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Novo Volvo S60 é americano e não terá motor diesel; conheça o sedã

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/06/2018 13h43

Sedã chega ao Brasil em 2019 apostando forte em tecnologia

Primeiro foi a perua V60 -- distinção feita pela Volvo por conta de sua tradição nesse segmento cada vez mais esquecido --, cuja nova geração foi apresentada globalmente no começo do mês. UOL Carros já a dirigiu e agradece (nós defendemos as peruas sempre!). Agora, porém, chegou a vez do novo sedã S60.

De cara, o três-volumes médio mostra que a Volvo segue ousada e atenta ao mercado automotivo: ele será fabricado não na Suécia, mas nos Estados Unidos, na fábrica de Charleston (Carolina do Sul), recém-inaugurada ao custo de pouco mais de US$ 1 bilhão e que entregará também o XC90. Além disso, será o primeiro modelo da Volvo a matar a opção de motorização diesel, cada vez mais vinculado aos escândalos e à poluição do ar, de forma global. Claro, isso não afeta qualquer plano para o Brasil, já que carros de passeio nunca puderam usar diesel por aqui. De toda forma, o S60 terá apenas configurações com motor a gasolina e híbrido (gasolina+elétrico). São eles:

Dois velhos conhecidos: o T5, nome para o conjunto 2.0 turbo, a gasolina, de 258 cavalos e 35,5 kgfm. E o T6, no qual o mesmo motor chega aos 310 cv e 40,8 kgfm. De novidade, o T6 AWD, sistema híbrido plug-in unindo o 2.0 com sistema elétrico (com baterias que podem ser carregadas na tomada) e chega aos 344 cv. O T8 AWD, que entrega 405 cv com o mesmo conjunto, mas sobrealimentado duplamente, por turbo e compressor. Por fim, haverá ainda o esportivo S60 Polestar T8  AWD, com melhorias na direção, freios, suspensões, além de mapeamento da motorização refeito, chegando aos 410 cv e 68,10 kgfm e realizando o 0-100 em 4,3 segundos.

Dos EUA, o S60 desembarca no Brasil em 2019, mas ainda sem preços definidos. Seguindo os passos da perua, que chega agora em agosto por R$ 199.950, deverá desembarcar primeiro na versão T5. Mas também terá a missão de povoar o mercado norte-americano e seguir para a China, áreas nas quais a Volvo planeja crescer.

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Tecnologia de ponta, até para tirar carro da loja

Assim como a perua V60, o novo sedã S60 é fabricado sobre a base modular SPA, a mesma dos SUVs XC90 e XC60, com o qual compartilha itens de conforto, segurança e tecnologia. Dados técnicos sobre comprimento, largura e entre-eixos ainda não foram revelados para o sedã (2,87 m na perua V60). 

São destaques a tecnologia City Safety (sensores, câmeras e radares que evitam possíveis colisões, reconhecem pedestres, ciclistas e animais de grande porte e auxiliam o condutor mesmo em conduções noturnas) de série; o opcional PilotAssist (condução semi-autônoma, que acelera, freia e até esterça o volante de forma automática, dentro da configuração do motorista, em estradas bem sinalizadas a até 130 km/h); Sensus (central de entretenimento e controle do carro, com tela vertical de 9 polegadas, projeção Apple CarPlay, Android Auto e recursos de internet 4G).

Mas o mais curioso é a aposta da Volvo pelo sistema de assinatura, que deve ganhar força com o S60. Nos EUA, o sedã partirá de US$ 35.800 (equivalente a R$ 136 mil), mas sua assinatura mensal (que inclui pequenos reparos e manutenções, revisão periódica e seguro) parte dos US$ 770 (R$ 2.900), mas apenas para a versão T6.

Segundo Hakan Samuelsson, presidente da Volvo Cars, o S60 "é um veículo importante que nos coloca numa posição forte no mercado de sedãs dos EUA e da China, criando mais oportunidades de crescimento". É torcer para que as expectativas sejam altas também para o Brasil, onde vai encarar Audi A4, BMW Série 3, Mercedes-Benz Classe C e Jaguar XE.

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