Carros

Renegade flex e diesel duelam em asfalto e terra; qual vai melhor?

André Deliberato
Eugênio Augusto Brito
Leonardo Felix
Murilo Góes

Do UOL, em São Paulo (SP) e Paraty (RJ)

04/07/2016 11h14

O Jeep Renegade é o único SUV compacto brasileiro a oferecer em sua gama uma configuração 4x4 com motorização a diesel, como opção ao tradicional motor bicombustível. Ela chama a atenção pelo apelo fora-de-estrada, além da força do motor 4-cilindros, 2 litros, de 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque, e da versatilidade da transmissão automática de nove velocidades.

Porém, o salto de preço entre o Renegade diesel e o 1.8 flex, de 132 cv e 19,1 kgfm, é grande. Na versão de entrada Sport, por exemplo, enquanto a configuração bicombustível com tração dianteira custa R$ 83.290, a 4x4 sai por R$ 109.990 oferendo pacote de equipamentos idêntico.

Vale a pena investir R$ 26.700 a mais só para ter um carro a diesel, em vez de um que consome etanol e gasolina? Para responder a essa pergunta, UOL Carros aproveitou o período de início de férias e fez um trajeto de 600 quilômetros, ida e volta, entre São Paulo e Paraty (RJ), usando duas unidades do Renegade Sport: uma 2.0 turbodiesel e outra 1.8 flex.

Padrão visual, de acabamento e de itens de série é idêntico, o que indica que o gasto extra não vai significar ganho em termos estéticos ou de equipamentos.

Reprodução
UOL Carros está no WhatsApp; adicione o número +55 (11) 94477-1331; envie a mensagem: garagemV8; receba notícias pelo aplicativo Imagem: Reprodução
De série, os dois exemplares dispunham de rodas de liga leve aro 16, disco de freio nas quatro rodas, controle de estabilidade e tração, trio elétrico, ar-condicionado, direção elétrica, freio de estacionamento por botão, faróis de neblina, som com Bluetooth e entrada USB, volante multifuncional e painel com acabamento suave ao toque, além dos obrigatórios airbag duplo e ABS.

Na ida, passamos pelo famoso trecho Cunha-Paraty, que ainda contém alguns quilômetros de chão batido, para um off-road de nível intermediário. Momento de experimentar as credenciais "trilheiras" de cada um -- este também é um ponto usado pela Jeep para "diferenciar" a versão a diesel: será que ela realmente é mais versátil?

Na volta, optamos pelo trajeto mais urbano da Rio-Santos, emendando a subida da Serra do Mar pela rodovia Oswaldo Cruz.

Diferenças e semelhanças

Ter o fôlego extra do 2.0 turbodiesel ajuda em situações como uma subida intensa de serra. A tração 4x4, as suspensões elevadas em 1,2 cm também e os para-choques menos bicudos são bem-vindos em um percurso fora-de-estrada mais pesado, mas por isso entenda pesado de verdade, o que não foi o caso da viagem.

A configuração flex andou sempre bem perto da diesel nas partes de barro úmido entre Cunha e Paraty -- a estrada toda está sendo reformada e passará a ser só de asfalto e paralelepípedos num futuro breve --, o que significa que é possível encarar trajetos simples de chão batido sem receios com qualquer uma.

Câmbio automático de seis marchas da variante flexível não é tão esperto quanto o de nove, claro, mas está adequado à média do segmento, que conta com opções CVT (Honda HR-V e, em breve, Nissan Kicks), automatizada de dupla embreagem (Ford EcoSport) e até automática de quatro velocidades (Renault Duster).

Vale o preço?

Curiosamente, era a configuração flex do Renegade Sport a que contava com itens a mais: teto solar panorâmico (R$ 6.800) e barras longitudinais de teto (R$ 900). É o que suscita novamente a dúvida: vale mesmo assinar um cheque R$ 26.700 mais caro só pelo diesel?

Não seria melhor gastar essa diferença com os dois opcionais já citados mais uma central multimídia com tela tátil de 5 polegadas (R$ 3.450)? Daria R$ 11.150 a mais que a etiqueta inicial, mas ainda sobrariam R$ 15.550 no bolso.

Respondendo à questão: se você é um estradeiro convicto, gosta de viajar frequentemente e de andar sobre lama pesada, então aposte no Renegade 4x4 diesel. 

Agora, se o uso é mais urbano, com uma outra aventura off-road mais leve, a configuração de 1,8 litro vai atendê-lo sem problemas.

A força do turbodiesel é muito maior, mas a configuração flex roda bem a partir da velocidade de cruzeiro nas rodovias. Pesa mais, para o flex, arrancar e sair rapidamente do zero, mas ninguém precisa de performance em vias urbanas a bordo de um SUV, precisa? Se fizer questão, de novo, a escolha será o diesel.

Em nossa viagem o Renegade Sport diesel ofereceu autonomia de 10,5 km/l para um tanque de 60 litros, o que permitiu ir e voltar com uma parada breve no posto apenas para evitar ficar na reserva. O Sport flex, por sua vez, obteve média de 7,6 km/l e rodou cerca de 400 km até precisar reabastecido. O ar-condicionado esteve sempre ligado.

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