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Hyundai descarta preço menor para ix35 nacional

Divulgação
Carlos Alberto de Oliveira Andrade (Caoa), Marconi Perillo, governador do estado de Goiás, e William Lee, presidente da Hyundai do Brasil, posam ao lado do ix35 nacional na fábrica da marca em Anápolis (GO) Imagem: Divulgação

Ricardo Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Anápolis (GO)

17/10/2013 13h56Atualizada em 17/10/2013 15h58

A produção do utilitário esportivo ix35 no Brasil não irá alterar o preço do modelo; em outras palavras, o modelo não ficará mais barato, mesmo sendo montado em Anápolis (GO), em nova área da fábrica do grupo Hyundai-Caoa.

"Já importávamos um volume menor sem o aumento de imposto porque a nacionalização estava prevista, e procuramos equalizar o preço antes", justifica Antonio Maciel, presidente do grupo Hyundai-Caoa.

Com motor 2.0 flex de 178 cv e câmbio automático de seis marchas, o SUV seguirá custando R$ 94.900, mesmo valor pedido pelo importado da Coreia do Sul. A única diferença, segundo a empresa, será a "extinção" da opção com câmbio manual. 

A cerimônia de ampliação da fábrica do grupo em Goiás está sendo realizada nesta quinta-feira (17), com a presença do Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e do governador de Goiás, Marconi Perillo. Pimentel, aliás, aproveitou a presença da imprensa para sinalizar com a possibilidade do governo manter a cobrança de IPI reduzido para carros novos também em 2014, decisão que ainda precisa ser confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega (saiba mais aqui).

OLHA O ROBÔ
Apesar da nova área da fábrica só estar sendo inaugurada agora, o ix35 já era montado no Brasil desde setembro. Os planos de produção local foram antecipados por UOL Carros em setembro de 2011, em entrevista com executivos da Hyundai durante o Salão de Frankfurt.

O investimento é de R$ 600 milhões e o área construída passou de 144 mil m² para 174 mil m². A unidade fará 24 mil unidades/ano do ix35. A operação é semelhante a do Tucson, que é montado na unidade com peças importadas da Coreia do Sul (processo conhecido como CKD). A principal diferença está no processo semi-robotizado de soldagem, que no Tucson é totalmente manual. O processo de montagem do ix35 é parcialmente em CKD, já que há linhas específicas para pintura e soldagem, por exemplo.

"A plataforma mais sofisticada do ix35 nos obrigou a implantar um sistema 50% controlado por robôs e com 3.200 pontos de solda. Os operários não teriam acesso a alguns deles", explicou Anuar Ali, vice-presidente do grupo Caoa.

Motores e câmbio também são importados. A adaptação para o flex, com injeção da Magneti Marelli, é feita em Goiás. Segundo executivos da Hyundai-Caoa, o índice de nacionalização de Tucson e ix35 é de cerca de 60%, mas com planos de ampliação para atender ao Inovar-Auto (regime automotivo), que podem incluir a produção local de motores no futuro.

CARRO LOCAL, PREÇO GRINGO
A manutenção de preços maiores, de carro importado, apesar da produção local não é exclusividade do grupo Caoa. Apenas as desculpas variam, se muito. A Mitsubishi, por exemplo, nacionalizou o ASX, mas afirmou que não havia repassado o aumento do IPI para o modelo importado e que a manutenção do valor apenas serviria para deixar a conta justa.

Marcas como  Mercedes-Benz e Audi, que anunciaram a construção de fábricas em Iracemápolis (SP) e na região metropolitana de Curitiba (PR), respectivamente, alegam que o custo do investimento impedirá uma redução de preços. A BMW, que terá unidade em Araquari (SC), também afirma que fazer carro de luxo depende de tecnologia inexistente no Brasil, o que aumenta custos e segura preços lá em cima

HB20
A fábrica de Goiás tem operação distinta da unidade de Piracicaba (SP), onde é feito o HB20. A sede do interior paulista e a distribuição da linha do HB20 é controlada pela matriz da Hyundai, na Coreia do Sul e sua subsidiária Hyundai do Brasil.

Em Goiás, o grupo Hyundai-Caoa detém os direitos de importação e venda de modelos acima do médio i30, além da produção dos dois modelos nacionalizados, Tucson e ix35.

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