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Citroën mata C3 Picasso e aposta em Aircross renovado de R$ 49.990

Leonardo Felix

Do UOL, em Porto Real (RJ)

24/11/2015 12h09Atualizada em 24/11/2015 15h20

Após passar 2015 quase inteiro sem mexer em sua linha, a Citroën resolveu concentrar suas duas principais novidades para o fim do ano. Primeiro foi a minivan C4 Picasso, no início de novembro. Nesta terça-feira (24), a marca apresentou o facelift do Aircross, monovolume compacto montado sobre a base do C3.

Alinhada à nova identidade visual da marca no exterior e com modificações pontuais em acabamento, lista de equipamentos e conjunto mecânico, o novo Aircross parte de R$ 49.990. E o C3 Picasso, modelo global do qual o Aircross derivava? Este foi engolido: em seu lugar, a fabricante preparou versões de entrada sem estepe externo e com motor 1.5 flex para o próprio Aircross. Confira preços e principais equipamentos:

- Aircross 1.5 Manual Start, R$ 49.990: motor 1.5 flex de 93 cv; câmbio manual de cinco marchas; vidros, travas e retrovisores elétricos, direção elétrica, ar-condicionado manual e quadro de instrumentos com computador de bordo; rodas de aço de 16 polegadas.

- Aircross 1.5 Manual Live, R$ 53.990: acrescenta rodas de liga leve aro 16; barra longitudinal de teto; sistema de rádio com Bluetooth, USB e entrada Auxiliar; luz diurna em LED.

- Aircross 1.6 Automático Live, R$ 58.990: acrescenta motor 1.6 flex de 122 cv; transmissão automática de quatro velocidades com borboletas para trocas manuais atrás do volante e função EcoDrive.

- Aircross 1.6 Manual Feel, R$ 58.990: versão de entrada com estepe exterior. Mesmos itens da versão 1.6 Manual Live, mais motor 1.6 e alarme.

- Aircross 1.6 Automático Feel, R$ 63.290: acrescenta transmissão automática de quatro velocidades com borboletas para trocas manuais atrás do volante e função EcoDrive.

- Aircross 1.6 Automático Shine, R$ 69.290: acrescenta central multimídia com tela tátil de 7 polegadas, navegador GPS e função de espelhamento de celular; sensor de estacionamento traseiro; câmera de ré; bancos com faixas externas em couro.

É fato, o estepe agrada ao consumidor: segundo a Citroën, apenas 30% da linha 2016 do Aircross será vendida sem estepe pendurado no porta-malas. Os executivos não abriram a meta de vendas geral, mas é preciso melhorar o panorama atual: depois de emplacar mais de 9 mil unidades em 2012, a família C3 Picasso/Aircross só entregou 1.391 unidades de janeiro a outubro deste ano. Ou seja: se estepe é necessário, o estepe fica. Tchau, C3 Picasso! 

Murilo Góes/UOL
Novo suporte para estepe, para-choque redesenhado para ter pegada mais "aventureira" e reposicionamento dos refletores são principais mudanças na traseira Imagem: Murilo Góes/UOL

É monovolume ou SUV

Durante toda a apresentação, a Citroën manteve um cacoete do lançamento do Aircross em 2010: chamou-o de "SUV". Com índices de vendas despencando -- a participação somada do grupo PSA Peugeot Citroën no mercado brasileiro ficará abaixo de 2,5% em 2015 --, a montadora aposta cada vez mais em surfar a onda de utilitários compactos, que vendem bem, mesmo sem ter um produto genuíno no segmento. O que significa ter preço de SUV.

"Não vamos baixar preços para fazer volume. O que importa agora é ser sustentável", enfatizou Carlos Gomes, presidente da Peugeot-Citroën para a América Latina. Gomes destacou que, apesar das dificuldades, a divisão latino-americana do grupo vai fechar 2015 com saldo "levemente positivo", muito por conta da nova estratégia. 

Murilo Góes/UOL
Interior do Aircross 2016 possuem painel bicolor, nova central multimídia (para versão de topo) e novos acabamentos para os bancos Imagem: Murilo Góes/UOL

O que mudou

Sem condições de trazer ao país o C4 Cactus, monovolume médio que radicaliza os conceitos de padrão estético e tecnologias, a Citroën decidiu apostar no Aircross como modelo que incorporará parte dessas novas tendências entre os modelos fabricados localmente.

Dianteira separada em camadas, com faróis e grade extremamente afilados no "andar de cima", luz de posição em LED na faixa intermediária e luzes de neblina abraçadas por apliques em preto e prata na base formam novo conjunto visual. Na parte de trás, suporte do estepe, para-choque e parte interna das lanternas estão redesenhados. Refletores foram reposicionados para junto do escapamento.

Outra preocupação foi em melhorar o consumo de combustível, ponto crítico do antigo Aircross. Os motores 1.5 e 1.6 flex continuam com os mesmos dados de força -- 93 cv de potência e 14,2 kgfm de torque para o de 1,5 litro; 122 cv e 16,4 kgfm para o de 1,6 litro --, mas tiveram a relação de diferencial alongada em 5%, tanto na transmissão manual de cinco quanto na automática de quatro velocidades. Também passaram a usar óleo de viscosidade mais baixa e novos retentores, tudo para alcançar nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro.

Direção elétrica progressiva, transmissão automática com opção de trocas manuais por aletas atrás do volante, indicador de troca de marchas no computador de bordo e pneus verdes completam o novo pacote voltado à eficiência.

Suspensões retrabalhadas, nova altura em relação ao solo de 12,9 cm e novos ângulos de ataque (23 graus) e saída (29,3 graus) visam a um ligeiro aumento da proposta aventureira (embora versões 4x4 sigam descartadas). Por dentro, painel ganhou acabamento bicolor e, na versão de topo, central multimídia com tela tátil que inclui espelhamento de celulares (sistemas MirrorLink, para Android, e CarPlay, para Apple), navegador GPS e câmera de ré.

UOL Carros participa de teste com o novo Aircross ainda nesta terça e publica suas impressões em breve.

Viagem a convite da Citroën

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