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Deixou passar o Bugatti Divo, de US$ 6 milhões? Mire no SUV da marca

Benoit Tessier/Reuters
Bugatti Divo é variante ainda mais excêntrica do Chiron: 1.500 cv, visual nervoso e máxima de 380 km/h Imagem: Benoit Tessier/Reuters

Christoph Rauwald e Caroline Connan

Em Frankfurt (Alemanha) e Paris (França)

04/10/2018 04h00

Versão exótica do Chiron está sendo mostrada agora no Salão de Paris, mas já esgotou. Resta olhar os planos da marca

A marca de supercarros Bugatti, que ultrapassou fronteiras com motores de 16 cilindros, velocidades máximas de mais de 320 km/h e preços exorbitantes, estuda uma linha de modelos mais ampla voltada ao seu bilionário público-alvo.

Estão em discussão diversas variações de chassi e motor, assim como SUVs e um estilo crossover, disse o presidente da Bugatti, Stephan Winkelmann, em entrevista, na terça-feira, no Salão do Automóvel de Paris.

A marca de ultraluxo da Volkswagen atualmente produz várias versões do Chiron e nesta semana lançou na Europa o supercarro Divo, vendido a US$ 5,9 milhões -- e já esgotado.

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A demanda por carros exclusivos tem se mantido em grande parte distante da batalha da indústria automotiva contra o aperto da regulação das emissões e as crescentes barreiras comerciais. 

"A marca está pronta para mais", disse Winkelmann, cujo Divo ostenta um motor de 1.500 cavalos. "O motor W16 é o centro da marca atualmente, mas não seguirá sendo assim para sempre".

Série limitada

Veículos como o Divo, o supercarro Ferrari Monza e o Aston Martin Valkyrie tendem a competir mais com aquisições de apartamentos ou iates de luxo do que com meios de transporte acessíveis. Com poucas restrições financeiras, os compradores procuram ativos que possam se transformar em valiosas peças de colecionador.

No caso do Divo, construído para as pistas, mas de uso permitido nas ruas, com velocidade máxima limitada a 380 quilômetros por hora, a produção é de apenas 40 carros, o que aumenta o apelo do produto da mesma forma que o Monza, que custa 1,6 milhão de euros (US$ 1,85 milhão), cuja série de 499 exemplares já está destinada aos clientes mais fiéis da Ferrari.

A expansão da Bugatti, muitas vezes ridicularizada e considerada um excelente exemplo dos excessivos orçamentos para engenharia da VW durante a gestão anterior da fabricante, precisa ser economicamente viável para avançar, disse Winkelmann.

"Precisamos chegar a um argumento convincente para nossos acionistas e justificar o investimento relacionado", disse o executivo, que anteriormente comandou a subsidiária italiana da Lamborghini, da VW. Um motor híbrido "pode ser parte do futuro -- é preciso considerar a aceitação social no tocante às emissões".

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