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Alemanha diz que Fiat 500X, primo do Jeep Renegade, tem motor fraudado

Daniel Messeder/Carplace
Fiat 500X: modelo divide plataforma (e motores) com Jeep Renegade Imagem: Daniel Messeder/Carplace

Do UOL, em São Paulo (SP), com agências internacionais

Manipulação do motor a diesel é negada pela Fiat

Há mais uma fabricante prestes a entrar na lista dos fraudadores de testes de poluição de motores a diesel: a Fiat está na mira do governo alemão, mas nega irregularidades.

Tudo começou com a Volkswagen, em setembro de 2015 (fraude que chegou até o Brasil). Na sequência, apareceram acusações para Mercedes-Benz, BMW (já desmentida, Renault e Mitsubishi.

De acordo com a publicação "Der Spiegel", o problema foi identificado no 500X, crossover que é vendido na Europa e Estados Unidos. Há ainda um ponto de interesse para brasileiros: embora o 500X não seja vendido no Brasil, ele divide plataforma com o Jeep Renegade, que usa o mesmo tipo de motor a diesel. 

modelo teria um sistema de tratamento de gases do escapamento, que é automaticamente desativado em 90 minutos. O equipamento, supostamente ilegal, teria o objetivo justamente de mascarar os reais níveis de emissões durante os testes de homologação.

Reportagem da agência "Automotive News" aponta que dispositivo similar foi encontrado em outras unidades de veículos Fiat a diesel testadas, se desligando após 22 minutos de operação. Curiosamente, o ciclo europeu de testes de emissões para fins de homologação de veículos dura exatamente 20 minutos.

A KBA (Autoridade Federal de Transporte a Motor da Alemanha) vai encaminhar o resultado dos testes para a Comissão Ambiental europeia, que vai avaliar o caso e decidir se houve de fato fraude para apontar emissões mais baixas que efetivamente os veículos da Fiat produzem.

Em resposta, a Fiat afirma que o 500X está perfeitamente de acordo com as regras europeias e isso, inclusive, teria sido verificado e confirmado pelo Ministério Italiano dos Transportes.

Em setembro do ano passado, o Ministério dos Transportes da Alemanha já tinha alertado a Comissão europeia para avaliar o motor 2.0 turbodiesel de modelos da Fiat, por supostamente burlar os testes de emissões, mas a denúncia não avançou.

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