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Fábrica de motores da Toyota abastece Etios e já prevê Corolla

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Propulsores 1.3 e 1.5 flex foram os primeiros a ganhar produção nacional Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Porto Feliz (SP)

10/05/2016 13h48

Três semanas após o lançamento da linha 2017 do compacto Etios, a Toyota dá mais um passo para a nacionalização avançada, redução de custos e melhoria da qualidade de seu portfólio com a inauguração da fábrica de motores de Porto Feliz (SP), nesta terça-feira (10).

A ocasião gerou até um discurso inflamado do presidente para a América Latina, Steve St. Angelo, criticando o pessimismo exagerado dos brasileiros e reiterando a confiança da marca no futuro econômico do país.

Com funcionamento em dois turnos empregando 320 funcionários e alta dose de automação, a promessa é entregar até 108 mil motores bicombustível por ano, das variantes 1.3 e 1.5 -- flex, com bloco de alumínio e tecnologia VVT-i (comando variável das válvulas) --, para equipar Etios hatch e sedã nacionais.

Derivações movidas apenas a gasolina será fabricadas apenas para exportação. 

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Chefão da América Latina, Steve St. Angelo (centro), corta fita de inauguração ao lado de executivos da marca e do governador de SP, Geraldo Alckmin Imagem: Murilo Góes/UOL

Corolla no radar

Também está em planejamento a fabricação de motores bicombustíveis para o sedã médio Corolla -- cujas atuais unidades 1.8 e 2.0 vêm importadas do Japão. Aposta-se na fabricação local do trem-de-força para a renovação da 11ª geração do carro-chefe da Toyota, que deve surgir em meados do ano que vem.

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Além da reestilização e de enfim ganhar controle de estabilidade, Corolla pode usar motores feitos localmente em 2017 Imagem: Divulgação
"Fizemos o anúncio do investimento de R$ 580 milhões para construir essa unidade em 2012, durante a inauguração da fábrica de Sorocaba, mas não ficamos apenas nisso. Investimos mais de R$ 105 milhões", afirmou St. Angelo.

O executivo, que também é chairman da Toyota do Brasil, citou como outros pontos de investimento a reforma da fábrica matriz, a construção de seu primeiro Centro de Design e Engenharia no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), e a criação de um centro de logística em Pernambuco.

"Estamos só esperando o reaquecimento do mercado para apertar o botão. Teremos nossa recompensa no futuro", completou.

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Mais moderna

Com alta carga de tecnologia empregada e pequeno índice de manufatura -- apenas 320 empregados são responsáveis por um volume de 108 mil unidades/ano, inicialmente --, a fábrica de motores promete ser a mais moderna da linha Toyota em solo brasileiro.

É, também, a primeira da marca na América Latina voltada exclusivamente à produção de trens-de-força. Com os três processos -- fundição de alumínio, usinagem e montagem -- unificados no local, a marca garante ter segurança e qualidade ampliados.

"Porto Feliz será modelo de produção, segurança e confiabilidade e isso nos permitirá uma rápida expansão", completou St. Angelo.

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