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Ford New Fiesta pelado e depenado mostra faceta popular do hatch

Edgard Luiz Citrangolo/UOL
New Fiesta hatch nacional, básico e com calota, é visto em estacionamento no interior paulista Imagem: Edgard Luiz Citrangolo/UOL

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/02/2013 07h00

Quando mostrou a reestilização do New Fiesta no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012, a Ford não economizou nos detalhes: carros em cores chamativas (um belo azul metálico e um vermelho sólido instigante), recheados de itens, muito cromado (sobretudo na nova frente, que divide um enorme trapézio em duas partes, uma delas emoldurada fazendo as vezes de grade frontal) e a assinatura Titanium na tampa do porta-malas, indicando tratar-se da versão mais cara da atual gama da marca do oval azul, equipada com o conhecido motor Sigma 1.6 flex e com possibilidade de receber a (então) inédita transmissão DCT, automatizada de dupla embreagem e seis marchas. Tudo bem premium.

Durante o Salão de Detroit, em janeiro, novas revelações: apenas o hatch será feito no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), deixando a demanda pelo sedã (certamente menor) ainda por conta da importação do México. O carro fabricado no ABC paulista marca ainda a estreia do motor 1.5 16V, também flexível. A Ford não divulgou potência e torque, mas afirmou que renderia 8,7 km/l com etanol e 12,5 km/l com gasolina (ciclo combinado). O Inmetro apontou números mais precisos em seu teste de consumo e emissões, com 7,8/9,6 km/l para etanol e 10,8/13,7 km/l para gasolina (cidade/estrada, respectivamente) -- de quebra, classificou o novo motor com a nota B, enquanto o 1.6 foi melhor, tirando A.

Visual novo, casa nova, motor e transmissão novos, tudo de alto nível... Mas tudo tem dois lados. E, no caso do mercado automotivo, lados com demandas diferentes, de públicos diferentes. Se a divulgação oficial trata do New Fiesta premium, imagens enviadas por leitores de UOL Carros mostram que o carro feito no Brasil terá também sua faceta popular. Ou "pé-de-boi", se o internauta preferir.

New Fiesta mostra seu lado "pé-de-boi"
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NEW FIESTA BRASILEIRO
Esta variação já havia sido apontada pela tabela do Inmetro, que indicava as diferentes versões do New Fiesta reestilizado e nacional e suas combinações de motor e câmbio. Se o New Fiesta mexicano era comercializado no Brasil apenas na versão SE com câmbio manual, mas três diferentes pacotes de acabamento e segurança, o modelo brasileiro terá ainda as configurações S, inicial, e Titanium, mais cara e citada no começo do texto.

A versão S casa apenas com o motor 1.5 e o câmbio manual de cinco marchas, de acordo com a tabela de consumo do Inmetro. O leque se abre a partir da nova SE, que repete a configuração anterior (motor menor, câmbio manual), mas também se vale do motor 1.6 com câmbio manual e, por fim, do motor 1.6 com  o novo câmbio DCT. No topo, a versão Titanium só sai de fábrica com motor 1.6, mas com opção do câmbio manual ou do automatizado DCT.

Isso tudo funciona debaixo do capô, sem esclarecer o lado visual -- fundamental para muitos. Se os primeiros flagrantes, do final de 2012, já revelavam uma simplificação (tirando os LEDs, inexistentes nesta encarnação, foi possível sentir falta dos faróis de neblina, dos repetidores de seta nos retrovisores e dos frisos cromados no interior da grade), imagens feitas pelo leitor Edgard Luiz Citrangolo, de São Paulo (SP), vão além e mostram um carro pelado em mais de um sentido: sem qualquer camuflagem e também sem muitos itens de série.

Estacionado de modo incorreto na vaga de um shopping-center (vamos relevar este fato, neste momento) à beira da rodovia dos Bandeirantes, em Itupeva (SP), a menos de uma hora da capital, o New Fiesta com placas verdes de São Bernardo do Campo mostrou ser ainda mais pé-no-chão: a cor preta metálica da carroceria, que deve representar boa parte dos carros a serem vendidos em alguns meses, não se repete no retrovisor, que fica apenas no plástico; os faróis alongados tem menos elementos internos; e, ponto alto (ou baixo, se preferir), as rodas de liga leve de 15 polegadas dão lugar aos aros de aço cobertos com calotas plásticas. Na traseira, só o emblema do nome, não o da versão.

Depenado, este New Fiesta indica o desejo da Ford em reduzir o preço inicial do modelo -- acima dos R$ 45 mil, atualmente -- e ampliar as vendas. Mas também pode significar uma já esperada aposentadoria da geração anterior, o Fiesta Rocam, que neste momento começa a ser vendido em condições que os lojistas gostam de chamar de "espetaculares" (completo, com ar condicionado, direção hidráulica, travas, vidros elétricos e alarme por R$29.990, na versão 1.0, ou R$33.920 para o 1.6, com taxa zero para o financiamento), mas que costumam indicar o começo do fim. Ou o fim de um e o começo de outro.

No Salão de SP, mostraram o completão
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