Carros

Chefão da Fiat defende Brasil: "é preciso acreditar em nosso talento"

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Campinas (SP)

Fala direta e serena, o presidente da Fiat-Chrysler Automobile para América Latina, Stefan Ketter, que também acumula a função de chefão da Fiat no Brasil e de diretor global de manufatura da FCA, saiu em defesa do país e se posicionou contra "críticos" do atual momento do Brasil, antes mesmo de falar sobre a picape Fiat Toro, mais recente e ambicioso lançamento da fábrica para o mercado local e que parte de R$ 76.500.

Apesar da atual crise econômica de origem política, o executivo afirmou não ver sentido em críticas feitas -- em sua visão -- única e exclusivamente no ambiente interno. Em parte de sua fala, que pode ser vista em vídeo nesta reportagem, Ketter diz que o brasileiro é crítico demais ao tratar de seu próprio país e de sua situação, algo que nem estrangeiros reproduzem. Ainda de acordo com o chefão da FCA para a América Latina, situação mais positiva já poderá ser vista no segundo semestre.

 "O brasileiro é extremamente crítico quando fala de si, o que não faz sentido, é preciso acreditar mais no seu talento, acreditar mais em nosso povo", afirmou Ketter. "Acho que o potencial do Brasil é muito grande, a competência que existe, os talentos nós temos, é uma coisa extraordinária", prosseguiu o executivo, que tratou de corroborar a ideia de que produtos de qualidade também podem ser produzidos localmente: "Aquele preconceito de que a gente não consegue fazer as coisas no Brasil é inexistente (sic)".

Como é a Toro

Virada no segundo semestre

Ketter acredita em tempos melhores para a economia local, sobretudo para o setor automotivo, logo no segundo semestre de 2016, e ainda afirmou à imprensa que "independente disso [a possibilidade de melhora das vendas de julho a dezembro], a retomada será mais rápida do que se imagina e a FCA estará preparada para este momento".

A UOL Carros, o executivo afirmou que a marca tem alta expectativa para o mercado este ano, apesar do panorama geral de crise. Com isso, a Fiat aposta na produção anual de 50 mil unidades da picape e na liderança do segmento de utilitários médios -- atualmente, nas mãos da Toyota e da Hilux. Além disso, a marca quer voltar a ser líder no segmento de carros compactos, posição perdida pelo Palio para o Chevrolet Onix, em 2015 -- Ketter, porém, não citou com qual modelo (nem entregou qualquer informação sobre um novo carro).

"Sim, é claro que a aposta é de ser líder dentro do segmento [de picapes médias], bem como em qualquer segmento que atue, não há como não ter esse pensamento", finalizou Ketter.

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