de frenagem de emergência (com detecção de pedestres), sistema com informação sobre os pontos cegos, nova câmera traseira de alta definição e faróis altos com função automática.

O sistema Co-Pilot360 ainda pode trazer, dependendo da versão, sistema de navegação comandado por voz com zoom e rede wifi -- disponível por meio de um chip de internet 4G oferecido pela Ford, que permite até que a Alexa, assistente virtual da Amazon, possa ser utilizada como sistema de assistente de voz no carro.

Todos os sistemas serão coordenados pelo Sync 3, que será oferecido por uma tela de LCD tátil de 8 polegadas -- padrão para os modelos acima do Fusion SE.

Nos EUA serão nove versões (sendo quatro híbridas): S; SE, SE Hybrid; SEL, SEL Hybrid; Titanium, Titanium  Hybrid, Titanium  Energi; e V6 Sport.

Repare que o foco está nas versões híbridas, afinal o Fusion já vai entrar no novo enquadramento da marca criado para encarar Toyota e Tesla nos EUA -- a marca estima que 48% dos compradores do novo Fusion já busquem esse tipo de configuração.

Motor V6?

Sim, o Fusion vai manter uma versão mais esportiva para os fãs de velocidade, equipada com motor V6 de 329,5 cavalos e 52,5 kgfm de torque e câmbio automático de seis marchas -- o mais potente da categoria nos Estados Unidos.

As versões S, SE, SEL e Titanium convencionais usam o motor 1.5 EcoBoost (3-cilindros turbo), enquanto as híbridas adotam um 2.0 4-cilindros de ciclo Atkinson combinado a um elétrico. O Fusion "Energi" usa o motor 2 litros, mas com aumento na propulsão puramente elétrica.

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