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Equinox Premier agrada pelo espaço, bom motor e preço; pena que bebe tanto

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

27/11/2017 04h00

Lançado no mês passado, o SUV Equinox -- que acaba de ganhar uma versão mais em conta, R$ 15 mil mais barata -- é o carro da Avaliação de UOL Carros desta semana.

Rodamos alguns dias com o modelo em sua configuração topo de linha, a Premier, e foi possível reparar em diversas virtudes do carro, embora também em pequenos deslizes.

De início, chama a atenção o estilo do carro, grande e imponente, com linhas inspiradas na do Cruze, outro carro recentemente alinhado à filosofia global da Chevrolet.

O maior destaque desta versão mais cara, porém, é o preço, de R$ 149.900 -- antes que você diga que estamos louco, faça uma pesquisa nos sites de SUVs concorrentes e veja os valores dos rivais quando equipados com os mesmos equipamentos oferecidos pelo Equinox. Garantimos: por R$ 150 mil, não há outro carro na categoria tão completo, espaçoso e que acelera tanto como ele.

Motor de Camaro

Motor e câmbio também são referência quando se fala em conjuntos movidos a gasolina: são 262 cv e 37 kgfm de torque e caixa de transmissão automática de nove marchas -- o Equinox é um dos SUVs mais potentes, fortes e rápidos se enquadrados apenas os rivais com motor alimentado pelo combustível derivado do petróleo.

Espaço interno, qualidade dos materiais e o silêncio a bordo são outros pontos positivos: rodamos com cinco adultos durante uma viagem de duas horas e ninguém reclamou do aperto ou de rangidos inconvenientes. As três pessoas que vão atrás têm cinto de três pontos, apoio de cabeça, saída exclusiva do ar-condicionado e ainda uma entrada USB para carregamento do celular.

A meta da Chevrolet com o Equinox é simples e até sensata: em vez de falar em liderança da categoria ou algo parecido, a marca quer roubar clientes de outros SUVs médios, mas vendendo apenas a quantidade que será importada mensalmente, de cerca de 700 unidades -- o Compass, líder, vende aproximadamente 4 mil carros por mês. A fabricante não afirma, mas claramente enxerga que o importante, nesse caso, é manter a regularidade de emplacamentos de um carro com um valor agregado tão alto.

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Porém...

Só que nem tudo são flores: mesmo ajudado pela caixa de câmbio de nove marchas, que procura sempre manter a rotação do motor no menor giro possível, o motor 2.0 turbo carrega o peso de ter de mover os quase 1.700 kg do carro, sem contar o peso dos passageiros.

Isso quer dizer que o dono de Equinox terá de se acostumar a frequentar o posto de combustível, já que o tanque tem apenas 59 litros de capacidade (pequeno para um carro com seu tamanho e de proposta familiar). UOL Carros rodou na cidade e na estrada e conseguiu números de 5,9 km/l e 8 km/l, respectivamente, que geraram uma autonomia máxima (a distância que o carro percorre com o tanque cheio) de apenas 320 quilômetros.

Além disso, o Equinox tem um péssimo raio de giro (na prática, ele esterça pouco e isso pode ser ruim em manobras curtas e rápidas) e seu assistente de permanência em faixas apenas vibra volante e banco quando o carro tende a escapar do traçado, ao contrário de Cruze e Tracker, que, respectivamente, corrige o alinhamento do carro e emite um apito no interior da cabine.

Divulgação
Equinox LT chegou um mês após lançamento da versão de Topo Premier custando R$ 15 mil a menos Imagem: Divulgação

Tem mais: apesar de possuir o sistema de balizas automáticas (park-assist) e câmera-de-ré, o auxílio de estacionamento só atua com as citadas vibrações no banco, sem os chatos -- porém convenientes -- apitos dos sensores. Isso quer dizer que na hora de aproximá-lo a outros carros em manobras, o barulhinho faz falta e pode acontecer uma importuna encostada.

Por fim, é sempre bom lembrar que seu rival direto em tamanho e preço, o Compass, é fabricado no Brasil e isso influencia diretamente nos preços que existem após a compra de um automóvel, como serviços de pós-venda, seguro etc. -- ou seja, ser importado do México pode ser algo ruim também quando o assunto for peças de reposição.

Conclusão

Continuaremos mantendo a posição de que o Equinox tem preço atraente pela quantidade de equipamentos, qualidade de refinamento e espaço interno, além da agradável experiência de se guiar em uma tocada mais esportiva.

Mas fica complicado carregar o peso de não conseguir ser tão econômico como alguns rivais e os outros modelos da Chevrolet com motorização turbinada, além de ter tão pouca autonomia. Uma dica, quem sabe já para uma futura atualização do carro, seria oferecer borboletas no volante para trocas de marcha (e não a confusa opção de trocas pelo pomo da manopla de câmbio).

E o Tracker Premier, vale R$ 100 mil?

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