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Novo Honda Civic Si chega em abril custando R$ 159.900

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/03/2018 17h34

Nova geração do cupê esportivo traz equipamento e tecnologia na medida para peitar Golf GTI

Como o preço já havia vazado nas redes sociais na última semana, a Honda do Brasil resolveu confirmar de vez data de chegada e valor oficial para o Civic Si 2018: a nova geração estreia seu motor 1.5 turbo reforçado em abril, em pacote único, a R$ 159.900.

Apenas o cupê chega ao Brasil, importado da América do Norte (motor é feito nos Estados Unidos e o carro em si no Canadá), como já ocorria com a geração anterior. Lançado globalmente em abril, o novo Si tem também configuração sedã (quatro portas) no mercado original. 

Nada mais de motor aspirado: temos agora o quatro-cilindros 1.5 turbo com injeção direta, duplo comando variável de válvulas no cabeçote (dual-VTC), da mesma família EarthDream usado no Civic Touring brasileiro, porém recalibrado para render maior potência e torque. São 208 cavalos (5.700 giros) e 26,5 kgfm de torque, que aparece logo às 2.100 rpm e permanece por inteiro durante 70% da faixa de rotação do motor. Câmbio é manual de seis marchas.

O rival mais direto é o Volkswagen GTI, que apesar de ser um hatch de quatro portas, entrega 220 cv, usa câmbio DSG (automatizado) de seis marchas e pode ter tecnologia estendida -- parte de R$ 134.820 no básico, encosta nos R$ 165 mil em versão com nível semelhante ao do Civic Si e chega a R$ 177.752 com todos os opcionais de assistência semi-autônoma, teto solar, cores perolizadas (mais caras), bem como pacote de performance. Conforto com força (Golf "completão") ou um pacote mais purista, com carroceria de duas portas e câmbio manual (Si)? Fica com o cliente.

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Como ele é

UOL Carros experimentou o Si da nova geração no Japão, em outubro último. Para efeito de comparação, o Civic Si anterior usava motor 2.4 aspirado de 206 cv e 23,9 kgfm de torque a 4.400 rpm (o câmbio também é manual de seis marchas). O novo aposta no turbo pela primeira vez na história, mantendo a experiência do câmbio manua.

Essa caixa manual de seis marchas é bastante precisa e permite trocas lisas, permitindo que o Civic Si ande sempre no limite, sem sair do seu controle. É uma sensação gostosa, desafiante, que nem todo esportivo permite atualmente.

Além disso, o novo Si é mais leve que o da antiga geração e com carroceria mais rígida, incluindo componentes de chassi e de direção aprimorados. Na pista de Sodegaura, distante pouco mais de uma hora de Tóquio, foi possível perceber que o Si anda mais, faz mais curva e é mais na mão que o modelo anterior. 

A direção elétrica tem relação variável e a suspensão, acerto esportivo. O carro tem uma pegada nem leve, nem pesada demais, os amortecedores são adaptativos e sustentam o carro de forma exemplar, ao menos no asfalto liso do circuito, enquanto o diferencial com deslizamento limitado ajuda no comportamento exemplar da carroceria quando se exige com vontade do modelo em curvas. 

Em complemento ao conjunto mais esportivo, a suspensão recebeu molas mais firmes, barras estabilizadoras mais rígidas, buchas sólidas e braços de controle ultrarígidos na dianteira, seguindo a receita do monstro Type R.

Divulgação
Novo Si ficou mais curto, mas mais espaçoso e próximo ao solo que o modelo anterior Imagem: Divulgação

Para quem se liga menos em dados técnicos e mais em aparecer, o novo Civic Si tem friso frontal preto diferente daquele visto nas versões "comuns", tomadas de ar mais largas, além de lindas e largas rodas aro 18. De quebra, há um escapamento central cromado em formato poligonal, defletores de ar na base no para-choque mais largo e um grande aerofólio traseiro. 

Atrai olhares indo e vindo.

Só o interior poderia ser mais chamativo -- a Honda guarda isso para o Type R, que ainda é sonho distante. Há uma costura diferente um um logotipo da versão aqui e ali, além de detalhes em vermelho no painel de instrumentos, mas poderia haver uma diferenciação mais madura do que é ser esportivo, como no Golf.

Claro, o pomo da alavanca de câmbio e pedaleiras, de alumínio, cumprem um pouco essa função. 

Quem quer aparecer, mas também rodar lindamente na cidade vai gostar do fato do modelo estar menos abrutalhado nessa geração: há freio de estacionamento eletrônico, teto solar elétrico, auxílio de manutenção de faixa, sensor de chuva, botão de partida do motor e até mesmo ar-condicionado digital de duas zonas, além de sistema multimídia com tela tátil de sete polegadas, 10 falantes e sistemas Apple CarPlay e AndroidAuto.

Apesar da versão única, serão quatro opções de cores: branco Orchid Pearl, preto Crystal Black Pearl, azul metálico Brilliant Sporty e vermelho Rallye. O modelo tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem e pode ser encomendado em todas concessionárias da Honda.

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