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Salão de Detroit

Ford Ranger 2019 é resposta a Chevrolet e Mercedes; podia vir ao Brasil...

Eugênio Augusto Brito, André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP) e Detroit (EUA)

14/01/2018 20h00

Modelo surge no Salão de Detroit e chega às lojas dos EUA em exatamente um ano

"Americano não gosta de picape média, o negócio deles é coisa grande". O salto de 86% nas vendas desse segmento naquele mercado mostra que essa conversa é balela de gente desatualizada. O comprador norte-americano atual gosta de veículo bem equipado, preparado, forte (ok, isso deveria ser padrão) e com boa capacidade de manobra. E está aprendendo a topar novidades, Nissan Frontier/Navarra e Honda Ridgeline em suas novas gerações provam isso. Chevrolet Colorado (similar à nossa S10) prova isso também. Chegou a hora da resposta da Ford. 

Neste Salão de Detroit 2018, a Ford apresenta a Ranger em configuração para o mercado norte-americano, que será vendida por lá no começo de 2019. Lembra muito mais os modelos locais, mas também rivais que começam a pipocar no mercado, e menos a Ranger australiana, que serve de base para a Ranger feita na Argentina e vendido no Brasil.

Frontalmente, nem parece tão diferente, mas olhando de perfil o visual é mais bicudo e quadradinho -- muito similar ao da Mercedes-Benz Classe X, mas que também evoca os "trucks heavy-duty" típicos dos EUA. A mecânica vem, olha que maravilha, do Mustang e da F150 Raptor.

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A Ford responde à Chevrolet e sua Colorado (nossa S10) e se prepara para uma possivel aparição da Mercedes-Benz Classe X, que usa base da Nissan Frontier, com esta Ranger: o motor principal vem da família do Mustang -- o Ecoboost 2.3 com câmbio automático de 10 marchas é recalibrado e terá potência e torque divulgados logo mais. A ideia é ter desempenho de V6, com economia de 4-cilindros.

Controles de tração (de configurações FX2 e FX4) têm leitura automática de terreno, diferencial traseiro com bloqueio eletrônico e sensores de estabilidade para trailers herdados da poderosa Raptor. Haverá ainda opções cabine dupla e estendida, bem ao gosto americano, além de três versões de acabamento -- a do vídeo que abre a reportagem é da mais cara e equipada, a Lariat.

No interior, Sync 3 (como no Ecosport), mas com internet 4G, som da grife Bang & Olufsen e dupla de telas de LED -- uma para o painel de instrumentos, outra para o sistema de conectividade.

Ainda não há previsão de preço, mas a Ranger americana deve ficar na faixa entre US$ 22 mil e US$ 24 mil (R$ 70 mil iniciais), o intervalo entre o utilitário Transit e a picape F150 de entrada. A rival Chevrolet Colorado parte de US$ 20 mil. 

No Brasil, a Ranger argentina usa motor 2.5 bicombustível de 168/173 cv e 24,37/25 kgfm (gasolina/etanol), tração 4x2 e câmbio manual de seis marchas; motor turbodiesel de 160 cv de 200 cv com transmissão maual ou automática de seis velocidades, além de focar em eletrônicas de assistência semi-autônomas. Parte de R$ 107 mil e vai até os R$ 190 mil.

O que você achou da resposta da Ford? A gente aqui acha que ela podia surgir também traduzida para o Brasil, hein?

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