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BMW Série 1 evolui e será feito no Brasil com novos motores flex

André Deliberato

Do UOL, em Genebra (Suíça)

06/03/2015 19h24

A estrela da BMW no Salão de Genebra 2015 não é um superesportivo ou uma versão megapreparada de um de seus carros mais rápidos, normalmente desenvolvidos pela divisão esportiva M, mas sim toda a família Série 1, agora modelo 2016, que ganhou visual completamente repaginado. O carro também antecipa o visual da versão nacional do Série 1, que, conforme apurado e adiantado por UOL Carros, começa a ser montada em Araquari (SC) ainda neste primeiro semestre. 

A promessa da marca é oferecer a nova linha de motores TwinTurbo Flex já adaptada para rodar tanto com gasolina quanto com etanol. A escala de versões deve ser mantida: 116i (motor 1.5 de três cilindros e 110 cv); 118i (1.6, quatro-cilindros e 138 cv); 120i (1.6, 180 cv); e 125i (2.0, quatro-cilindros e 221 cv --  o mesmo motor do 320i ActiveFlex). A versão mais apimentada M 135i, que utiliza motor 3.0 6-cilindros com 330 cv, a princípio, deverá ser a única a continuar importada.

Outro atrativo do carro, seu pacote tecnológico, que oferece sensores de luminosidade, chuva, pressão dos pneus e ar-condicionado automático como itens de série, bem como uma tela central de 6,5 polegadas, devem continuar no carro montado no Brasil. Opcionais europeus como a suspensão adaptativa, suspensão esportiva, caixa de direção com auxílio adaptativo e/ou esportivo, controle de cruzeiro adaptativo, auxiliador de estacionamento e freios esportivos, bem como o sistema ConnectDrive (de conexão à internet), devem continuar sido oferecidos à parte no modelo brasileiro.

Os preços do Série 1 nacional podem variar por conta da instabilidade do dólar e do aumento progressivo do IPI que ainda atinge os valores dos automóveis no Brasil, mas devem variar entre R$ 113 mil (versão 116i, de entrada) e R$ 174 mil (M 125i).

Como ficou o Série 1

Melhorou em termos de design que o do modelo anterior -- apelidado jocosamente de "Angry Bird" -- e se alinha ao novo padrão de estilo da marca. Ficou mais bonito, tanto no visual como na qualidade dos materiais, e tem mais tecnologia embarcada. Um claro exemplo de que é possível quase que completamente um carro sem que seja preciso trocar de plataforma ou mudá-lo de geração.

Os novos faróis fazem melhor uso dos LEDs -- os diodos servem de luz diurna nas versões mais básicas, enquanto nas mais caras o sistema é full-LED. O para-choque ficou menos careta, mais anguloso e bem resolvido, eliminando de vez o "estrabismo" causado pela cara de pássaro do modelo anterior -- comparação feita, aliás, pela mídia europeia especializada.

Na traseira, a pequena lanterna que era alojada apenas na carroceria dá lugar a uma peça maior, mais volumosa, seccionada, horizontalizada, que invade a tampa do porta-malas e, por fim, equipada também com LEDs. O desenho mais elegante do conjunto faz o hatch aparentar ter porte até mesmo dos SUVs da marca.

Por dentro, o acabamento que já era digno de elogios ficou mais agradável ao toque, mas com menos avanços que a parte externa. Os pacotes tecnológicos e de conectividade são atraentes: o sistema multimídia é de última geração, com tela colorida de 6,5 polegadas -- que pode, opcionalmente, ser de 8,8 polegadas --, e os controles do ar-condicionado ganharam uma iluminação branca diurna, que muda para o tradicional laranja à noite. Sutil, mas elegante.

Isso tudo sem que haja mudanças nas dimensões: 4,32 m de comprimento, com 2,69 m de espaço entre-eixos, seja com duas ou quatro portas, o que significa bom espaço para até quatro ocupantes -- um quinto passageiro já não é tão bem-vindo.

Novos (e velhos) motores

Na Europa, as opções de motor da nova família da Série 1 se alinham ao de outras linhas de produtos do grupo BMW: o novo motor 1.5 de três cilindros, introduzido pelo novo Mini Cooper, passará a equipar as versões de entrada junto a um 1.6 de quatro cilindros. O 2.0 quatro-cilindros equipará as intermediárias, enquanto o seis-cilindros será responsável pela versão topo de gama, a esportiva M 135i.

Todos, movidos a gasolina, utilizam a tecnologia TwinPower de turboalimentação.

Ainda haverá opções turbodiesel, exclusivas para Europa, de 1,5 e 2 litros, totalizando 13 versões distintas, dependendo câmbio e da tração (traseira ou integral).

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