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Com "para-choque de ar", Citroën C4 Cactus mostra opção à linha Picasso

Do UOL, em São Paulo (SP)

05/02/2014 20h17

A fabricante francesa Citroën divulgou nesta quarta-feira (5) as primeiras imagens do médio C4 Cactus, versão de produção do protótipo Cactus Concept, apresentado no último Salão de Frankfurt, em setembro de 2013. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento de André Citroën, engenheiro francês fundador do grupo Citroën, nascido em 1878.

Ainda produzidas por computador, as imagens apontam que pouca coisa vai mudar entre o conceito e o modelo real, que será apresentado oficialmente no próximo Salão de Genebra, em março. O carro, que mistura elementos de hatchback e de monovolume, deve ser mais um a figurar na galeria de inovações de design da Citroën: como já ocorreu com os modelos 2CV, Traction Avant, DS original, SM e com o Xsara Picasso, entre outros, o C4 Cactus pode ser classificado como esquisito, ainda que traga boa dose de pioneirismo.

PARA-CHOQUE DE AR
Fabricado sobre a nova base modular média do grupo francês PSA (Peugeot Citroën), a EMP2 (sigla para plataforma modular eficiente), o C4 Cactus está para o C4 hatch europeu atual -- não vendido no Brasil -- assim como o C3 Picasso está para o C3. O derivado tem 4,16 metros de comprimento, 2,60 m de espaço entre-eixos (exatamente o mesmo do hatch europeu e 11 centímetros mais apertado que o do sedã C4 Lounge vendido no Brasil), 1,73 m de largura e apenas 1,48 m de altura (o C4 lounge tem 1,50 m, enquanto o C3 Picasso tem 1,63 m). No porta-malas, 358 litros.

O visual segue a identidade apresentada pela nova geração de C4 Picasso e Grand C4 Picasso -- e, curiosamente, bebe na fonte do americano Jeep Cherokee 2014. A frente alta e bicuda traz conjunto dividido em dois andares, com LEDs e luzes de posição na "cobertura", alinhados ao capô, com setas e fachos principais posicionados em outro conjunto, mais abaixo. No "térreo", em nichos na base do para-choque, estão as luzes de neblina. A traseira, mais retilínea, usa lanternas de LED com efeito tridimensional.

O paradigma do C4 Cactus, porém, está na cobertura chamada de "airbump": adereços plásticos aplicados nos para-choques e laterais são formados por conjuntos de bolhas de ar, que têm a mesma função dos tradicionais "borrachões": proteger o carro em pequenos impactos e batidas leves. A diferença está na reposição: no reparo, basta trocar a bolha de ar danificada, não a tira toda, nem o painel da porta ou para-choque. Segundo a Citroën, o airbump ainda serve como elemento decorativo, já que tem cor complementar à pintura da carroceria.

  • Divulgação

    Interior tem estilo requintado, usa materiais reciclados e recicláveis e tem duas telas de LCD

NOVA FAMÍLIA
O estilo Cactus deve dar origem a uma nova família dentro da Citrën, a exemplo da família Picasso. Ter sobrenome Cactus vai significar que, além dos para-choques com bolhas de ar, o modelo segue uma linha mais ambientalmente correta, com uso de materiais reciclados no revestimento e de motores mais eficientes.

Os bancos seguem o padrão "sofá", recorrente na escola francesa, textura e cores do revestimento interior lembram o material de malas de viagem. O teto solar panorâmico é herdado da linha C4 Picasso. Como no Peugeot 308 europeu, duas telas digitais fazem as vezes de painel de instrumentos e central do sistema multimídia e de configuração. Elas não precisam ser posicionadas acima do volante, porém.

Os itens de segurança seguem o padrão atual, com múltiplas bolsas de ar (o airbag do carona não sai do painel, mas do teto, aumentando espaço no porta-luvas), controle de estabilidade, de frenagem e até estacionamento automático.

Novidades também no trem-de-força, que usa câmbio automatizado de seis marchas (ETG6) sem alavanca de câmbio: três botões selecionam as posições (D de drive, R de ré e N de ponto motor/neutro), enquanto trocas manuais podem ser feitas em aletas atrás do volante de base achatada. Os botões de partida e acionamento de faróis existentes no conceito, e que ficavam abaixo do volante, foram substituídos por alavancas em posições convencionais.

Os motores serão de duas novas famílias. O EB Pure Tech é a derivação de três cilindros e 1,2 litro do motor a gasolina com turbo e injeção direta (THP) desenvolvido em conjunto com a BMW. Apesar do tamanho reduzido, é capaz de gerar potência entre 110 e 132 cavalos. Já o Blue HDi, a diesel, gera de 118 a 150 cv). O foco das duas linhas está na economia de consumo e baixa emissão de poluentes. Havia previsão, durante o Salão de Frankfurt, do uso também do motor híbrido a ar, mas a Citröen ainda não confirmou esta informação para o carro real.

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