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Citroën atravessará 2014 e 2015 (quase) igual a hoje; C4 hatch não virá

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

10/12/2013 16h09Atualizada em 10/12/2013 16h36

Após uma sequência de lançamentos importantes iniciada em 2010 com o Aircross, e que trouxe ao Brasil o novo C3, o C3 Picasso, toda a gama de prestígio DS (3, 4 e 5) e, por fim, o sedã C4 Lounge, que substituiu o Pallas, a Citroën vai tirar o pé do acelerador. É muito provável que entre 2014 e 2016 a marca francesa não lance sequer um modelo novo no Brasil, segundo apurou UOL Carros.

Por isso, não adianta esperar pela nova geração do C4 hatchback, já disponível na Europa desde 2010 e eventualmente flagrada em testes no Brasil. Ela seria o complemento natural da gama média da Citroën, como opção dois-volumes ao Lounge. Mas isso está descartado; o atual C4, totalmente defasado em termos visuais (com seu jeitão "transformer", também do Pallas, e lanternas traseiras verticais), poderá ganhar aprimoramentos e novas séries especiais (como a Rock You e a Competition), além de preços mais agressivos (vale dizer, descontos; hoje ele parte de R$ 48.990 com motor 1.6), mas não vai mudar de verdade.

Pode parecer um suicídio comercial, mas basta olhar o relatório de vendas da Fenabrave (cujos últimos dados são de novembro) para entender o que acontece. No acumulado de 2013, o C4 hatch emplacou apenas 3.743 unidades, resultado fraco -- mas seu "irmão" Peugeot 308, o hatch médio da marca do leão, vendeu robustas 10.135 unidades. É um sucesso.

Citroën e Peugeot formam o grupo PSA, e as fábricas de Porto Real (RJ), de compactos, e Palomar (Argentina), de médios, produzem os carros das duas marcas (as linhas de montagem são partilhadas). Como a Peugeot está em crise, é natural que a complementaridade nas gamas seja reforçada (no mundo corporativo, é o conceito de "sinergia"). Se o 308 vende bem, por que investir para mudar o C4?

Esse raciocínio é um espelho do aplicável aos sedãs médios. A PSA sabe que o Peugeot 408 não pegou no Brasil; foram míseros 4.335 carros emplacados em 2013 até o final de novembro. Com apenas três meses no mercado, seu equivalente na Citroën, o C4 Lounge, já vendeu 2.467 unidades -- média mensal de 822, projeção de quase 10 mil num ano cheio. Mas, segundo UOL Carros apurou, a meta é ainda mais ambiciosa: emplacar 1.500 C4 Lounge a cada mês (18 mil/ano) e assim instalar-se no top 5 do segmento.

Ou seja, do mesmo modo que não sobra espaço para um novo C4 hatch, o 408 vai lentamente se apagando, e o C4 Lounge, garantindo o status de modelo-prioridade no grupo PSA.

Outro indício de que pelo menos até 2016 a Citroën brasileira vai viver das conquistas do "passado" e de modelos importados (o novo C4 Picasso é uma possibilidade) é o foco da PSA no SUV compacto 2008, cuja produção começa em Porto Real em 2015, e a provável fabricação local do sedã compacto-espaçoso 301, que substituiria o 207 Sedan entre 2015 e 2016.

A família Peugeot detém pouco mais de 25% de participação societária na PSA; a General Motors tem 7%. A holding com a Citroën (que antes pertenceu à Michelin e à Fiat) surgiu em 1976. A Peugeot nasceu em 1810, e vem fazendo carros desde 1882. No Brasil, a Citroën é a 10ª, e a Peugeot a 11ª no ranking do mercado, com 1,83% e 1,62% de participação, respectivamente.

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