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Ford Mustang, R$ 299.900, usa motor V8 e tecnologia para cativar; assista

Vitor Matsubara

Do UOL, em Mogi Guaçu (SP)

28/03/2018 00h00

Esportivo de 466 cv será oferecido no Brasil em versão única recheada de itens de série

Agora é oficial: o Mustang está entre nós. A chegada do pony car encerra uma longa espera -- o carro nunca foi vendido diretamente pela Ford no país e mesmo a chegada desta geração estava atrasada desde a estreia, em 2014. Felizmente a espera acabou.

Feito exclusivamente na fábrica americana de Flat Rock (responsável por abastecer mais de 140 países), o Mustang será importado para o mercado brasileiro apenas na versão GT Premium Performance Pack, a mais cara e completa, que chega por R$ 299.900.

Desembarca no Brasil apenas com motor 5.0 V8 de 466 cavalos, que tem um aumento de 6 cv frente à versão norte-americana obtido graças às adaptações feitas para rodar com a gasolina brasileira. Assim, UOL Carros experimentou esse pacote em breve trajeto de 60 quilômetros entre a cidade de Indaiatuba e o Autódromo Velo Città, em Mogi-Guaçu (SP), combinando trechos urbanos, rodoviários e atividades em pista.

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Largando à frente

Por trás da demora em trazer o carro e da chegada com nova potência informada existe um motivo muito especial: superar os 461 cv do arquirrival Chevrolet Camaro. O Brasil será apenas mais um capítulo desta rivalidade histórica, que se repete em várias partes do mundo há décadas.

Se depender do preço, a Ford também se sai melhor: pelo Mustang pede-se R$ 300 mil, R$ 10 mil a menos do que o Camaro (R$ 310 mil). Mesmo assim, o valor exorbitante coloca o modelo no mesmo patamar de Audi TTS Coupé (R$ 299.990), bem menos potente (286 cv), porém quase tão rápido quanto o representante da Ford.

Há oito airbags, central multimídia SYNC 3 com tela tátil de oito polegadas e suporte a Android Auto e Apple CarPlay, piloto automático adaptativo, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, painel digital personalizável, ar-condicionado digital dualzone, suspensão adaptativa, alerta de colisão e assistente de permanência em faixa.

A forma se sobrepõe à função nos comandos internos inspirados na cabine de um avião, com botões bonitos de se ver e nem tanto de operar. O excesso de botões em volta do volante também demanda tempo para se habituar à localização de cada um deles.

O ajuste de distância do banco do condutor é elétrico, mas a regulagem lombar é realizada por meio de uma alavanca convencional – a Ford alega que o mecanismo normal facilita o rebatimento do assento para acessar o banco de trás. E por falar em bancos, melhor seria se a Ford trouxesse para cá os bancos Recaro oferecidos à parte nos Estados Unidos.

O acabamento não é ruim, mas está longe de fazer jus a um carro de R$ 300 mil. A qualidade do plástico utilizado no painel é apenas regular e condizente mais com a proposta retrô dos "muscle cars" do que com o viés tecnológico do Mustang atual. Algumas peças de acabamento vem de modelos mais baratos, como o seletor das luzes dos faróis compartilhado com os compactos Ka e Fiesta. Surpreende o porta-malas com bons 384 litros, maior até do que os 316 litros do Focus.

Seja qual for a condição, o Mustang foge da cartilha dos carros americanos, normalmente com uma calibragem de suspensão mais mole para priorizar o conforto. O ajuste é firme na medida certa, sem ser excessivamente firme a ponto de penalizar os ocupantes em pisos irregulares como o asfalto brasileiro.

Inédito no país, o câmbio é um automático de 10 marchas com opção de trocas sequenciais por aletas atrás do volante. A transmissão proporciona um comportamento excepcional ao cupê, realizando trocas mais rápidas do que na versão com câmbio manual, segundo a Ford.

Não é discurso furado: o Mustang é muito ágil para um carro de 1.783 kg, e não só na hora de acelerar. Além de jogar as marchas mais altas para poupar combustível na estrada, basta afundar o pé no acelerador que a caixa reduz duas e até três marchas de uma vez para “encher” o motor e facilitar uma ultrapassagem.

Além do desempenho digno de um esportivo (a Ford informa 4,3 segundos para ir de 0 a 100 km/h e velocidade máxima limitada em 250 km/h), a generosa lista de itens de série também deve seduzir quem desembolsar R$ 300 mil pelo carro.

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