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França nega que Renault tenha cometido fraude similar à da Volks

Yoan Valat/EFE
Sede da Renault perto de Paris: marca diz que ausência de evidências é "boa notícia" Imagem: Yoan Valat/EFE

Da EFE

Em Paris (França)

14/01/2016 17h26

A ministra de Ecologia da França, Ségolène Royal, afirmou nesta quinta-feira (14) que os testes de contaminação efetuados no país após o escândalo da Volkswagen constataram que se ultrapassaram as taxas de emissões de CO2 e de óxido de nitrogênio na Renault e duas marcas estrangeiras, mas que não se constatou fraude.

PATRICK KOVARI/AFP
Ségolène Royal descartou o uso de programa de fraude nos carros da Renault: a suspeita começou com o motor 1.6 a diesel da minivan Escape, que estaria imitindo 25 vezes mais Óxido de Nitrogênio que o permitido pelas atuais normas anti-poluição Imagem: PATRICK KOVARI/AFP
O governo procurava por um software que modificava os testes de emissão em motores a diesel nos carros da marca, similar ao usado pela alemã Volks.

Ao término de uma reunião de uma comissão técnica independente, a ministra declarou aos jornalistas que nem a Renault nem as outras marcas examinadas, com exceção da Volkswagen, utilizaram o programa para adulterar as emissões.

Royal assinalou que, até o momento, foram analisados 22 modelos, dos 100 que preveem examinar, e acrescentou que as operações efetuadas hoje em diversas fábricas da Renault não estão relacionadas com esses testes. A ministra ressaltou também a disposição da Renault a colaborar com a comissão nas investigações em andamento.

Renault nega manipulação

A montadora, que chegou a perder até 20% de seu valor no pregão de hoje na bolsa de Paris, em uma queda que conseguiu limitar a 10,28% no fechamento, tinha antecipado mais cedo que não há indícios que apontem para uma fraude em seus veículos similar à da Volkswagen.

"A Direção Geral da Energia e do Clima, em nome do Ministério de Ecologia, Desenvolvimento Durável e Energia, interlocutora da comissão técnica independente, considera que o processo em andamento não evidencia a presença de um programa de adulteração", afirmou a Renault em sua primeira reação sobre a polêmica.

O alerta que provocou sua queda na bolsa foi lançado pelo sindicato CGT, que informou que agentes da Direção Geral de Concorrência, Consumo e Repressão da Fraude estavam investigando os departamentos de "homologação e regulação dos controles do motor" da montadora, tendo revistado a sede social da empresa e os Centros de Desenvolvimento de Lardy e de Guyancort para "dar andamento a um complemento de investigação que permita validar definitivamente os primeiros elementos de análise" da comissão técnica independente.

"A direção geral da Energia e do Clima, em nome do Ministério de Ecologia e Energia, interlocutor da comissão técnica independente, considera que o processo em andamento não evidencia a presença de um programa de manipulação nos veículos Renault", disse a companhia, que o classifica de "boa notícia".

De acordo com essa mesma nota, a UTAC (União Técnica do Automóvel, a Motocicleta e a Bicicleta) "realiza teste atualmente em cem modelos em circulação, entre eles 25 Renault", e, no final de 2015, "11 veículos tinham sido testados, entre eles quatro Renault".

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