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GM da Coreia do Sul faz acordo salarial com sindicato para evitar falência

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Chevrolet Sonic 2018 Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/04/2018 12h26

Marca conseguiu congelar aumentos e concessão de bônus enquanto tenta voltar a ser rentável no país

A subsidiária sul-coreana da General Motors chegou a um acordo salarial provisório juntamente com o sindicato local para evitar a falência.

Em fevereiro, a empresa surpreendeu a Coreia do Sul (e toda a indústria automotiva) ao anunciar um profundo plano de reestruturação de suas operações, incluindo o fechamento de uma de suas quatro fábricas no país e a demissão de 2.600 funcionários.

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Além de resolver o problema dos salários (que serão congelados até o fim do ano), a GM conseguiu subsídios e incentivos do governo sul-coreano para impedir o fechamento de suas três fábricas remanescentes na Coreia.

O conselho administrativo da GM da Coreia do Sul já havia atrasado o pedido de falência para a noite desta segunda-feira. A medida foi tomada após a fabricante não ter conseguido chegar a um acordo salarial com o sindicato local a tempo do prazo estipulado, que expirou na última sexta-feira (20).

Desde 2015 a GM está analisando a situação de suas operações pelo mundo, abandonando mercados pouco rentáveis. A empresa já encerrou suas atividades na Europa, Rússia, África do Sul e Austrália.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o sindicato aceitou o pedido da GM de congelar os pisos salariais e deixar de pagar os bônus e alguns benefícios para todos os funcionários neste ano. Futuramente, o pagamento destes benefícios "dependerá de quando a empresa voltará a lucrar". Já os pisos salariais não serão maiores do que a inflação no país.

Quanto aos 680 funcionários que ainda trabalham na fábrica de Gunsan (que será fechada em maio), a GM declarou que oferecerá algumas opções a seus empregados, incluindo um programa de demissão voluntária ou transferência para outras fábricas.

"O Sindicato fez concessões enormes para salvar a empresa", declarou Hong Young-pyo, advogado que mediou a negociação.

O governo sul-coreano já havia pressionado ambas as partes para chegarem a um acordo, afirmando que, sem um consenso, aproximadamente 150 mil empregos de funcionários da GM e de fornecedores estavam ameaçados.

Governo não quer fim da GM

A sobrevivência da fabricante também é de suma importância para as autoridades, já que o Banco de Desenvolvimento da Coreia (KDB) é o segundo maior acionista da GM Coreia, com 17% das ações. A fabricante possui 77%, enquanto a chinesa SAIC Motor Corp. detém os 6% restantes. Com o acordo junto ao sindicato, o governo coreano espera ter recursos suficientes para viabilizar a produção de dois novos veículos por lá, o que poderia ajudar a salvar a empresa.

Diante da situação crítica vivida pela GM, a Hyundai Motor (maior fabricante de automóveis do país) está se aprontando para as negociações anuais realizadas com os sindicatos, após passar por queda nas vendas pelo quinto ano consecutivo.

Antes uma das operações mais importantes da GM no mundo todo, a filial sul coreana sofreu grandes prejuízos com os custos de mão de obra e viu suas vendas caírem drasticamente após a decisão da matriz de abandonar a Europa, um de seus principais mercados. Em 2017, a empresa teve um prejuízo líquido de US$ 1,1 bilhão, fechando "no vermelho" pelo quarto ano consecutivo.

Mesmo assim, a GM Coreia ainda exporta mais de 1 milhão de carros montados ou parcialmente montados para os Estados Unidos e mercados emergentes. A empresa também fornece platafomas, soluções de engenharia e design para veículos compactos e elétricos do conglomerado, além de sediar alguns dos maiores fornecedores da montadora no mundo.

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