Topo

Coluna

Alta Roda

Indústria do automóvel precisa se moldar e ouvir clientes para sobreviver

Eric Risberg/AP
Fabricantes de automóveis precisam fazer diferente e revolucionar seu próprio negócio para sobreviver no futuro Imagem: Eric Risberg/AP
Alta Roda Fernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Fernando Calmon

Colaboração para o UOL

27/12/2017 04h00

Segundo pesquisa, marcas têm que se adaptar às novas tecnologias, tendências e vontades da nova geração para não sucumbirem no futuro

O mundo mudou nos últimos 100 anos ao ampliar tremendamente a capacidade de mobilidade do ser humano e possibilitar locomoção de maneira rápida, confortável e livre. Agora, o automóvel começa se tornar vítima neste processo inovador e disruptivo... Que a própria indústria criou.

Em cenário cada vez mais conectado e integrado, os carros poderão deixar de ser o ponto focal da mobilidade e se tornar apenas mais um elemento em uma plataforma bem maior e dinâmica para atender necessidades multifacetadas dos consumidores. Esta é a previsão de pesquisa, publicada este ano, pela consultoria Ernest & Young ao abordar a remodelação deste setor produtivo.

Veja mais

Anda de Uber? Logo você poderá rodar num Volvo autônomo
Carro brasileiro vai ficar mais econômico sem perder força
App promete diagnosticar falhas do carro por Bluetooth
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe

Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

O estudo destaca que, apesar dos enormes avanços tecnológicos refletidos nos atuais veículos, há um processo em curso de descolamento da vanguarda na inovação. Na opinião da consultoria, a consolidação do negócio obrigou as fabricantes a encarar grandes mudanças administrativas nos seus processos e na forma de atender a novas demandas.

"É necessário que essas empresas, com alta confiabilidade no mercado, não tenham medo de fazer diferente e se conscientizem de que só alcançarão êxito se enfrentarem antigos modos de operação, repensando seu modelo de negócio urgentemente", avalia Rene Martinez, sócio da E&Y e encarregado por análises da indústria automobilística.

A pesquisa identificou cinco desafios para transformar problemas em oportunidades. Exigirão mudanças radicais sobre a maneira de como costumam ver os clientes, parceiros de negócio (entre os principais, suas redes de concessionárias), funcionários e, principalmente, a si mesmos.

Reprodução
Indústria do automóvel precisa se adaptar a novas tecnologias e vontades da nova geração Imagem: Reprodução

Os cinco desafios

O primeiro desafio se refere à inovação e, para isso, é necessário novo modelo de negócio. Segundo o levantamento, poucas companhias do setor mostram abordagem objetiva no desenvolvimento e avaliação de novas ideias e propostas. Há necessidade de revolucionar o seu próprio negócio.

O segundo desafio refere-se à conectividade. O cliente quer ser ouvido. As novas gerações estão acostumadas a serviços móveis "sob demanda". O problema, agora, é desenvolver relacionamento contínuo com o consumidor e criar produtos e serviços personalizados. Será fundamental aprimorar a capacidade de interação.

Para isso, terceiro desafio, será necessário ter colaboração externa, mais uma dificuldade, pois por seu tamanho a indústria automobilística estabeleceu uma relação muito rígida com o mercado e seus parceiros. A nova indústria da mobilidade requer colaboração ampla envolvendo todos os participantes.

Quarto desafio: atrair novos talentos, de outras áreas. Isso também não é fácil. Pesquisa com jovens profissionais de tecnologia indicou que estes não veem o setor automobilístico como inovador e, por isso, existe baixo interesse em trabalhar nele.

Porém, segundo o estudo, a indústria vai precisar atrair especialistas em inteligência artificial e cientistas de TI para se adequar à remodelação da mobilidade. E isso leva ao quinto desafio: deixar de lado métodos operacionais desatualizados. É necessária ruptura com a velha tradição de apenas alavancar antigos processos operacionais e sistemas -- assim, além de criar novas unidades de negócio para manter a competitividade, deverão ser desenvolvidos modelos condizentes.

E&Y é uma consultoria conceituada, mas esse "caminho das pedras" já vem sendo seguido há algum tempo por quase todos os atores do setor. Constatável por qualquer observador mais atento.

Alta Roda
Imagem: Alta Roda
Siga:

Fernando Calmon no Facebook
@fernandocalmon no Twitter

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor