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Cultura do carro

Com ou sem polêmica, Volkswagen tem primeiro e último Fuscas no museu; veja

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Wolfsburg (Alemanha)

20/01/2018 08h00

65 anos de história do ícone automotivo podem ser acompanhados com visita a Wolfsburg (Alemanha)

A história do Fusca é longa (veja parte dela aqui e também aqui), contempla 21,5 milhões de unidades em todo mundo (do início na Alemanha de Hitler, ao final no México) e inclui a transformação do carro em ícone cultural. Mas também é muito controversa. Dos projetos iniciais até as primeiras unidades realmente fabricadas muito foi criado, destruído, escondido, perdido e reencontrado, sempre com polêmica e trabalho para historiadores e fãs do carro.

Com ou sem polêmica, o Volkswagen Museum, que compõe a Cidade do Carro -- complexo que recebe 2 milhões de pessoas ao ano, incluí a sede da Volkswagen com sua fábrica histórica, museus, centros culturais, estádio, arena de shows e até um torre de vidro de 40 metros de altura, 20 andares e que guarda quase 900 carros novinhos a espera de donos que preferem buscá-los pessoalmente, "na boca do forno" --, em Wolfsburg (Alemanha), diz ter (entre outras unidades) um exemplar da primeira leva de protótipos funcionais do carro, de 1938, bem como o último "Volkswagen Sedan Última Edición" feito no México para encerrar a produção histórica global, de 2003.

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Princípio e fim

O primeiro exemplar teve diferentes denominações ao longo de sua existência, mas agora é apontado pela própria Volkswagen como Porsche Type 60, o original -- uma forma de homenagear Ferdinand Porsche, criador do modelo, e registrar todas as suas concepções, independente do fabricante (e ainda que para muitos o próprio Type 60 tenha diversas versões e revisões e seja só mais um dos diversos projetos).

Ele seria um dos remanescentes da série original que o governo de Hitler apresentou em 1938 e é tratado pela Volks como o primeiro de muitos dos "carro do povo".

Se é, de fato, o primeiro exemplar de demonstração, um dos muitos protótipos ou apenas uma reconstrução fica para a discussão de fãs, mas a Volkswagen faz questão de exibi-lo com a placa IIIA 42802. Não à toa, um exemplar com esta identificação marca presença em diversos documentos e imagens históricos do período da 2º Guerra.

Life/Reprodução
Apresentação pública do regime nazista em 1938, clicada pela revista "Life", e lá está o IIIA 42802 Imagem: Life/Reprodução

Já o modelo de 2003 é (um pouco) menos polêmico. Trata-se do último de uma série especial de 3.000 unidades do Vocho (o nome popular do Fusca por lá) que encerrou 65 anos de história no mundo. Tanto é assim, que o exemplar permite saber o total de unidades produzidas no plane ta: ele é o 21.529.464º Fusca produzido.

Onde está a controvérsia? Em 2003, quando foi produzido, custava 84 mil pesos (mais ou menos R$ 15 mil). Anos após o final da produção e já como clássico máximo da marca, teve unidade leiloada pelo equivalente a mais de R$ 3 milhões.

Além desses dois exemplares, o acervo do museu dispõe também do último exemplar alemão (onde também foi conhecido por Käfer), do primeiro modelo conversível (ainda no pós-Guerra) e de algumas das primeiras unidades de fato vendidas, logo após 1945.

Divulgação/Volkswagen
Olha o exemplar com a placa IIIA 42802 (à direita), rodando por uma Autobahn no final dos anos 1930; teoricamente, é o mesmo carro exposto no museu da VW como "pioneiro" da longa história do Fusca Imagem: Divulgação/Volkswagen

No total, o Volkswagen Museum possui 130 carros raros (tem até a Kombi Last Edition brasileira, mas nem todos ficam expostos ao mesmo tempo, claro), incluindo modelos de outras marcas e uma réplica do que é considerado o primeiro automóvel do mundo, uma carroça adaptada para ser movida por caldeira, feita pelo alemão Karl Benz, um dos fundadores da Daimler-Benz (controladora da Mercedes).

Visitar o complexo de 280 mil m² custa 3 euros para crianças e idosos, 6 euros para adultos e 15 euros para um passe familiar (de R$ 12 a R$ 60) e a visita pode ser feita todos os dias do ano, exceto Natal e Ano Novo.

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