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Aplicativo promete avaliar seu carro por Bluetooth e dar nota a oficinas

Gabo Morales/Folhapress - 21-03-2012
Que tal ir à oficina já sabendo qual o defeito? E dar nota ao reparo feito? São promessas do Engie Imagem: Gabo Morales/Folhapress - 21-03-2012

Alessandro Reis

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

01/12/2017 14h01

Hoje em dia, tem aplicativo para quase tudo e alguns deles conseguem mudar nossa relação com o mundo -- ou pelo nos fazem pensar mais. Você pode usar o Tinder para paquerar ou se preparar melhor para conversar com alguém na balada; o Uber mudou a forma como as pessoas se deslocam e o quanto estão dispostas a pagar por isso; o Waze acha as melhores rotas de trânsito, mas também fez muita gente pensar se não poderia achar um caminho melhor por conta própria. É essa "mudança de hábito" que um novo app automotivo quer pregar: o Engie promete ser um mecânico virtual, permitindo que pessoas que não entendem de "graxa e parafusos" saibam o que está acontecendo com o carro; ao mesmo tempo, listará oficinas para fazer um possível reparo e, na sequência, dar notas ao serviço prestado.

"A maioria das pessoas vai no mecânico sem ter ideia do que acontece com o carro. Nosso objetivo é trazer informação ao dono do carro, que saberá qual é o defeito antes de levá-lo para o conserto", afirmou Gal Aharon, diretora de marketing e co-fundadora do Engie, no lançamento o aplicativo no Brasil, na última quinta-feira (30).

Segundo Aharon, o Engie (diminutivo em inglês para motor, ou "motorzinho") é baseado em "mobilidade e compartilhamento de informações para transformar esse conhecimento em algo útil para os consumidores". A criadora do Engie estima cotações e avaliações das oficinas possam proporcionar economia de até 30% com os custos de reparação.

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Com essa premissa, o Engie -- que é um programa criado pelo mesmo time do Waze, atualmente nas mãos do Google -- já funcionava em cinco áreas (Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, México e Israel), com cerca de 200 mil usuários, e agora pode ser baixado e utilizado também no Brasil. Há versões para dispositivos móveis Android e iOS nas respectivas lojas virtuais, ambas gratuitas e sem qualquer mensalidade pelo serviço em si.

Reprodução
Engie: tela do aplicativo mostra falhas encontradas no carro e indica oficina mais próxima Imagem: Reprodução
Como ele sabe o que meu carro tem?

Para tirar proveito total das funcionalidades, no entanto, é necessário pagar por um dispositivo que possibilita o diagnóstico do veículo -- e acaba sendo o diferencial do aplicativo. Ele custa R$ 59 para Android, R$ 79 para iOS -- valores "de pré-venda" e que não incluem frete --, e pode ser encomendado no próprio aplicativo.

Esse aparelho é uma espécie de plugue que deve conectado à porta OBDII, geralmente posicionada na cabine, sob o painel do carro. É a mesma porta utilizada pelos scanners de oficinas mecânicas, aparelhos que custam dezenas de milhares reais.

O dispositivo faz exatamente o mesmo processo dos scanners profissionais: se conecta à central de gerenciamento eletrônico do veículo e tem acesso ao diagnóstico de vários componentes do veículo, como estado da bateria, do alternador, do sistema de escapamento, temperatura do motor, prazos de revisões e outros itens. Todas essas informações são transmitidas ao app no celular via conexão Bluetooth.

A "mágica", segundo os desenvolvedores, fica com uma interface fácil de usar: o aplicativo transforma os dados da central em ícones e avisos, que indicam onde está a falha. É como um computador de bordo muito detalhado, que disponibiliza funções de carros mais caros e tecnológicos para quase qualquer veículo.

Com isso, o Engie pode calcular também o consumo real de combustível, autonomia e até a quantia gasta em determinado período. Aharon destaca que, com o passar do tempo, será possível formar uma base de dados para determinar um ranking de marcas e modelos de veículos mais confiáveis, por exemplo. Em Israel, por exemplo, já é possível consultar essa relação.

Outra funcionalidade em análise diz respeito à inspeção veicular, que pode voltar a ser feita na cidade de São Paulo, por exemplo. "Com o dispositivo OBDII, é possível monitorar o nível de emissões de poluentes medido pela sonda de oxigênio, também conhecida como sonda Lamba", afirma a executiva. E isso pelo próprio dono do carro.

Segundo a equipe do Engie, a porta OBDII está presente em todos os carros a gasolina ou flex desde 2002; nos modelos a diesel, a partir de 2005, inclusive no Brasil.

Reprodução
Promessa é de funcionar como um mecânico virtual, indicando as falhas mais ou menos graves Imagem: Reprodução
Dando nota a mecânicos

Constatado o defeito, o Engie permite localizar oficinas próximas, cotar preços e escolher o local de sua preferência, baseando-se no valor do serviço e também na avaliação do estabelecimento feita por outros usuários. Funciona quase como o Uber, no qual o usuário dá nota ao motorista após a corrida -- e vice-versa.

De acordo com os desenvolvedores, o app só irá informar a localização de oficinas próximas por enquanto. As notas só devem surgir em "cerca de três semanas", mesmo prazo para as cotações -- ambas serão inseridas à medida que o número de usuários for crescendo e oficinas forem sendo cadastradas e conveniadas.

Por falar nas oficinas, a receita do aplicativo virá justamente delas. Pelo modelo, deve funcionar por aqui como em Israel, sede da startup: lá, oficinas cadastradas (e que usam sua própria versão do aplicativo) cobram pelo pelo serviço prestado diretamente pelo Engie, o que faz com que os desenvolvedores fiquem com um percentual do valor (que ainda não é informado pela empresa). É outra tática semelhante à do Uber.

Será que o uso amplo de um aplicativo desse tipo vai mudar nossa relação com as oficinas mecânicas? Dê sua opinião.

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