Carros

Novo Renault Sandero parte de R$ 29.890; veja fotos exclusivas e avaliação

André Deliberato

Do UOL, em Florianópolis (SC)

30/06/2014 20h00

Conforme antecipado por UOL Carros, a Renault não ligou para a Copa do Mundo e apresentou, em plena segunda-feira (30) de jogaços envolvendo as favoritas França e Alemanha (e as interessantes Nigéria e Argélia), a nova geração do Sandero, carro mais vendido da fabricante no Brasil e peça fundamental para o futuro da empresa no país. Seus preços começam em R$ 29.890.

O hatch adota a nova identidade visual da Renault (grade em forma de "V" aberto e emblema extragrande no vértice) e muda muito em relação ao Sandero conhecido pelo brasileiro -- que foi lançado há sete anos e sofreu apenas leves reestilizações. A frente agora é idêntica à do novo Logan, lançado em novembro último, e a traseira, embora com um volume a menos, também tem elementos parecidos com os do "irmão", como a disposição de luzes da lanterna (mas lembra muito alguns modelos de outras marcas).

Por dentro do Sandero as mudanças seguem novos conceitos apresentados pelo sedã: simplicidade com aparência melhorada e amplo espaço para os passageiros, inclusive os de trás.

A meta da Renault é manter a média mensal de 8 mil emplacamentos, brigando por uma posição entre os três best-sellers do segmento de hatches compactos (Volkswagen Gol, Chevrolet Onix, Fiat Palio, Hyundai HB20). De acordo com executivos da empresa, espera-se que as versões 1.0 respondam por 40% das vendas, e as 1.6, 60%. 

Veja a seguir a gama do modelo:

Sandero Authentique 1.0 16V -- R$ 29.890
A versão de entrada da gama traz os obrigatórios freios ABS e airbag duplo; direção hidráulica; volante com regulagem de altura; ar-quente; alarme de advertência de luzes acesas; bancos traseiros rebatíveis, com encosto de cabeça e cintos de três pontos (apenas para dois passageiros); retrovisores com regulagem interna manual; sistemas de abertura interna do porta-malas e da portinhola do reservatório de combustível por botão; trava de segurança para crianças nas portas traseiras; pré-disposição para som; painel de instrumentos com conta-giros e indicar de troca de marcha; espelho de cortesia no para-sol do passageiro; alguns porta-copos e porta-objetos; parachoque dianteiro e traseiro na cor da carroceria e rodas de aço de 15 polegadas com calotas. Ar-condicionado é opcional (custa R$ 2.730).

Nesta versão o motor é o conhecido (ou velho) 1.0 Hi-Power, um quatro-cilindros de 16 válvulas, flex, que rende 80 cavalos (a 5.750 rpm) e 10,5 kgfm de torque (4.250 rpm) com etanol e 77 cv e 10,2 kgfm com gasolina, nas mesmas faixas de rotação.

Sandero Expression 1.0 16V -- R$ 34.990
Configuração intermediária, traz tudo da Authentique e adiciona ar-condicionado; alarme; alças de teto; travamento automático das portas a 6 km/h; banco do motorista com regulagem de altura; trio elétrico (apenas vidros dianteiros); computador de bordo com seis funções; espelho de cortesia no para-sol do motorista; porta-copos e porta-objetos no console central traseiro e rádio CD/MP3-Player com entradas USB e auxiliar e conexão Bluetooth, além de alguns detalhes internos brilhantes. O GPS, chamado pela Renault de Media Nav 1.2 (R$ 1.200), e sensor de estacionamento traseiro são vendidos como opcionais. 

Sandero Expression 1.6 8V -- R$ 38.590
Exatamente o mesmo conteúdo do Expression 1.0, mas com motor (também conhecido, e também velho) 1.6 Hi-Power, flex, de quatro cilindros, 106 cavalos (a 5.250 rpm) e 15,5 kgfm de torque (2.850 rpm) com etanol e 98 cv e 14,5 kgfm com gasolina, nas mesmas faixas de rotação.

Sandero Dynamique 1.6 8V -- R$ 42.390
Este é o topo de gama, que possui todos os equipamentos já listados e ainda inclui regulagem elétrica dos retrovisores externos; vidros traseiros elétricos; bolsas do tipo "porta-revistas" integradas na parte traseira dos bancos dianteiros; indicador de temperatura externa no computador de bordo; "piloto automático" (limitador e controlador de velocidade); faróis de neblina; soleiras das portas diferenciadas; repetidor de seta nos retrovisores; volante revestido em couro; rodas de liga leve aro 15" e três apoios de cabeça traseiros (e não dois, como nas outras versões). GPS e função automática do ar-condicionado são vendidos em conjunto como opcionais, a R$ 1.430.

Pintura metálica custa R$ 1.095 extras. Para comparar  detalhes de cada versão, clique e veja o catálogo completo.

Rodolfo Buhrer/La Imagem/Divulgação
Traseira do Sandero ficou muito parecida com a de rivais como Gol e Onix Imagem: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Divulgação
TRANSMISSÃO E SUSPENSÕES
Todas as versões utilizam transmissão manual de cinco marchas. Um novo câmbio automatizado de cinco marchas está previsto para agosto (a geração anterior tinha como opção um automático de quatro velocidades). Em todas as configurações as suspensões são do tipo McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira; os freios utilizam discos nas rodas da frente e tambores nas de trás. O porta-malas continua como referência no segmento: 320 litros (a maior parte dos rivais tem menos de 300 l). 

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
UOL Carros
rodou por mais de 100 km com as configurações Expression 1.0 e 1.6 e Dynamique 1.6, em test-drive oferecido pela Renault em Florianópolis (SC). A evolução interna do Sandero é logo notada: o acabamento melhorou (mesmo no Expression, intermediário) e há maior quantidade de materiais emborrachados do que na geração anterior, que era cheia de plásticos.

O espaço interno, talvez a maior virtude do carro em termos funcionais, continua excelente: três pessoas vão bem no banco traseiro (com folga para pernas e cabeça). O porta-malas é excelente.

Outro ponto positivo foi o trabalho na acústica (queixa importante dos donos do Sandero atual): mesmo a 120 km/h, independentemente do motor (se 1 ou 1,6 litro), o novo Sandero está mais silencioso. A rigidez do carro à torção também evoluiu consideravelmente, assim como já acontecera com o Logan. As suspensões mostram firmeza em curvas mais fechadas e garantem conforto na rodagem mais suave.

Há, claro, alguns "poréns": o motor 1.0 ainda pena em subidas, coisa que já não acontece com concorrentes com unidades mais potentes e de três cilindros (como Volkswagen up! e HB20, por exemplo). Já o motor 1.6 era, e se manteve, vigoroso. O câmbio manual, nos dois casos, tem engates suaves, mas de curso um pouco longo.

É possível dizer que houve uma evolução do Sandero, principalmente no visual -- que ficou mais próximo de Gol e Onix --, o que deve ser suficiente para manter o Sandero pelo menos entre os dez carros mais vendidos do Brasil. Uma dica é esperar pela versão com câmbio automatizado de cinco marchas, que pode ser fator crucial para definir a compra do hatch da Renault.  

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