Citroën DS5 sublinha luxo e estilo por R$ 124.900; leia impressões

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

Após antecipar para o final deste ano o início das vendas do DS5 (a previsão anterior, anunciada durante o Salão de São Paulo, era de começar a importar o modelo no começo de 2013), a Citroën revelou nesta terça-feira (4) o preço oficial da única versão de acabamento que será vendida no Brasil.

Por R$ 124.900, você leva para casa o topo da linha premium DS. Feito sobre a plataforma do sedã C5, o carro tem 4,52 metros de comprimento, 1,82 m de largura e confortáveis 2,73 m de entre-eixos. O porta-malas leva bons 465 litros, ótimo volume para um hatch. Apesar de a Citroën dizer que trata-se de um crossover que mistura elementos de cupê, station wagon e minivan, mantemos a posição de que o DS5 é um hatchback.

A principal característica externa fica por conta do design, bastante chamativo. A dianteira ostenta um "nariz" que deve se espalhar por mais modelos da marca, enquanto a traseira mantém o aspecto esportivo já visto no pequeno DS3 (primeiro carro da linha exclusiva que chegou ao país). A lateral tem silhueta agressiva por conta da alta linha de cintura, outro traço marcante do DS5.

EQUIPAMENTOS
O carro é completo. Não há opcionais: entre os itens de segurança, o DS5 traz de série seis airbags, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição da força de frenagem), controles de tração e estabilidade, faróis bixenônios direcionais com lavadores, sistema Isofix nos bancos traseiros para cadeirinhas de criança, freio de estacionamento comandado por botão, controlador automático de velocidade, LEDs diurnos e limpador do para-brisa automático.

Além disso, o modelo possui botão de ignição, ar-condicionado automático e digital de duas zonas, tela de 7 polegadas com câmera de ré integrada, central multimídia com GPS, CD-Player com MP3, Bluetooth e entradas USB e auxiliar,  bancos de couro com funções elétricas para motorista e passageiro (o banco do motorista ainda traz massageador e memorizador de posições) e detalhes cromados espalhados pelo carro. Para ver todos os equipamentos, clique aqui.

O motor disponível será o mesmo 1.6 THP (turbo de alta pressão, em inglês) desenvolvido pela PSA em parceria com a BMW, que já equipa carros como o Citroën DS3, os Peugeot 308, 408, 508, 3008 e RCZ, o BMW Série 1 e a linha S do Mini Cooper. Somente a gasolina, o propulsor rende até 165 cv e 24,5 kgfm de torque, a baixos 1.400 rpm. O câmbio é automático de seis marchas, com opções de trocas manuais pela alavanca.

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PRIMEIRAS IMPRESSÕES
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rodou por três dias com uma unidade do modelo. Ao contrário do que verificou no DS3, um compacto animado e empolgante, o DS5 é o carro da gama voltado especificamente para o luxo. Pesado (são 1.480 kg), ele não foi desenvolvido para focar o lado esportivo, apesar do seu design sugerir isso.

Na rua, o DS5 chama a atenção -- não só pelo ineditismo, mas também pelo estilo agressivo do desenho, realçado pela linha de cintura alta. Por fora, a impressão é justamente a de que o DS5 vale quanto custa.

Por dentro essa sensação se mantém. Com acabamento requintado e recheado de materiais de alta qualidade, o DS5 faz jus ao fato de ser o carro mais caro da marca. A posição de dirigir é interessante, ainda mais pela facilidade em poder ajustar, em altura e profundidade, a coluna de direção e o banco do motorista. Dá para fazer do interior um cockpit.

O console central invasivo, aliado ao "console do teto" (que reúne os comandos dos três -- sim, três -- tetos solares), reforçam a sensação de "estar dentro de um avião de caça", como quer a Citroën. Apesar da linha de cintura alta fazer parecer que o espaço para a cabeça dos ocupantes é pequeno, o interior é espaçoso para quatro pessoas, na horizontal e na vertical.

BURACOS E... PACIÊNCIA
Todo esse requinte interior continua na suspensão, do tipo McPherson na dianteira e por eixo deformável na traseira. O problema é que ela foi calibrada para os "tapetes" franceses e europeus, e não para nossas ruas. Por isso, qualquer tampa de bueiro mais baixa vira uma temida cratera.

Rodar com o DS5 por São Paulo não é tarefa fácil. Exige o cuidado de se desviar das imperfeições do asfalto para não causar danos às belas rodas de 18 polegadas (com pneus de medida 235/45) e ainda mais atenção com motos e bicicletas, já que são largos 1,82 m de largura (a mesma de um Hyundai Tucson, por exemplo).



Mas tudo isso é recompensado pelo ótimo motor 1.6 THP. Apesar de sentir nas costas o peso do carro, ele tem ânimo -- em local fechado, o carro chega facilmente à casa dos 180 km/h. Na cidade, ele se ajusta ao pé do motorista, e o bom câmbio de seis marchas faz as trocas com baixas rotações e de maneira suave.

O computador de bordo da unidade testada alternou bons e regulares números de consumo, sempre de acordo com a vontade do pé do motorista. Em um rodar mais calmo em ciclo misto (cidade e estrada), o DS5 chegou a apontar 13,8 km/l. No mesmo trecho, mas com o pé mais pesado, esse número caiu para 10,2 km/l.

CONCLUSÃO
O DS5 é o carro que tenta transmitir toda a sofisticação da Citroën para o consumidor mais exigente da marca. Ele carrega o motor mais forte, os materiais mais luxuosos e o último grau de tecnologia da fabricante. E pede R$ 124.900 por tudo isso.

Há opções mais, ou tão interessantes quanto, no mercado, como os hatches Audi A3, BMW Série 1 e Volvo C30, que também entregam motores reduzidos aliados a luxo e tecnologia. Mas poucas delas têm o charme ou o exotismo deste francês. Se você busca um carro dessa faixa de preço e tem dúvida entre esses modelos, não exclua o DS5 de sua lista antes de dar uma boa volta com ele.

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