Chevrolet Trailblazer mostra que GM confia no taco: custa até R$ 174.450

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

Três semanas após a apresentação ao público em geral no Salão do Automóvel de São Paulo, chegou o dia -- esta terça-feira (13) -- do lançamento oficial do SUV Chevrolet Trailblazer, que segue o estilo e bom nível de equipamentos da nova geração da picape S10 e deixa totalmente no passado os tempos de camburão policial da antiga geração, quando o nome ainda era Blazer.

Além de assumir o nome internacional Trailblazer (algo que só não ocorreu com a picape S10 por questões comerciais, entre elas a "carona" nas boas vendas da primeira geração), o novo SUV chega com uma pegada mais elitista, como UOL Carros já havia adiantado (leia aqui). O utilitário esportivo será oferecido apenas na versão top LTZ, que oferece três fileiras de bancos e capacidade para sete pessoas.

Os preços, que traduzem bem o posicionamento do produto, parecem quase surreais para um carro fabricado no Brasil e com a gravatinha da Chevrolet à frente (lembre-se, ela não é a marca premium da General Motors). Veja:

Trailblazer LTZ 3.6 gasolina: R$ 145.450
Traiblazer LTZ 2.8 diesel: R$ 174.450


A configuração a gasolina, "de entrada", é exclusiva para o Brasil; o propulsor é um V6 com potência de 239 cavalos e torque de 33,2 kgfm. A opção mais cara, turbocomprimida, entrega potência de 180 cv e compensa (como é o caso em motores a diesel) no torque, de 47,9 kgfm. Para ambas a transmissão é automática de seis velocidades, com tração 4x4, como visto na nova S10 topo de gama.

O motor a gasolina é MPFI (injeção de combustível multiponto), em vez de adotar a injeção direta, solução mais moderna. Segundo a GM, o Trailblazer também pode (ou deve) ser usado em off-road, que é muito mais lento que o uso no asfalto -- e nessa situação a refrigeração natural necessária para sistema de injeção direta na câmara de combustão ficaria prejudicada.

CONTEÚDO
Além do visual renovado e alinhado à identidade global da Chevrolet (no caso, com dianteira igual à da S10), a aposta da Trailblazer é o recheio de equipamentos. Apenas o quesito segurança, o modelo conta com airbags frontais e de cortina, freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição de força de frenagem), controle de tração, assistente em aclives, sensor de estacionamento, faróis de neblina e sistema de fixação para cadeiras infantis. A GM promete ainda garantia total ("de para-choque a para-choque") de três anos.

Entre os mimos a bordo, contam-se comandos de telefonia Bluetooth e de áudio no volante, banco do motorista e retrovisores com ajustes elétricos, regulagem de altura dos faróis, comando específico de ar-condicionado para as quatro saídas das fileiras traseiras. O seletor da tração 4x4 é digital, como na S10. Os porta-objetos, de variados tipos, chegam a 34, segundo a GM. Câmera de ré, central multimídia (com telas de DVD para os passageiros traseiros) e faróis de xênon são acessórios.

O espaço interno beneficia-se de um entre-eixos de 2,84 metros, parte dos 4,87 m de comprimento da Trailblazer. No Toyota Hilux SW4 são 2,75 m em 4,70 m. O modelo Chevrolet oferece porta-malas que pode chegar a 1.830 litros com o rebatimento das duas fileiras de assentos (com cinco lugares, são 878 litros; com sete, 235).

Trailblazer no Salão de São Paulo
Veja Álbum de fotos

BRIGA COM QUEM?
Hyundai Santa Fe (que teve nova geração mostrada no Salão), Mitsubishi Pajero Dakar e Kia Sorento (que promete ter nova geração em 2013, baseada no primo Santa Fe) são concorrentes.

Mas o grande alvo é, obviamente, o SW4. Aliás, é patente a semelhança entre os dois modelos, tanto visual, quanto construtiva. O visual externo do Trailblazer, ainda que com os faróis espichados e a grade frontal seccionada pela barra que carrega a gravata dourada, lembra bastante o rival no porte e no uso de elementos cromados.

É um desafio e tanto encarar o SUV da ribal japonesa, até pelo preço assustador pedido pela GM. Mas, como dizem seus executivos, o Trailblazer é o "carro com espaço para sete passageiros mais requintado e confortável do segmento". Também se aposta na "herança bendita" do SUV Blazer: ele foi líder do segmento com até 43% de participação -- mas ficou pequeno e defasado para os atuais anseios do comprador. "O Trailblazer tem tudo para ser líder. A S10, por exemplo, já está na frente entre as picapes mesmo com a parada da fábrica, no começo do ano, para trocar a linha", disse Marcos Munhoz, vice-presidente brasileiro da GM.

UOL Carros participa amanhã de test-drive com o Trailblazer e publica suas impressões em seguida.

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