Mobilidade

Ex-popular, elétrico da GM se finge de SUV e fica mais caro; veja fotos

Do UOL, em São Paulo (SP)

14/09/2016 08h00Atualizada em 01/11/2016 10h09

O crossover elétrico Chevrolet Bolt, apresentado no Salão de Detroit deste ano, prometeu chegar ao mercado dos Estados Unidos no segundo semestre como "elétrico popular", custando menos que o sedã híbrido Volt, que atualmente parte de US$ 33.170 (cerca de R$ 110 mil em conversão direta, sem taxas).

Mas não foi isso que aconteceu: as primeiras informações sobre o lançamento comercial do Bolt indicam que a GM mudou a proposta, equiparando o compacto em tecnologia de assistência e equipamentos ao próprio Volt. Curiosamente, apesar do porte compacto, fotos e página oficial na internet da Chevrolet americana mostram o Bolt por ângulos que o fazem parecer muito maior do que realmente é.

Na prática, o consumidor norte-americano deverá ter de pagar até mais caro pelo elétrico, infelizmente: as vendas começam nos últimos três meses de 2016 e tudo aponta para preço inicial de US$ 37,5 mil (quase R$ 125 mil).

Vale lembrar que alguns Estados daquele país incentivam o uso do carro "verde" com bônus; além disso, ainda há requisitos que permitem o bônus federal de US$ 7.500. Com uma ou outra isenção, o preço do Bolt pode resultar em algo próximo a US$ 30 mil (aproximadamente R$ 96 mil), mas isso vem após a compra, não é o preço de etiqueta.

Quando foi anunciado, o Bolt tinha como proposta custar no máximo US$ 30 mil, algo que o habilitaria até mesmo a ser vendido globalmente.

Como ele é

Com jeitão -- e tamanho -- de Honda Fit, o Bolt EV também lembra a atual geração da Opel Meriva (conforme lembrou um dos leitores de UOL Carros), minjvan vendida apenas na Europa, sobretudo quando visto de traseira. Será 100% elétrico, embora detalhes técnicos de motor e câmbio ainda não tenham sido revelados -- por enquanto, foi informado apenas que a bateria de íons de lítio será "rica em níquel" e que a autonomia poderá chegar a pouco mais de 380 quilômetros.

Curiosamente, apesar do porte compacto, fotos e página da Chevrolet nos EUA mostram o Bolt de ângulos que o fazem parecer muito maior do que realmente é. 

Freios serão regenerativos e ativos, como no BMW i3: acelere para o carro andar; simplesmente tire o pé do acelerador para o carro começar a frear até parar totalmente. Desse jeito, o sistema tem maior eficiência e frenagens mais drásticas são necessárias apenas em maiores velocidades.

No recheio, carrega o máximo de conteúdo disponível em um Chevrolet, como sistemas de segurança de última geração (com alertas de colisão e assistente de manutenção em faixa, sensores e câmeras ao redor da carroceria); conexão inteligente com smartphones (dados de autonomia e direção poderão ser vistos na tela do telefone a qualquer momento, por exemplo), sistema multimídia MyLink com tela tátil de 10,2 polegadas, também capaz de espelhar celulares via AndroidAuto e CarPlay, e carregador de celular por indução (idêntico ao do Cruze LTZ vendido no Brasil), entre outros equipamentos.

Além disso, o Bolt deverá ser usado como base para sistema inteligente de compartilhamento de carros nos EUA. O motorista que optar por não comprá-lo poderá pagar apenas pelo uso, apanhando e devolvendo o carro em pontos específicos, comandando tudo por aplicativo de celular.

Autonomia estendida

Para carregar, tomadas 220/240V podem "completar o tanque" em nove horas e meia, mas em apenas uma hora é possível preencher a bateria para rodar 40 quilômetros.

Nas já existentes estações de carregamento de rua nos EUA, onde a carga é bem mais forte, é possível recarregar o suficiente para 144 quilômetros em 30 minutos.

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