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BMW fala sobre transparência e novidades para ultrapassar rivais

Eugênio Augusto Brito/UOL
Português, Helder Boa Vida é o novo presidente e CEO do Grupo BMW do Brasil Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

20/05/2016 08h00

Transparência, inovação e sustentabilidade foram três valores citados como essenciais pelo novo chefão do grupo BMW do Brasil para que a empresa seja lembrada pelos clientes do mercado de luxo e supere suas rivais alemãs.

Em viés de baixa, a marca foi destronada por Audi (17.540 unidades vendidas) e Mercedes-Benz (17.513) em 2015, no Brasil, ficando em terceiro lugar (15.852 carros). No mundo, segue a mesma estrada neste primeiro semestre de 2016.

Apesar de lançamentos como o novo X1, Série 1, Série 3 renovado e do híbrido esportivo i8, a marca ganhou menos num segmento que ignorou a crise do setor automotivo no último ano.

"Em 2015, tivemos 18% de crescimento, contra 25% de queda do mercado", apontou o português Helder Boa Vida, novo presidente e CEO. Não foi ruim no geral, mas só teria sido realmente bom se não estivesse no retrovisor das rivais, que cresceram mais, a ponto de ter ganhos de 30 a 40%.

Durante o evento de lançamento do sedã de alto luxo Série 7, que aposta na tecnologia extrema em sua sexta geração, a imprensa especializada apontou alguns desafios para a gestão do novo executivo.

Sobretudo transparência.

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A empresa já foi marcada por lançar o primeiro motor turboflex do mundo, no Série 3, mas mascarar que o sistema start/stop (que desliga o motor em paradas rápidas, poupa combustível e é um dos pontos para acordo com as regras do Inovar-Auto) não funcionava com etanol, apenas com gasolina, como apontou video-avaliação de UOL Carros e ressaltou colunista Fernando Calmon.

Também há a questão de preços bastante majorados para os novos modelos, em relação aos anteriores, em um mercado que mantém valores para não cair mais.

"A marca tem excelentes níveis de satisfação dos clientes, é 'top of mind' em pesquisas, mas precisamos ter transparência total com nossos clientes e com a imprensa. Esse será o esforço da minha gestão", afirmou Boa Vida, que promete ainda "fazer também da sustentabilidade uma prioridade para os próximos anos".

 

Na frente em 2016

Serve de alento o fato da nova linha de produtos ter colocado a marca na liderança em 2016, com 842 unidades emplacadas contra 790 de Audi e 787 da Mercedes.

Mas será um momento de ganhos mais lentos, segundo o executivo. "Provavelmente, passaremos dois anos mais duros. Já sentimos um pouco no ano passado, e provavelmente 2017 e 2018 serão de algum sofrimento e ajustes", disse.

Sem comentar sobre política, Boa Vida afirmou que o importante é que o governo brasileiro sinalize com estabilidade econômica para as fabricantes.

"Não nos importamos com isso [crise política e econômica], porque sabemos que economia é assim, tem altos e baixos. Importante é que sinalizações sejam feitas e que o governo siga suas próprias instruções para termos um bom panorama".

"Da nossa parte, vamos esperar, temos planos a longo prazo e estamos confiantes."

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Exportação como solução

Além do lançamento de modelos revisados no Brasil, a BMW aposta no sucesso da decisão de exportar unidades para os EUA, algo que, para muitos, era improvável.

Segundo Boa Vida, a autorização de mandar 10 mil unidades do SUV X1 demandou forte argumentação com a matriz, mas gerou frutos. "Quando o mercado esta mal, temos de procurar oportunidades e alternativas. Os Estados Unidos precisam de complemento para X1 e foi isso que fizemos", afirmou.

De acordo com o presidente, é um caso específico, mas que demonstra o potencial da fábrica. Ainda assim, ele não quis comentar a possibilidade de exportar outros modelos. "Tentamos convencer nosso conselho de que Araquari estava apta no caso do SUV. E fomos bem sucedidos."

Agora, a expectativa é aproveitar a liderança no segmento específico de alto luxo para emplacar o novo Série 7 -- a ideia é vender 50 unidades do sedã de R$ 710 mil ainda neste ano, dobrando em 2017.

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