Topo

Seu Automóvel

Usado legal: Volkswagen Jetta é confortável e divertido, até para a família

Divulgação
Volkswagen Jetta 2016: uma das melhores safras do sedã Imagem: Divulgação

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

02/02/2018 04h00

Veja quais as melhores safras da primeira e segunda geração do sedã

A Volkswagen só agora despertou do coma para lançar um sedã espaçoso abaixo do segmento de médios -- o Virtus, que chega ao mercado neste mês. Só que tem muito Jetta usado capaz de balançar admiradores da marca.

Afinal, mais confortável e equipado que o novato, o irmão maior ainda tem boas opções de motores e versões.

Fique atento às dicas para fazer um bom negócio.

Veja mais:

Avaliação: Virtus preenche requisitos para ser líder? Descubra
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe

Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

Lançado em 2005 importado do México com o motor 2.5, o Jetta passou por constantes transformações. A primeira ocorreu dois anos depois. O motor de 150 cv era apenas razoável para o peso do sedã. Em 2007, a VW elevou a potência desse cinco cilindros para 170 cv.

A mudança deixou o três-volumes mais divertido. Independentemente do motor, porém, o Jetta carregava nessa época virtudes que o marcam até hoje.

Conforto e suavidade ao rodar eram algumas das qualidades que o sedã trazia para a pragmática linha Volkswagen no Brasil. Sem contar a pegada esportiva e o nível de equipamentos e até de acabamento que surpreendia para um modelo da marca alemã.

Mesmo assim, fique atento: a suspensão dessa primeira geração tinha calibragem mais firme e costumava não conversar bem com o padrão do asfalto brasileiro. E o consumo também costumava pregar peças.

Se couber no bolso, foque na segunda geração, lançada em 2011. É nesta fase que a VW percebe que tem um bom produto na mão e o arma para tentar fazer frente aos queridinhos do segmento: Honda Civic e Toyota Corolla.

Ricardo Hirae/ Lafstudio
Jetta 2006: muita gente sente saudades do 2.5 de cinco cilindros Imagem: Ricardo Hirae/ Lafstudio

Mesmo desenho, duas caras

As duas opções de motor agradam, ainda que o 2.0 aspirado de 120 cv seja frequentemente classificado por detratores, de forma jocosa, como "motor de Santana". De toda forma, preza pelo conforto ao dirigir e ressalta a faceta família do sedã. O desempenho é cadenciado pelo pacato câmbio automático Tiptronic, de seis marchas.

Já o 2.0 TSI de 200 cv é a cara da diversão: acelerações e retomadas instigantes contrastam até com o desenho previsível do carro. O motor enche cedo, a 1.750 rpm, e para reforçar a agilidade, o câmbio automatizado DSG, de dupla embreagem e seis marchas, faz excelente trabalho.

Só que nem tudo são flores. Essa caixa banhada a óleo deu muita dor de cabeça a antigos proprietários. Dê uma volta com o carro pretendido e fique ligado a ruídos metálicos vindos da caixa de transmissão, principalmente ao passar sobre paralelepípedos.

Mais forte em 2013

Nos modelos a partir de 2013, a potência do TSI passa a 211 cv. Mas nem só de desempenho vive o Jetta: a dirigibilidade é um dos destaques, com ótima posição de dirigir e ergonomia eficiente, sem falar na estabilidade.

A assistência elétrica da direção mostra aquela sincronia na comunicação com as rodas. A suspensão multibraço na traseira tem acerto que garante equilíbrio em altas velocidades na estrada -- mas o acerto firme se ressente dos buracos na cidade.

O pecado do Jetta (que a Volks não corrigiu no Virtus) é o acabamento. Principalmente pela qualidade dos materiais e excesso de plástico em um sedã desse porte e preço.

No espaço, motorista e carona ficam à vontade e o banco traseiro acomoda dois adultos e uma criança -- mas o túnel da transmissão atrapalha. O entre-eixos é exatamente o mesmo do Virtus (2,65 m) e o porta-malas é pouco menor do que seu novo parente (511 litros contra 521 litros). Terceira geração, mostrada este ano no Salão de Detroit, tem 3 cm a mais no entre-eixos.

Recheio atraente

Contudo, além de 2 cm mais largo, o Jetta é bem (bem mesmo) mais equipado que o novato. As versões Comfortline já vinham com quatro airbags, controle de tração, Isofix, ar, trio, rodas de liga leve aro 16, sensores de estacionamento na frente e atrás, som com USB e Bluetooth, controle de cruzeiro, volante com ajustes de altura e profundidade e banco bipartido.

Se possível, opte pela versão Highline. A topo de linha leva airbags tipo cortina, controle de estabilidade, bancos de couro, ar automático de duas zonas, retrovisor eletrocrômico, entre outros. Alguns exemplares ostentam teto solar e ajuste elétrico do banco do motorista.

Volkswagen Jetta 2016 aposenta 2.0 aspirado e só oferece motores turbo

UOL Carros

1.4 TSI

A linha 2016 ainda passou pela reestilização de meia vida, meses antes de o Jetta começar a ser fabricado no Brasil. Recentemente, o sedã também passou a ter versão 1.4 TSI de 150 cv, que se destaca pelo motor moderno e menos sedento por combustível.

É divertido, mas não entrega a mesma empolgação do 2.0 turbo. Mas tem a vantagem de estar no restinho de garantia. E as Highline 1.4 ainda estão mais recheadas, com central multimídia com espelhamento de smartphone, assistente de partida em rampas, monitoramento da pressão dos pneus e vetorização de torque, entre outros.

Só prepare a carteira para a manutenção salgada: as revisões na concessionária são caras e as peças não ficam muito atrás. A bomba de combustível pode passar dos R$ 1.500 e o jogo de velas da versão TSI não sai por menos de R$ 150.

+ Boas safras: 2012, 2014 e 2016.
+ Melhor versão: Highline.
+ Boa compra: Highline 2.0 TSI DSG 2014, entre R$ 70 mil e R$ 78 mil.
+ Pontos positivos: Dirigibilidade, comportamento dinâmico, conforto e desempenho do TSI.
+ Pontos negativos: Acabamento, custo de manutenção, preço das peças e consumo.
Evite: Versões com o motor 2.5 de 150 cv.
Atenção: A ruídos metálicos vindos da caixa DSG.
Atenção 2: Se os comandos dos vidros elétricos não apresentam falhas no funcionamento.
Atenção 3: A rangidos na suspensão traseira ao passar em lombadas ou paralelepípedos, principalmente nos modelos após 2014.
Atenção 4: O Jetta ganhou nova geração no Salão de Detroit deste ano e os usados de segunda geração tendem a desvalorizar mais.
Recalls: Módulo do ABS (2007 a 2010), braços do eixo traseiro (2010 a 2013), airbag do motorista (2009 a 2014), galeria do distribuidor de combustível (2014 e 2015), eixo comando de válvulas (2014 e 2015) e cabeçote do motor TSI (2015).

Mais Seu Automóvel