Topo

Salão de Detroit

Volkswagen Jetta 2019, mais classudo, chega este ano ao Brasil; veja

André Deliberato

Do UOL, em Detroit (EUA)

15/01/2018 16h06Atualizada em 31/01/2018 17h56

Nova geração do sedã chega aos EUA na virada do semestre; falta data para o Brasil

Num Salão de Detroit que será dominado por picapes e SUVs -- como a Ford Ranger para os EUA e o novo Mercedes-Benz Classe G -- um modelo como o novo Volkswagen Jetta tem tudo para ganhar o rótulo de "carro de passeio do salão". Se depender da tecnologia embarcada, do visual frontal e do porte, tudo bem. Só um deslize no modelo que muitos esperavam: a traseira ficou idêntica ao do brasileiro Virtus, que é genérica demais. De toda forma, o sedã chega ao Brasil este ano.

Em prévia ao salão, a nova geração do Jetta (já como modelo 2019) foi revelada com pompa. O sedã tem frente ousada e nitidamente inspirada em modelos que fazem sucesso nos EUA, como o próprio Passat americano (que é mais horizontalizado que o europeu), Hyundai Genesis e até o Dodge Charger, com seu conjunto óptico de LED em corpo único com a grade frontal. 

Já a traseira ousa muito menos e lembra demais a do próprio Virtus, que pessoalmente não é feia. A questão é que os menos técnicos terão dificuldade em discernir uma e outra, e isso conta no momento de vender um carro mais caro (a vantagem seria do Virtus parecer o Jetta, não o Jetta se assemelhar ao Virtus.

Quem recebe o carro primeiro é o México, onde o modelo será fabricado. Na sequência, haverá adequação de exportação, primeiro para os EUA (ainda no primeiro semestre), depois para outros mercados durante o segundo semestre.

Segundo executivos com quem UOL Carros conversou, o "caminho para o Brasil é natural": presença no Salão de São Paulo é certeira, com vendas começando entre o final desse ano e começo de 2019.

Veja mais

Salão de Detroit será paraíso de picapes e SUVS
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe
Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

Destaque dado pela Volks local, porém, é para a base do modelo: fabricado no México, o novo Jetta finalmente usa a plataforma MQB, a mesma de Golf, Audi A3, Volkswagen Tiguan, Atlas e do luxuoso e esportivo Arteon -- este, aliás, será mais um modelo a chegar ainda em 2018 aos EUA.

 

Golf com bumbum? VW promete mais

Com esta base, o Jetta herda também toda tecnologia conhecida do Golf e de outros modelos, como sensores semi-autônomos (aceleração e frenagem automáticos, manutenção de faixa, ponto cego, leitura de obstáculos na traseira), painel totalmente digital e integrado ao sistema multimídia (como no Polo brasileiro) e integração com celulares de última geração, além de conexão 4G à internet na América do Norte. Há ainda filetes de LED sob os vincos, que podem mudar a cor ambiente ao estilo do que ocorre nos modelos de luxo.

Há um lado ruim também nessa história: se a versão mais completa (a SEL Premium) tem tudo o que Golf e Polo já mostraram de melhor, a versão mais barata também é super despojada, como já acontece com o Polo: o painel de instrumentos é mais simples (até demais) e tela tátil, menor e menos fácil de se operar. 

Falando em porte, o Jetta cresceu quase 5 centímetros, chegando a 4,70 m de comprimento e 2,68 m de espaço entre-eixos (ganho de 3 centímetros). Traduzindo: tem quase o mesmo porte do Passat alemão. Ainda assim, o balanço dianteiro é mais curto que o do atual, melhorando a dirigibilidade, enquanto o traseiro é mais comprido -- a Volks promete mais espaço para joelhos e ombros no banco traseiro e, de fato, o ambiente para quem senta atrás é muito agradável. O porta-malas segue oferecendo 510 litros.

Falando de trem-de-força, teremos o conhecido motor 1.4 TSI (turbo, com injeção direta) rendendo 150 cavalos e 25,5 kgfm de força. A novidade é o novíssimo câmbio automático de oito velocidades, que promete mais conforto, mais dinâmica e menor consumo. Há ainda opção manual de seis marchas. 

 

E o Brasil?

Aqui nos EUA, o sedã chega às lojas no segundo semestre custando a partir US$ 18.500 dólares iniciais (cerca de R$ 70 mil em conversão direta), contando com quatro versões: S, SE, SEL e SEL Premium.

Por ora, não há definições de preços ou nome das versões para o Brasil; isso tudo deve ser definido durante a participação no Salão de São Paulo, em novembro deste ano. Fique ligado e comente: você gostou do sedã?

* Viagem a convite de GM e Ford

Mais Salão de Detroit