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Humano evitaria acidente fatal de Uber autônomo? Polícia diz que não

Do UOL, em São Paulo (SP), com agências

20/03/2018 12h39

Atropelamento seguido de morte seria "difícil de prever" em qualquer modo de condução, avalia policial que investiga o caso

Sylvia Moir, chefe de polícia de Tempe, cidade do Estado do Arizona (Estados Unidos) onde ocorreu no último domingo (18) um atropelamento com morte envolvendo um Volvo XC90 autônomo da frota do Uber, declarou que o veículo "provavelmente" não será considerado culpado pelo acidente.

Em entrevista ao jornal San Francisco Chronicle, a representante policial declarou que "o acidente não ocorreu somente porque o carro estava no modo autônomo" e que "a colisão era difícil de ser evitada" mesmo se o veículo estivesse sido controlado por um humano.

As constatações de Moir foram feitas após análise das imagens registradas por uma câmera do carro, que mostram a pedestre atravessando a rua imediatamente após sair de uma sombra.

"Está muito claro que teria sido difícil evitar essa colisão em qualquer tipo de modo, autônomo ou com motorista", afirmou. "Preliminarmente, eu suspeito que a Uber provavelmente não será culpada por esse acidente."

Ainda segundo a polícia de Tempe, não havia passageiros a bordo, apenas um operador da própria companhia no banco do motorista (algo obrigatório, devido ao caráter experimental do projeto). Ainda assim o veículo trafegava em modo autônomo. Moir não descartou que esse funcionário seja alvo de um processo. Não 

Entretanto, ao ser questionado pela agência de notícias Reuters, o Departamento de Polícia de Tempe afirmou que não é responsável por determinar culpa em colisões de veículos e que as investigações seriam encaminhadas a outras autoridades.

Acima da velocidade

Nesta terça-feira (20), uma equipe da NHTSA, autoridade federal americana responsável pela segurança no tráfego, chegou a Tempe para investigar o acidente, o primeiro fatal envolvendo um carro completamente autônomo.

De acordo com a polícia, a vítima -- Elaine Herzberg, de 49 anos -- atravessava a rua empurrando uma bicicleta em trecho fora da faixa de pedestres quando foi atropelada pelo XC90 autônomo. Ela foi transferida a um hospital próximo, onde morreu em decorrência dos ferimentos.

O carro circulava a cerca de 60 km/h e não há indícios de que o veículo tenha freado antes da colisão. São dois pontos que podem pesar contra o Uber no julgamento, visto que a velocidade máxima naquele trecho, segundo agências e veículos de comunicação locais, era de aproximadamente 55 km/h.

Fora de circulação

Segundo a imprensa local, o Uber decidiu tirar este tipo de veículos das ruas do Arizona e também de São Francisco (Califórnia), Petersburgo (Pensilvânia) e Toronto (Canadá), lugares onde havia unidades do XC90 autoconduzível em circulação para testes.

Esta não é a primeira vez que a empresa tem de paralisar os testes por conta de um incidente ocorrido no Arizona. Em março de 2017 uma colisão já havia sido registrada, embora sem vítimas fatais. 

Desde então surgiram dúvidas sobre se os sensores e as câmeras na parte dianteira do veículo deveriam ter uma reação mais rápida, para detectar e reagir aos movimentos do outro carro envolvido no fato.

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