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Volks CrossBlue simboliza ressurgimento dos SUVs nos EUA

Carlos Osorio/AP
Volkswagen apresenta SUV de seis lugares que deve chegar aos EUA em até dois anos Imagem: Carlos Osorio/AP

André Deliberato

Do UOL, em Detroit (EUA)

17/01/2013 18h22

A Volkswagen mostrou Fusca, Jetta e Jetta Variant, entre outros carros de seu line-up, em seu estande no Salão de Detroit (EUA). A única novidade além de uma versão preparada e com motor 1.8 turbo de 250 cv do Passat, foi o conceito CrossBlue, um SUV de seis lugares recheado de tecnologia.

O protótipo também foi feito sobre a nova plataforma global da marca, a MQB, que começou recentemente a originar o Golf de 7ª geração. O CrossBlue é um dos mais de 60 modelos que o grupo alemão pretende produzir sobre a nova base nos próximos anos -- ela é capaz de modular distância entre-eixos, largura, tamanho da roda e até a posição dos assentos (apenas a distância entre os pedais e o centro da roda dianteira são sempre as mesmas).

COMO É O CROSSBLUE
O conceito é um híbrido plug-in (que pode ser carregado na tomada) de longos 4,98 metros de comprimento por 2 m de largura, com um motor a diesel combinado a dois elétricos: o 2.0 TDI de 190 cv e os de íons de lítio (um na frente, outro atrás) que geram 54 cv e 114 cv , respectivamente. Juntos, eles produzem 305 cv e 71 kgfm de torque.

Segundo a Volkswagen, essa fusão é capaz de fazer o modelo render até 36,1 km/l de combustível (um dos melhores consumos já anunciados para um SUV de grande porte). Ele também pode rodar até 22,5 quilômetros apenas com o motor elétrico.

Por ainda ser conceito, o CrossBlue esbanja artifícios de showcar, como os mini iPads em cada encosto de cabeça dos quatro bancos dianteiros, além de outro no console central. De acordo com a marca, a versão definitiva do carro, provavelmente sem iPads, deverá ter sete lugares (e não seis, como a mostrada aqui) e pode chegar ao mercado norte-americano em dois anos. Apesar do tamanhão, ele custará menos que um Touareg (que é feito sobre a mesma base do Audi Q7 e do Porsche Cayenne).

RETOMADA
O CrossBlue é a nova aposta da Volks para o mercado americano num momento em que volta a crescer a importância de SUVs e picapes de grande porte, em vez de sedãs ou hatches compactos. Com o modelo, a alemã espera conquistar clientes de Ford Expedition, Chevrolet Suburban e Nissan Armada, entre outros jipões de sete lugares vendido nos EUA.

Detroit tem outras novidades no segmento. A Acura, subdivisão de luxo da Honda, por exemplo, mostra o MDX Protoype, um conceito que dará origem a um novo SUV japonês.

A Audi exibe a versão a gasolina do SQ5, variação esportiva do jipinho Q5. A BMW revelou mundialmente o Série 4, mas seu estande também expõe os modelos da família X (X1, X3, X5, X6) e a versão John Cooper Works do Mini Paceman.

As duas maiores novidades do Grupo Chrysler são as reestilizações dos modelos Grand Cherokee e Compass. A Ford optou por destacar seus novos modelos de passeio em seu estande (como Taurus, Fusion e Focus), sem deixar de exibir seus tradicionais SUVs, como Explorer e Edge -- além do Atlas, conceito gigantesco de picape que dará origem à nova F-150 (campeã de vendas no país há 36 anos). A Chevrolet mostra a linha 2014 da tradicionalíssima Silverado.

Apesar de se tratar de um compacto, a Honda também mostra um utilitário esporte, o Urban SUV Concept. A Hyundai não tem novidades para o segmento, mas seu espaço traz a nova geração do médio-grande Santa Fe. A Infiniti faz o mesmo com a linha EX, FX e JX.

Land Rover e Lexus são outras que expõem seus SUVs e os posicionam o mais próximo possível dos corredores, obviamente para prender a atenção do público que irá visitar o pavilhão a partir de sábado (19). Até a Tesla, fabricante americana de veículos elétricos, tem seu SUV, o Model X.

SINAIS VITAIS
Detroit ainda parece cidade fantasma, cheia de casas e ruas abandonadas, reflexo da crise que assustou os EUA em 2008 e 2009 e espantou parte de sua população. Mas, aos poucos, as famílias que migraram começam a voltar ao maior centro de negócios do Estado de Michigan, graças a novas lojas e empresas que também passaram a voltar para a cidade.

A recuperação econômica da região é lenta, mas está em progressão. O retorno de gente e empresas à Detroit é uma prova. A quantidade de SUVs no evento, outra.


Viagem a convite da Anfavea

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