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S10 Freeride quer marcar presença na cidade mesmo grande demais

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/08/2015 20h08

Todo mundo teve na infância aquele amigo ou amiga que era muito alto ou grande demais para a idade, que se sentia desconfortável em meio aos colegas por conta do porte exagerado, muitas vezes sofrendo bullying e ganhando até mesmo apelidos engraçadinhos, a maioria deles desnecessários.

Recém-nascida, a S10 Freeride é essa criança.

Vinda de uma família onde quase todos os seus parentes são altos, grandes e criados para viver fora da cidade, ela custa R$ 95.340 e quer se enturmar na categoria onde hoje estão versões topo de gama dos SUVs compactos e de sedãs médios. Para conquistar esses clientes, ela oferece... o tamanho.

"A S10 Freeride é uma picape com proposta urbana e apelo jovem", ressalta Marcos Munhoz, vice-presidente de Comunicação, Relações Públicas e Governamentais da GM do Brasil, sem deixar claro quais são seus concorrentes.

Murilo Góes/UOL
Chevrolet S10 Freeride tem adesivos decorativos com o nome da versão Imagem: Murilo Góes/UOL

Recheio completo

A S10 tem pacote de equipamentos que pode ser comparado ao de um sedã médio ou SUV compacto na versão de topo: baseada na versão LT, ela oferece itens como central multimídia MyLink com tela tátil no painel, santantônio, câmera-de-ré e fechamento automático dos vidros por comandos da chave. Clique aqui para saber mais sobre o conteúdo da versão.

Seu motor é o 2.5 EconoFlex, de 197/206 cv e 26,3/27,3 kgfm (gasolina/etanol). O câmbio é manual, de seis marchas, e a tração é 4x2.

Até aqui todas as características a fazem brigar diretamente com os carros das categorias mencionadas: preço, conteúdo, status. É nesse ponto que o tamanho faz a diferença: para alguns, isso pode ser uma vantagem, pois talvez a imponência do porte possa significar respeito.

Murilo Góes/UOL
Apliques em prata da Freeride tentam romper aspecto "sisudo" do acabamento interno Imagem: Murilo Góes/UOL

Brutamontes

Mas o tamanho também pode ser desvantagem. Por dois motivos. O primeiro é pela dificuldade em achar vagas, manobrar e até mesmo atravessar vielas ou avenidas com faixas estreitas. O segundo é o consumo de combustível: com 1.797 kg, a média apontada no computador de bordo, com etanol no tanque, não passou de 5 km/litro. O percurso, de cerca de 120 quilômetros, foi predominantemente urbano.

Por dentro, o conforto é o mesmo que o de um sedã grande: bom para cinco pessoas, ótimo para quatro. Mas há pontos fracos: a S10 "pula" demais por conta da suspensão elevada e do centro de gravidade alto (característica típica de picapes, mas exagerada na da GM) e o câmbio, que só pode ser manual e não automático, como a maioria dos carros dessa faixa de preço, tem engates difíceis.

De todo modo, a S10 Freeride não deixa de ser uma sacada da GM, líder do segmento de picapes no Brasil, que se antecipa à chegada das picapes "semi-médias" que estão próximas de estrear (leia-se: Fiat "Toro" e Renault Oroch).

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