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Alta Roda

Salão de Genebra se divide entre carros de 1.500 cv e mini SUVs

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Alta RodaFernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colunista do UOL

09/03/2016 08h00

Novidades realmente não faltam no Salão do Automóvel de Genebra 2016, 86ª edição do evento que termina no domingo (13).

Por mais que se fale em modelos híbridos e elétricos, fato é que alta potência ainda atrai o público, mesmo muito distante do bolso da maioria.

Referência máxima de potência sobe para cerca de 1.500 cavalos obtidos de formas diferentes.

Francês Bugatti Chiron continua sendo o mais potente apenas com motor a combustão por meio de um W16 com quatro turbocompressores.

No caso do sueco Koenigsegg Regera, trata-se de um híbrido com três motores elétricos e um V8 biturbo.

Ainda aparece o britânico Arash AF 10 que, além de um V8, usa quatro motores elétricos e conta "esperta".

Este pequeno fabricante calcula 2.110 cv e 232 kgfm de torque. De fato, fica em torno dos 1.500 cv reais, mas não deixa de surpreender.

Quem se movimenta

Versão especial do Aventador, nomeada Centenario (100 anos do seu fundador Ferruccio Lamborghini), alcança 770 cv com aspirado V12 de 6,5 litros, potência nunca vista na marca italiana. 

Porsche apresenta seu carro esporte 718 Boxster, roadster de quatro-cilindros turbo com potência superior ao seis-cilindros aspirado anterior.

Este não será mais o modelo de entrada da marca alemã. Seu cupê-irmão, Cayman, assume esse posto, mas só aparece em abril no Salão de Pequim.

Alfa Romeo apresenta a aguardada versão "civil" do Giulia, sem os aparatos mecânicos e aerodinâmicos da versão de briga Quadrifoglio (510 cv).

Depois de sofrer atrasos, anunciou-se em Genebra que as encomendas podem ser feitas a partir do próximo mês, mas sem marcar data de entrega.

Empenho da Renault em dar sustentação ao segmento de monovolumes: há um Scénic todo novo (4ª geração), porém se trata de luta inglória frente aos crossovers.

SUVs confirmados para o Brasil

Os europeus já não torcem mais o nariz para SUVs e crossovers, pois essa categoria continua a crescer nos dois extremos de preço e tamanho.

Maserati estreia o Levante, de 5 metros de comprimento, e a Audi tem o Q2 compacto, de 4,19 metros. O primeiro será importado para o Brasil e a Audi ainda faz contas em razão dos impostos e real enfraquecido.

A Toyota resolveu ousar em termos de estilo no seu SUV compacto C-HR, cuja produção se inicia no México no próximo ano.

De lá vem para cá e os japoneses parecem menos preocupados com o tamanho do porta-malas, pois o Renegade também pouco brilha nesse aspecto.

Peugeot apresenta a primeira revitalização do crossover 2008, três anos após lançamento lá mesmo em Genebra. Espera-se que chegue aqui em até um ano.

Volkswagen também decidiu -- tardiamente -- entrar para valer nesse segmento de crossovers compactos.

Conceitual T-Cross Breeze, que divide a mesma arquitetura MQB com o Q2, aparece disfarçado em versão conversível, mas as linhas principais estão bem nítidas.

Mercado nacional tão depressivo indica que só por volta de 2018 a produção começa aqui. Investimentos continuam, em geral, mas os planos da maioria dos fabricantes aqui instalados estão na fase de pé no freio e não no acelerador.

Newspress
Breeze antecipa mini SUV da Volks, projeto bastante atrasado Imagem: Newspress

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Roda Viva

+ Mercado segue em forte baixa nos dois primeiros meses deste ano (menos 31,3%) em relação ao mesmo período de 2015, quando ainda havia carros mais em conta por conta do IPI reduzido.

Produção caiu 31,6% para reduzir os estoques totais de 51 para 46 dias e só foi não pior pela reação forte das exportações que subiram 26,8% no primeiro bimestre.

+ Tendência de crescimento de vendas ao exterior pode arrefecer um pouco a queda no nível de emprego. Mês passado a Fiat contratou 2 mil dos atuais colaboradores terceirizados e isso amenizou, estatisticamente, o número total da indústria.

Incluindo veículos pesados, a indústria ocupa apenas 46% de sua capacidade instalada em três turnos (normal é 80%).

+ Picape média Toyota Hilux mostrou-se mais refinada em termos de estabilidade, dirigibilidade, equipamentos e ruído interno frente ao modelo anterior. Bom casamento entre motor diesel/câmbio automático de seis marchas.

Suspensão tem maior curso, mas ainda sofre em pisos irregulares. Pena a falta de capota marítima como opcional de fábrica.

+ Site Focus2Move divulgou a relação dos hatches compactos (segmento mais importante no mercado brasileiro) de maior venda na soma de todos os países pesquisados, em 2015.

Liderança é do VW Polo, seguido por Ford Fiesta, Renault Clio, Toyota Yaris, Honda Fit, Peugeot 208, Kia Rio, Opel Corsa, Hyundai i20 e Suzuki Alto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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