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Jaguar usa ator global como "embaixador" para rejuvenescer marca no Brasil

Eugênio Augusto Brito/UOL
Ator Carlos Casagrande afirma que modelos da Jaguar são diferenciados e requintados Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Farnborough (Inglaterra)

11/05/2015 19h11

Criada em 1922 e prestes a abrir sua primeira fábrica no Brasil -- no primeiro semestre de 2016, em conjunto com a Land Rover -- a Jaguar sabe que vai precisar ir além da produção local para conquistar novos clientes no país. Reconhecimento e confiabilidade existem, mas há também a noção de que os carros da marca são antiquados e/ou produtos para pessoas mais velhas. Para vencer essa barreira etária, a marca resolveu falar diretamente com o público jovem e antenado em seu habitat: as redes sociais.

Desde outubro, esta é a missão do ator Carlos Casagrande, conhecido por 25 anos de carreira como modelo, atuações em séries e novelas da TV Globo e que se preparar para viver um doente mental na versão para o cinema de "Beja", filme dirigido por Debora Torres, baseado na história "Dona Beja" (que ficou mais conhecida pela novela "Dona Beija" da extinta Rede Manchete, nos anos 1980) e que está na fase de captação de recursos.

"Meu desafio é convencer as pessoas de que elas podem ter um Jaguar tanto quanto um sedã da BMW ou da Mercedes", afirmou Casagrande durante conversa no avião que levava jornalistas e convidados à apresentação global do sedã XE, modelo médio que a marca lançará no Brasil no segundo semestre deste ano e que está cotado para ser mais um dos carros fabricados em Itatiaia (RJ), ao lado do SUV Land Rover Discovery Sport. Este é o primeiro lançamento do qual o ator participa -- até então, havia feito apenas campanhas promovidas pela marca. 

"Não é um trabalho simples atualizar a imagem consolidada na mente das pessoas, mas já convenci dois amigos [risos]", brinca o ator, para em seguida argumentar que não se trata de reduzir o histórico da marca, mas de ressaltar que o requinte pode ser encontrado também nos novos modelos da empresa, junto com arrojo e preços mais acessíveis.

"Um desses amigos pagou no XF [sedã médio-grande] o mesmo preço que outro amigo pagou pelo BMW Série 3. Ambos foram ao teatro e adivinha quem foi atendido mais rápido na fila do estacionamento?", Casagrande deixou no ar, para rebater ele próprio em seguida: "Este espírito de acessibilidade e de produto diferenciado dos novos carros da Jaguar será ainda mais acentuado com o XE, que deverá custar por volta de R$ 170 mil". O XJ citado é importado por cerca de R$ 200 mil em sua versão de entrada.

Experiência em chamar atenção

Para atuar como "embaixador da Jaguar para o Brasil", título conferido pela própria fabricante inglesa, Casagrande carrega uma mala de porte médio com tripé, pau-de-selfie (o tradicional monopé), câmera fotográfica, celular e tablet, entre outros itens. O objetivo é não perder uma cena interessante dos ventos da marca, nem um ângulo sequer que valha uma curtida a mais na conta da Jaguar Brasil no Instagram e/ou no Facebook. A experiência em achar o "momento certo" vem dos 25 anos na área da moda, tanto em frente às lentes, quanto manejando o equipamento.

"Adquiri um senso ao longo destes anos todos de carreira, me aperfeiçoei, estudei, entendo de luz e posicionamento, sei como passar a ideia que a marca precisa para atingir este público", explica o ator, que já fez ação semelhante para a marca de cosméticos "O Boticário". No mundo, a Lexus faz ação semelhante com o cantor americano Wiil.i.am, enquanto a Nissan usa o atleta jamaicano Usain Bolt como "embaixador do esportivo GT-R", inclusive em eventos no Brasil. O velocista também foi promovido a Diretor de Performance da empresa japonesa.

Cada postagem é discutida e combinada previamente com a equipe de marketing da empresa, mas toda a criação na "hora H" fica a cargo de Casagrande. Ele tem experiência automotiva? A resposta é sim.

"Já andei muito em pistas de corrida, comprei e dividi kart profissional com amigos durante muito tempo", revela. "Acabei parando. E isso já tem quinze anos, porque o custo de manutenção após cada prova acaba sendo elevado, mas gosto de carro e de velocidade". O ator diz ainda que acabou sendo escolhido pela Jaguar após um evento da marca no qual Rubens Barrichello, ex-piloto de Fórmula 1, dava conselhos a atores e modelos e depois formava uma competição em pista fechada.

"O Rubinho precisou se preocupar menos comigo em termos de indicar tomadas de curva e pontos de freada... e acabei sendo o mais rápido. A parti daí, veio a ideia da parceria", finalizou. Resta saber se o projeto vai mudar a cara da Jaguar na mente do público jovem (e endinheirado) do Brasil com a velocidade necessária.

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