Salão de Buenos Aires

Ford Ecosport quer voltar a ser SUV mais vendido. Você acha que consegue?

Leonardo Felix

Do UOL, em Buenos Aires (Argentina)

08/06/2017 13h40

Nem mudou tanto por fora, mas troca motores e de acabamento prometem "revolucionar" experiência a bordo

Se o Ecosport foi o primeiro SUV compacto brasileiro e ficou sem rivais por muito tempo, atualmente luta para ser só mais um no segmento. O destaque agora é de rivais com muito mais conteúdo e espaço, como Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta e Nissan Kicks. Mas a Ford promete voltar a reinar.

Não quero parecer arrogante, mas voltamos a ter um concorrente muito forte."

Assim o presidente da Ford para a América do Sul, Lyle Watters, descreveu as pretensões da marca ao apresentar a reestilização do EcoSport, em evento prévio ao Salão de Buenos Aires, nesta manhã de quinta-feira (8).

Ford Ecosport voltará ser líder com mudanças?

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As expectativas são altas: voltar ao topo do mercado, ou ao menos ao pódio. Embora não tenha explicitado as projeções de vendas, Watters afirmou categoricamente que o carro "tem muito potencial" para brigar pela liderança.

Para isso, as modificações mecânicas e de acabamento interno mostrados na noite de quarta são muito mais consideráveis do que a "plástica" promovida na cara do SUV. UOL Carros conta agora algumas das armas a serem usadas na linha 2018, que tem pré-venda programada para julho e chega às ruas em agosto.

O que muda de verdade

O lema da Ford ao apresentar o facelift foi promover uma "evolução por fora e revolução por dentro".

Percebe-se isso ao vê-lo de perto. O conjunto óptico dianteiro foi separado em duas camadas e ganhou itens como projetor e guia em LED. A grade foi alargada aos padrões do grandalhão Edge. Mas o estepe pendurado na tampa do porta-malas continua lá, deixando a parte traseira praticamente igual ao que era.

Já quando falamos de conjuntos motrizes a história é outra: mudou praticamente tudo. Saem os motores 1.6 Sigma e o 2.0 Duratec e entram o 1.5 Dragon, 3-cilindros de 137 cv com etanol, e o 2.0 Direct Flex de 170 cv e injeção direta do Focus. Opções serão de câmbio manual ou automático. Segue ainda a opção 4x4.

Sim, o automático convencional volta a equipar o Ecosport, com seis marchas. O polêmico automatizado de dupla embreagem Powershift, que tinha ótima tecnologia, mas sofreu com a falta de comunicação entre a Ford e o consumidor, foi embora.

O cliente desse segmento pede um carro com trocas mais suaves e silenciosas, mesmo que se perca um pouco de agilidade."

Essa é a justificativa de Rogélio Goldfarb, vice-presidente da marca na América do Sul.

Pequeno, mas mais sofisticado

Embora o espaço interno continue acanhado, o acabamento do EcoSport melhorou muito. Principal alteração se deu no painel, que extinguiu o excesso de botões, adotou revestimentos suaves ao toque e trocou o desenho.

Saídas de ar centrais abandonaram o estilo coreano e estão posicionadas entre a central multimídia e os comandos do ar (também alterados), em formato horizontal. Já a tela tátil do sistema Sync 3, de 8 polegadas, é "flutuante", meio afastada do painel central e conversa com celulares (Apple CarPlay e Android Auto).

Embora os executivos não tenham entrado em detalhes, todos adiantaram que o EcoSport também recebeu modificações em direção, suspensões e até rigidez do chassi, a fim de melhorar dirigibilidade e conforto.

Segue o jogo do estepe

E o controverso estepe exposto? Por que foi mantido aqui se em mercados como Europa e Estados Unidos passou a ser mero opcional? A Ford explica:

Concordamos que esse equipamento gera opiniões diversas, mas nas pesquisas que fizemos o índice de rejeição não foi grande a ponto de justificar o investimento numa mudança de arquitetura."

Há outra verdade, também: o Brasil resiste, por força da lei, preso ao estepe na mesma especificação dos pneus e rodas originais. Assim, jogar a peça reserva para dentro da carroceria tomaria muito espaço do já apertado bagageiro. "Se o mercado demandar, temos capacidade de responder rapidamente", respondem os engenheiros da marca.

Com o carro parado a sensação é que o EcoSport evoluiu, principalmente por dentro. Resta constatar, em movimento, se todas as mudanças anunciadas surtiram o efeito necessário e se o Eco estará, de fato, preparado para sentar de novo no trono. O que você acha?

* Viagem a convite da Ford 

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