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Opinião do dono: VW Jetta só ganha elogios, seja 5-cilindros, 2.0 ou turbo

Ricardo Hirae/Divulgação
Imagem: Ricardo Hirae/Divulgação

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, do Rio de Janeiro (RJ)

20/09/2018 04h00

Nova geração do modelo não deixa ninguém ansioso pela troca, já que modelos antigos ainda são muito bem aceitos

O sedã médio Volkswagen Jetta está perto de ganhar nova geração no mercado brasileiro, mas os donos das antigas versões não se mostram tão ansiosos em ter o sedã mais atualizado. Seja falando do antigo cinco-cilindros, das variações TSI ou mesmo do 2.0 aspirado, proprietários do modelo enaltecem desempenho e conforto do carro ao longo dos anos em diferentes configurações.

A história do Jetta no Brasil começa em 2006, com o início da importação da geração MK5 do México, trazendo motor 2.5 20V, inicialmente com 150 cv -- no ano seguinte, saltou para 170 cv de potência.

Em 2011 ganhou nova geração com duas opções de motor 2.0: 8V aspirado de 120 cv (jocosamente apelidado de "Santanão", mas com donos fiéis) e 2.0 turbo de 200 cv (TSI).

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Fato é que o cinco-cilindros do Passatão já seduzia e seduz até hoje os proprietários do três-volumes e segue sendo lembrado com carinho. "O desempenho me surpreendeu muito. Tinha um Vectra 2.0 com 127 cv que já achava bom, mas nem se compara ao Jetta. O torque do motor e o ronco dos cinco cilindros são muito top", garantiu o vigilante Willian Tibola, morador de Cascavel (PR).

Dono, há dois meses, de um sedã ano 2008 que tem baixos 86 mil km rodados, conta que o motor aspirado a gasolina entrega tanta performance que compensa até o consumo alto do carro: segundo o vigilante, dificilmente supera os 6,5 km/l. "Nos veículos que podemos adquirir, ou você tem conforto ou economia", brinca.

Arquivo pessoal
Louis Fernando Rocha tem dois Jetta, sendo que um é o 2.0 flex com câmbio manual Imagem: Arquivo pessoal

Diferentes, mas igualmente valiosos

Mas o consumo não foi a única diferença percebida por outro dono feliz, José Renato Gherardi, publicitário de São Paulo (SP), que teve um Jetta 2.5 ano 2008 em 2013 com apenas 20 mil km rodados. "Tinha até plástico no banco de trás. Foi um dos melhores carros que já tive, um pouco beberrão, mas com performance", recordou. Há três anos, ele vendeu o automóvel para um amigo para pegar outro Jetta, só que 2016 e com o 2.0 TSI de 211 cv -- a potência foi aumentada em 2013.

"O turbo anda absurdamente mais, só que os dois carros são máquinas. Recomendo tranquilamente ambos. A única questão é a desvalorização, que é forte. E, internamente, acho o 2.5 mais bonito, principalmente o painel", comparou Gherardi.

O conjunto motor/transmissão das versões 1.4 também fez a cabeça de Wagner Carvalho, de Blumenau (SC). O empresário era dono de um Peugeot 208 Griffe 1.6 2014, mas queria um carro maior e com mais segurança embarcada para levar a filha pequena. Comprou um Trendline 1.4 2017 com 150 cv.

"Conhecia o Jetta mas não me atraía muito na rua até que fiz um test- drive e me encantei com o carro, principalmente com a disposição do motor. Tem boa potência e torque, câmbio com boas trocas e com a opção sequencial, sensação de segurança e consumo muito bom para o porte do carro", ressaltou.

Arquivo pessoal
Carvalho elogia tudo do 1.4 TSI: de potência e torque à "sensação de segurança e consumo muito bom" Imagem: Arquivo pessoal

Derrapadas  ponderadas

O acabamento é um dos (poucos) pontos fracos apontados pelos donos de Jetta mais recentes. O médico Maurício dos Santos, morador de Ubatuba (SP), também é dono de um 2.0 TSI, só que 2017. Ele destaca o motor e a estabilidade do carro, mas acha que o modelo merecia mais requinte.

"O acabamento podia ser muito melhor. Me incomoda muito o nível de barulho interno e o excesso de plástico. Coisas da Volkswagen. Se o Jetta tivesse o acabamento do meu Chevrolet Cruze anterior, seria imbatível", ponderou o médico.

Antes da versão 2.0, Santos teve outro Jetta do qual não guarda boas recordações. Com 8 mil km rodados, a correia dentada do seu modelo 1.4 TSI de 150 cv se rompeu. No dia seguinte, voltou à concessionária para trocar pelo carro que tem até hoje. E não se arrepende, pois acha que a configuração mais potente oferece, além de mais desempenho, melhor comportamento dinâmico.

Diferença maior sentiu Louis Fernando Rocha, funcionário público e morador de Vargem Grande Paulista (SP). São dois Jetta na garagem, um deles raro: um dos poucos Comfortline 2.0 flex aspirado de 120/116 cv, que foram vendidos com câmbio manual de cinco marchas.

"Foi paixão à primeira vista. Sempre paquerei o carro e pintou a oportunidade de comprar esse ano 2011 com todos os opcionais de fábricas. Só não tinha volante multifuncional, mas consegui trocar equipamento e instalar um", garantiu.

Rocha rebate ironias -- inclusive de donos de outros Jetta -- sobre o 2.0 aspirado. "Estamos falando de um 2.0 de 120 cv com uma carroceria pesada. De final, falta motor e sobra câmbio. Mas é gostoso de estrada, depois que embala vai muito bem, passa em lombada em terceira marcha tranquilamente, tem torque razoável em baixa. Lógico que, depois que anda no TSI, qualquer aspirado original vai parecer fraco. Mas não é manco, apenas mais tranquilo", defendeu.

Inclusive, pode comparar por experiência própria. Recentemente, comprou outro Jetta, também Comfortline, porém ano 2017 com o 1.4 TSI. E se disse seduzido novamente. "Estou super contente. O carro é econômico e muito rápido nas respostas. Eu era um cara que não curtia câmbio automático, mas agora isso mudou. Esse Jetta é muito ágil".

E o pós-venda?

Carvalho, que trocou o 208 pelo Jetta 1.4 TSI, faz coro quanto às críticas ao acabamento, principalmente nos revestimentos das portas, dos tecidos dos bancos e ruídos internos. Contudo, garante ter ficado surpreso com o custo do pós-venda. Seu automóvel já rodou 67.000 km, mas sempre tratado pelo mecânico de confiança. "Me surpreendi com o custo moderado, equivalente ao de carros mais populares", afirmou.

Oficina de confiança é a opção, aliás, para quem quer fugir dos preços mais salgados da concessionária. Gherardi, dono do 2.0 TSI, diz que gasta, em média, R$ 700 a cada 5 mil km, quando costuma trocar óleo, todos os filtros e outros pequenos serviços nas revisões que faz com mecânico independente. "Na revenda seria inviável, mais que o dobro".

Porém, Rocha diz que não teve sustos na primeira visita à concessionária na revisão de 10.000 km do seu 1.4 TSI. Desembolsou pouco mais de R$ 200, enquanto no Jetta 2.0 aspirado garante fazer só serviços básicos periódicos, sem altos custos. "As peças são mais caras, mas em questão de qualidade é fora do comum", assegurou o funcionário público, que de fã de Volkswagen, se transformou em fã de Jetta.

"Faz muitos anos que tenho Volks. O conjunto inteiro do Jetta me anima, o carro é um espetáculo, com qualidade, estabilidade e a segurança que passa, principalmente para pessoas que gostam de pé embaixo. É um carro diferenciado", valorizou.

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