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Fiat Uno já testa "motorzinho" e 500 testa "motorzão"

Alex da Silva Godinho/UOL
Uno Sporting com novidades e 500 Abarth rodam na rodovia Rio-Santos, na altura de Caraguatatuba (SP) Imagem: Alex da Silva Godinho/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/10/2013 06h45

A sequência de mensagens chegou à redação de UOL Carros na tarde desta quarta-feira (23): o leitor Alex da Silva Godinho, colaborador assíduo de nossa seção de Segredos Automotivos, havia conseguido outra vez e flagrado "mais alguns carros que estão para chegar".

Assunto principal das duas imagens, a principal delas abrindo a reportagem, o Uno disfarçado não conseguia esconder a logotipia "Sporting 1.4" e nem era esta a intenção da Fiat. O mistério aqui era interno, apesar dos olhos serem instantaneamente atraídos para a posição nada usual do escape duplo. "A saída do escapamento é bem diferente", apontou Godinho, em referência à posição centralizada da peça.

MOTORZINHO
Esta é uma das mudanças de meia-vida programadas para a versão esportivada do Uno, lançado em 2011, e acompanham alterações em toda a gama do compacto ainda no primeiro semestre de 2014, quando já será apresentada a linha 2015, apontou um informante. Além do escapamento da versão Sporting, mudam para-choques dianteiros e traseiros e o interior, com boa dose de atualização. 

Mas a principal novidade está relacionada ao trem-de-força. A Fiat finalmente vai adotar o motor 1.0 de três cilindros (12 válvulas) para encarar as investidas de Hyundai (com o HB20) e Volkswagen (com Fox Bluemotion e, também em 2014, a estreia do Up) na área -- e de quebra atender às exigências de consumo e emissão do Inovar-Auto. Detalhes técnicos como potência e torque são segredo de Estado.

Há ainda a previsão, segundo nossa fonte, do uso do câmbio Dualogic Plus nas versões com motor 1.4 EVO (8V).

MOTORZÃO
Nosso leitor-colaborador foi sincero, porém, ao admitir desconhecer o outro modelo da imagem, o carro branco ao fundo. Mas este mistério também não é complicado de resolver: trata-se do 500 Abarth, configuração esportiva do compacto premium importado do México.

Não é de hoje que a Fiat testa o modelo no Brasil -- sua comercialização aqui já foi especulada diversas vezes. Mas a procedência europeia sempre foi barreira intransponível. Pelo visto, não mais, ainda que a Fiat tenha calado quando procurada pela reportagem. 

Atualmente, o "Quinhentaço" (já que o familar 500L é o "Quinhentão") é montado no México, na mesma linha do Cinquecento convencional e conversível, com câmbio italiano e motor com uma pitada de ação da Chrysler. Chegaria, portanto, gozando das mesmas benesses do irmãozinho e do crossover Freemont.

No país norte-americano, o modelo com veneno da Abarth -- ou você acha que o símbolo do escorpião gravado em escudos e emblemas ao longo da carroceria (e que aparecem cobertos por fita adesiva preta no carro flagrado) estão ali por nada? -- é o topo da gama 500, sendo vendido ao preço "promocional" de 340.400 pesos (cerca de R$ 63.300). Abaixo dele, o 500 convencional se estende em pacotes que custam de 199.900 a 306.400 pesos (de R$ 33.700 a R$ 51.700 limpos).

Aqui no Brasil, após o trâmite de importação, o valor pedido pelo 500 normal varia de R$ 43.050 (versão Cult, com motor 1.4 EVO, de 88 cv) a R$ 62.290 (Cabrio, com motor MultiAir flex de 105/107 cv).

No Abarth mexicano, porém, o MultiAir vira motorzão (movido só a gasolina) graças ao reforço do turbo. São 162 cavalos de potência, com 23,5 kgfm de torque. Há ainda mudanças no câmbio manual de cinco marchas revisto pela engenharia italiana para ter engates mais rápidos e precisos; nos freios com pinças em vermelho; no conjunto de suspensão modificado para deixar o modelo 15 milímetros mais baixo que a versão sedentária; para-choques, spoilers laterais e de teto; e rodas, sempre com toque retrô, com aro 16 na medida de fábrica e 17 como opção. Na cabine, detalhes esportivos no volante, bancos e também na programação da direção assistida, que fica mais precisa e ligeira.

UOL Carros chegou a andar rapidamente no carro em julho, na pista da Chrysler em Chelsea (EUA), e percebeu que a ajuda da eletrônica ajuda a deixar o Quinhentaço ainda mais agressivo. O ESC (controle de estabilidade) pode ser parcialmente desligado, deixando o carrinho ainda mais arisco em saídas e manobras rápidas; ou totalmente desabilitado para pacote completo de emoção. Mas a ação do TTC (controle de transferência de torque, na sigla em inglês) é sempre mantida, fazendo com que cada roda receba a dose correta de força para contorno perfeito, ainda que visceral, das curvas. Gostou? Cruze os dedos.

COMBOIÃO

  • Alex da Silva Godinho/UOL

    Uninho "escolta" Quinhentaço pelo litoral paulista em outra foto de Alex Godinho

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