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Novo Audi A5 consegue andar sozinho no trânsito pesado de SP? Assista

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/07/2017 08h00

Testamos o inédito assistente de engarrafamento do modelo na Marginal Pinheiros, uma das vias mais movimentadas da cidade

Se o novíssimo A8 é o que de mais moderno a Audi consegue oferecer em veículos de produção atualmente, boa parte dessas tecnologias já podem ser experimentadas no Brasil por quem comprar o recém-lançado A5 Sportback.

É claro que o comprador precisará ter na conta bancária saldo superior a R$ 317.190, valor da versão de topo Ambition Plus (R$ 268.990) equipada com pintura metálica mais todos os opcionais possíveis -- que foi a configuração experimentada por UOL Carros na apresentação do modelo a jornalistas brasileiros, há algumas semanas.

Clique aqui e confira os principais itens de série da versão.

Entre os equipamentos que precisam ser adquiridos à parte estão: head-up display (R$ 7.000), sistema de som Bang&Olufsen com 19 alto-falantes (R$ 8.000), faróis full-LED Matrix (R$ 6.000), com fachos que se adaptam à iluminação ambiente, levando em conta até a presença de outros veículos ao redor, e os pacotes de assistência ativa City (R$ 12.600) e Tour (R$ 12.600).

Os dois últimos, especificamente, são os que trazem o que de mais legal o A5 tem a oferecer. O primeiro inclui monitoramento de tráfego lateral, cruzado à traseira e até frontal, prevendo situações como parada repentina do trânsito ou curva perigosa à frente, por exemplo.

Já o segundo entrega assistente de luz alta e faz com que o modelo seja capaz de se manter sozinho numa faixa de rolamento a partir de 70 km/h. Mais do que isso: permite que se ande e pare sem interferência do motorista em meio a um cenário de congestionamento. É o chamado assistente de engarrafamento.

Como ele faz isso? Com o controle de cruzeiro adaptativo (com frenagem automática) e o auxílio de manutenção ativados, o carro coloca sensores, radares e uma câmera de 360 graus para fazer a leitura em tempo real da pista e do tráfego ao redor. Se for detectado que os outros veículos estão ficando mais lentos e aglomerados, o auxílio é ativado (e um sinal aparecerá no computador de bordo).

A partir disso, o carro vai acelerar e frear acompanhando o ritmo do comboio à frente, seguindo os limites de sua respectiva faixa (desde que as faixas estejam adequadamente pintadas, é claro) a até 65 km/h. UOL Carros colocou o complexo sistema para operar na sempre carregada Marginal Pinheiros, em São Paulo (SP). Quer ver como (e se) funciona na prática? Assista ao vídeo.

E quando alguém assume o controle?

Óbvio que o assistente de engarrafamento é muito legal, mas melhor ainda é assumir o controle do A5 Sportback e sentir sua impressionante precisão na estrada. Nossa reportagem saiu do perímetro urbano da capital paulista e andou com o modelo num trecho de 160 km pela rodovia dos Bandeirantes, e pode afirmar que seu comportamento dinâmico é exemplar.

O motor 2.0 TFSI a gasolina, aqui configurado em ciclo Otto para entregar 252 cv de potência e 37,7 kgfm de torque (entregues logo a 1.600 rpm), empurra os 1.475 kg (são 85 kg a menos do que a geração anterior) sem nenhuma cerimônia, ao mesmo tempo em que é capaz de andar mais de 10 km usando só um litro de combustível. É uma boa autonomia, levando-se em conta a proposta do modelo.

Único incômodo é o exagero do ronco virtual que soa na cabine quando se coloca o seletor no modo Sport.

Coeficiente aerodinâmico de 0,26 permite romper a resistência do vento com extrema facilidade. Suspensões -- independentes e multibraço, dispostas em dois braços triangulares por roda nos dois eixos -- seguram inclinações da carroceria com extrema firmeza, apesar de serem bastante duras para uso urbano. Direção elétrica progressiva é uma das mais diretas e precisas já experimentadas por UOL Carros.

Pena que o visual não empolgue tanto assim, especialmente na parte dianteira. Embora seja muito similar ao irmão A4, o A5 Sportback optou por usar faróis mais largos e sem base seccionada, o que deixou sua faceta menos agressiva. Linha de cintura em "ondas" é elemento já visto na geração anterior, e traseira "bojuda" pode impressionar pela largura, mas não contém qualquer elemento inovador em relação ao restante da gama.

Na cabine, padrão de acabamento e sofisticação segue a cartilha esperada por um veículo de marca alemã premium.

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