Carros

Fiat Aegea será produzido no Brasil, afirma site português

Do UOL, em São Paulo (SP)

07/10/2015 13h21Atualizada em 07/10/2015 17h32

O Fiat Aegea, sedã médio da marca já revelado em alguns países que tem produção cravada na Turquia, também será fabricado no Brasil, na unidade da Jeep em Goiana (PE), bem como na Índia. A afirmação é do site Automonitor.

Feito para mercados emergentes, de acordo com a publicação, o Aegea também contará com uma versão hatch e uma versão perua. O sedã, já revelado em salões internacionais (muito parecido com o Viaggio, um carro maior dedicado ao mercado chinês), tem 4,50 metros de comprimento, 1,78 m de largura e 1,48 m de altura, com 2,64 m de entre-eixos, praticamente o mesmo tamanho que um Honda Civic. 

Repare como a traseira é parecida com o da nova geração de modelos japoneses, incluindo Toyota Prius 4 e Honda Civic 10, revelados no mês passado. Em todos eles, há uma elevação de parte do conjunto de lanternas e da tampa do porta-malas, de modo a imitar traços de aeronaves -- ou de carros futuristas típicos de seriados, como Jaspion e companhia.

No mundo real, UOL Carros acredita que a possível confirmação do Aegea para o Brasil colocaria um sedã da Fiat finalmente no patamar dos sedãs japoneses, entre outros médios do mercado vendidos atualmente.

Quattroruote.com
Pela descrição do "Ae" do Aegea (lê-se "Egea"), a imprensa Europeia especula que seja possível, em alguns países, que o carro seja chamado -- e grafado -- apenas como Egea Imagem: Quattroruote.com

Surge este ano

Segundo o Automonitor, o Aegea, que chega às lojas turcas no final deste ano (já com o nome Egea, sem o "A"), começa a ser entregue ao restante da Europa no primeiro semestre de 2016, época em que também será apresentado no Salão de Genebra, na Suíça. Procurada, a Fiat do Brasil afirmou que as informações "não passam de especulação".

No Brasil, Aegea hatch e sedã deverão ter a missão de substituit Bravo e Linea (que nada mais é do que um Punto alongado). Até mesmo a configuração perua é cogitada para ser feita aqui pelos europeus, já que a Weekend também deve se aposentar em breve. A capacidade do porta-malas do três-volumes é de 510 litros.

Motoroids.com
Interior do carro já mostra elementos que podem ser vistos em modelos da Jeep Imagem: Motoroids.com

Motor e câmbio

Na Europa, onde é permitido que carros de passeio utilizem motores a diesel, o modelo será equipado com duas opções MultiJet II turbodiesel e duas a gasolina, com potências que variam entre 95 e 120 cv. Fontes ligadas à Fiat do Brasil já apontam, entre outros desenvolvimentos, a possibilidade do uso do motor 1.4 T-Jet (turbo) com aplicação bicombustível -- atualmente, bebe apenas gasolina e gera 152 cavalos no Punto e no Bravo.

Sistemas de câmbio poderão ser manual ou automático, embora mais detalhes e especificações ainda não tenham sido revelados.

A fábrica da Jeep em Goiana, no Brasil, tem capacidade de produção anual de cerca de 250 mil veículos, sendo que o Jeep Renegade (que pretende entregar 50 mil carros/ano) foi seu primeiro modelo ali construído. O próximo é a picape Toro, que deve ter vendas estimadas em números iguais ou pouco menores que os do Renegade. Além deles, um outro SUV da Jeep, que substituiria o Compass, também é especulado para ser feito no local. Ou seja, ao menos 100 mil carros ainda podem ser feitos na planta sem afetar a produção dos três primeiros produtos.

Indianautoblog
Por enquanto, apenas o sedã foi revelado; traseira é muito parecida com a do novo Civic Imagem: Indianautoblog

Novo presidente no Brasil

Outra novidade do grupo Fiat, divulgada nesta terça-feira (6), foi a nomeação de Stefan Ketter como Presidente da FCA para a América Latina a partir de 1º de novembro próximo. O executivo manterá suas atuais funções como Vice-presidente Mundial de Manufatura e membro do Conselho Executivo do Grupo FCA.

Ketter sucederá Cledorvino Belini que, a partir da mesma data, será nomeado Presidente de Desenvolvimento para América Latina, com a responsabilidade de representar a FCA em todas as relações institucionais, além de desenvolver e manter o relacionamento do grupo com instituições governamentais e financeiras na América Latina. Em seu novo cargo, Belini se reportará diretamente ao CEO mundial do Grupo, Sergio Marchionne.

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