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Por que o brasileiro compra tanto Chevrolet Onix? Assista à avaliação

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

11/09/2017 04h00

O Chevrolet Onix se tornou um fenômeno no Brasil. Com o fim do reinado do Gol e a decadência do Palio -- cada vez mais jogado para escanteio pela Fiat --, o compacto da General Motors assumiu o posto de carro mais vendido do país há mais de dois anos e, desde então, não larga o osso.

De nada adiantou a concorrência partir para o uso de motores 3-cilindros mais modernos e eficientes. Tampouco o desastroso teste de segurança no Latin NCAP foi capaz de afetar sua liderança.

Entre janeiro e agosto de 2017 o Onix foi o único automóvel a vender mais de 100 mil unidades em território brasileiro. Os 116.982 emplacamentos registrados pela Fenabrave (associação dos concessionários) no período representam uma vantagem de 39% em relação ao principal rival, Hyundai HB20 (70.826 exemplares comercializados).

Qual o segredo de tanto sucesso? UOL Carros tenta responder a essa pergunta avaliando a versão LT 1.0 manual, de R$ 46.390, a segunda mais vendida da gama (são cerca de 25% de participação, atrás apenas dos 28% da configuração 1.0 Joy, que mantém a "cara velha").

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Qual o segredo?

Além da vasta rede de concessionários espalhada pelo país e de trabalhar com ações promocionais agressivas e constantes -- que acabam tornando o hatch mais atrativo na prática do que os preços de tabela sugerem --, a GM soube montar um pacote que inclui equipamentos cada vez mais demandados pelo consumidor, mesmo que em detrimento de outros itens não tão visados assim (embora não menos importantes).

Por exemplo, a versão LT 1.0 traz de série: chave canivete com funções remotas para travamento das quatro portas, fechamento dos vidros dianteiros e abertura do porta-malas; travas elétricas; ar-condicionado; vidros elétricos dianteiros com função um-toque e antiesmagamento; banco do motorista com regulagem de altura; e quadro de instrumentos com computador de bordo digital (ainda que apenas com informações de odômetro e trajeto parcial).

Além disso, por mais R$ 1.800 -- que, diluídos no financiamento, dão a sensação de pesar pouco na etiqueta final -- é possível incluir um pacote opcional com a central multimídia MyLink 2 (tela tátil de 7 polegadas, entradas USB e Auxiliar, rádio e projeção de celulares Apple ou Android), volante multifuncional e sistema OnStar "Protect" (que inclui travamento de portas, luzes e buzinas via aplicativo, monitoramento de rota e chamadas de emergência por app ou por um botão no próprio veículo).

Também dá para mencionar o estilo "bolinha" inspirado no Gol, que caiu no gosto dos clientes e ficou um pouco mais arrojado após o facelift de meia-vida realizado em agosto de 2016. A propósito, a pintura branca Summit exibida nesta avaliação custa outros R$ 600, o que deixa o valor total da unidade em R$ 48.790.

Os itens "sacrificados"

Só que, para chegar a essa lista, o Onix LT 1.0 acaba devendo outros itens. Não há controle eletrônico de estabilidade, faróis de neblina, guias em LED, regulagem de altura do volante ou sequer um ajuste elétrico dos retrovisores externos. Ah: e se os vidros dianteiros são tão cômodos de usar, os traseiros ainda operam com a velha e obsoleta manivela...

Além disso, o carro não oferece pontos de fixação para cadeirinhas infantis (Isofix) nem encosto de cabeça ou cinto de três pontos para a posição central da fileira traseira. Não parece uma boa notícia para um modelo que precisa se reafirmar como um veículo seguro, mas o consumidor brasileiro parece não se importar tanto com isso.

Eficiente sem inovar

Outro ponto a se destacar é que, mesmo sem partir para a onda dos 3-cilindros, o Onix conseguiu ficar muito mais eficiente e econômico desde a renovação visual e mecânica feita pela fabricante há pouco mais de um ano.

É verdade que o motor 1.0 SPE/4 flex -- 4-cilindros de 8 válvulas com comando simples no cabeçote -- sofre pela falta de elasticidade. Os 9,5/9/8 kgfm de torque (gasolina/etanol) são alcançados só a longínquos 5.200 rpm, enquanto os 78/80 cv de potência se mostram limitados para uso na estrada. Por outro lado, o bem acertado câmbio manual de seis marchas deixou o pequeno hatch capaz de fazer 18 km/l com combustível derivado do petróleo em velocidade de cruzeiro na rodovia.

Dê o play para conferir como se comporta o Onix LT 1.0 em movimento.

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